Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens

28 de abril de 2017

Carta a uma desconhecida

Olá! Tu não me conheces e eu também não.

Estamos envolvidos neste mundo recheado de redes sociais, com amizades virtuais e mensagens instantâneas e pergunto-me se algum dia nos cruzamos na rua com os nossos smartphones em punho alheios a presenças reais e focados em estados merecedores de 'gostos' ou fotos interessantes de conhecidos de conhecidos.

Certamente não, não nos lembramos de tal coisa pois queremos saber o que fulano diz e que parvoíces sicrano fez.

Tanto quanto sei, até podemos ser amigos do Facebook ou seguidores mútuos no Twitter ou no Instagram, aqueles seres que gostam das suas fotografias mas nunca viram mais gordos, magros, feios ou atraentes na vida real. Até pode ser alguém a apropriar-se de imagens de outra pessoa. O melhor é pensar positivo e acreditar que essas pessoas podem ser tuas melhores amigas ou até alguém que te cruzaste numa festa de um amigo de uma amiga, que essa amiga namorou com um rapaz que se dá bem com tal rapariga. Confuso? Sim eu sei mas é assim que possivelmente nos conhecemos por seguirmos um ao outro do nada.

Podemos nunca ter cruzado pessoalmente mas conheço-te, conheço as tuas tendências, conheço  teu círculo de amizades, sei ainda onde vais ocasionalmente, tudo pelas tuas fotografias. És como se fosses alguém do meio raio de amizades.

Ainda vamos a tempo de nos conhecer... posso te dizer um 'oi' ou um 'olá' ? Mas só se responderes. 

Tenho a certeza que nunca o farás, falas com dezenas senão centenas de pessoas por semana mas que importa? Não estaremos na vida de um do outro.

É melhor continuarmos a ser simples desconhecidos.

Quem sou eu? 

Um desconhecido

Beijinhos


Miguel Oliveira - https://area-escritalhada.blogspot.com.br

7 de fevereiro de 2017

Espera


Esses segundos que se arrastam lentamente parece que vão me matando. É difícil suportar. O aguardo parece eterno. Eu quero o fim. Quero o resultado, a resposta, o sim ou o não. Não sirvo para ficar no stand-by... Não é que eu tenha pressa. É simplesmente que essa espera indiscriminada é desumana, irracional. Eu só queria fazer as coisas andarem. O sistema solar não para para que as burocracias humanas descongelem, desestagnem. Respiro fundo, estico os braços, vou fazer outra coisa. Mas nem tudo pode ser feito. Só me resta esperar...

16 de janeiro de 2017

100 tempo




Já não tenho mais a habilidade de fixar fisionomias e nomes... Na verdade eu nunca tive, mas hoje eu chego ao extremo de só lembrar o meu próprio nome; o resto eu confundo tudo... Alguém que eu nunca vi na minha vida me cumprimenta e sabe meu nome, me pergunta como vão as coisas... Quase não sei a diferença entre Um e Todo Mundo... Mas os aniversários eu lembro... Prazos, vencimentos, inícios e encerramentos - datas eu lembro... Enfim... Ops, me atrasei.

4 de outubro de 2016

Esquecer



Caminhar na rua sentindo apenas o vento, os aromas estranhos do mundo, a irregularidade do chão - e apenas isso - é tudo o que eu queria. Não sentir mais nada a não ser o que os meus sentidos me fornecem imediatamente. E poder desassociar essas sensações de lembranças de momentos e pessoas - esquecendo, inclusive, o meu próprio humanismo. Queria sentir a liberdade da vida, e não a prisão de uma realidade incompreensível. Longe das pessoas, longe de tudo. Esquecendo da própria distância.

7 de setembro de 2016

Monografia (Episódio VII)


Prometo que eu já estou quase acabando com essa série. Talvez só mais umas duas ou três doses de desabafos escrevinhados em forma de nota de rodapé e citações (é terrível você ter que fazer traduções e explicações em notas de rodapé, terrível, simplesmente TERRÍVEL), depois que eu terminar de reescrever uma centena de conceitos complexo em um vocabulário impessoal e objetivo, e depois que eu tirar capítulos e acrescentar outros novos, mas antes de eu começar a ensaiar a minha defesa oral e de começar a fazer a errata. Estou quase lá, prometo...

11 de agosto de 2016

Fôlego



Me sinto cansada, super atarefada, confusa e só, e parece que o tempo nunca basta. É que nem nadar. Você utiliza todos os seus músculos e toda a sua força em exíguo tempo, e você sente como se seu pulmão chegasse a arder. E se você parar para recuperar o fôlego você é considerada fraca. Mas eu respiro fundo - eu sou humana, e ninguém teria chegado longe se não tivesse começado devagar, com o coração disparado e sentindo como se todo o oxigênio do mundo não bastasse, com os olhos vermelhos e se esforçando apenas para manter o rosto fora d'água. Eu respiro fundo enquanto eu posso, porque logo eu mergulho de novo e lá eu vou empregar todo o meu vigor de novo.

26 de julho de 2016

Força




Eu gosto desse esforço enervante. Principalmente quando eu observo que todos os demais se conformam com o fracasso ou esperam receber tudo mastigado, tudo pronto, tudo entregue dentro de um envelope com instruções. Além de ver como tem muita gente que estagna, que para no tempo - e que perde tempo. Ah, mas não eu. Vida, prepare seu peso que eu vou lhe empurrar com todos os meus músculos.

23 de julho de 2016

Véspera



Eu sei que eu não estaria aqui se eu não estivesse preparada; não teria chegado até aqui. Mas é inevitável o frio na barriga. Medo, ansiedade, expectativa, esperança: eu já sopesei todos os sentimentos. E, da mesma forma que eu já passei por situações semelhantes, eu já ensaiei todos os passos, decorando tudo o que tenho que fazer, como num ritual. Amanhã é o meu dia.

14 de julho de 2016

Tempo


Eu contabilizo o tempo pelos meus devaneios. Uma lufada de ar me trás tantas lembranças... Como há uma ano atrás, quando o clima estava exatamente como hoje: esse clima, esse tempo idêntico me faz lembrar do ano passado, de como eu me sentia, mas também do ano anterior, e de outras épocas, sendo um vendaval de sensações e lembranças na mesma brisa. Queria conseguir ser mais sincera com o que eu sinto, em vez de atropelar tudo, fingir que sentimentos tão tenros não estão ali. Queria poder apreciar cada exígua sensação com o maior deleite. Queria pode dissolver essa divisão do tempo que separa as minhas lembranças e sensações. Mas eu não posso. Não posso apagar todos os ponteiros de relógios, todos os calendários, todos os cronômetros e demais parafernálias que aprisionam a vida no desconhecimento da liberdade. Da mesma maneira que não posso sair e apreciar o tímido calor do sol no meio do inverno, tendo que me limitar a olhar de dentro de uma clausura fria e úmida. Tão sinestésico que não faz sentido, e você sente isso tudo numa fração de segundos. Bem. Acabou. Até amanhã.

8 de julho de 2016

Good-bye



A gente sempre escreve longas lamúrias sobre como tudo terminou. Longos dramas tendentes (e tendenciosos) a marcar nossas vidas para a sua breve eternidade. Mas não nos dispomos a relembrar como tudo começou. A ansiedade, o interesse oculto, o arrepio, o frio na barriga, os calafrios, os sonhos com aquele cara incrível que parece que não repara em mim. Não relatamos, pois, como foi descobrir a maneira que ele era diferente do que eu imaginava (para bem ou para mal), e como foi o deleite do nosso breve, ou longo, affair. Difícil admitir que, encarando o passado, e aceitando que ele está bem sepultado e impossível o seu retorno, no fundo, nós queremos viver tudo de novo - ainda que a experiência nos tenha desgastado. Não... Mais fácil se lamuriar, se entregar à decrepitude da tristeza, do que se levantar e viver. E é interessante que o que se lamenta é justamente o fato de ter acabado, em vez de nos utilizarmos da experiência para insuflar coragem nos nossos pulmões. Bem. Diga adeus às lamúrias, enterre-as com o que acabou, e dê as costas para o passado, engrenando uma busca para nunca mais regressar.

4 de julho de 2016

Pressão



Numa disciplina quase militar eu tenho mantido tudo no mais adstrito controle. Ainda que se trate de uma disciplina espartana, agressiva e rude. Veja que eu estou sempre calma, sorrindo, brincando e com uma expressão serena - e eu acredito que isso resulte também da minha absurda disciplina, de não permitir que as coisas explodam, somente implodam. Por fora eu sou amigável e confiante, e por dentro eu luto a cada segundo do dia. E esta tudo bem, eu lido com isso com parcimônia. Pretendo manter essa pressão interna, ainda que por vezes ela chegue a níveis quase intoleráveis; a pressão me equilibra. Pois a pior pressão não é aquela que vem de fora, do mundo, da sociedade; não, é a pressão interna que, por uma soma de fatores variáveis - dentre as quais, obviamente, a pressão externa é a mais influente - que é capaz de fazer você explodir se não souber lidar. E agora eu sei.

28 de junho de 2016

OCUPADA



Lamento muito, não posso agora. Com licença, preciso ir, tenho compromisso - compromissos demais, compromissos sobre compromissos, de modo que eu tenho que filtrar uns em prol dos outros, como se fosse possível priorizar qualquer coisa nesse mundo em que tudo ferve. Mas, bem, agora é sério: Preciso ir. Me liga mais tarde... 

20 de junho de 2016

Sonhos



I want to say I'll live each day
Until I die.
And know that I had something
In somebody's life.

The hearts that I have touched
Will be the proof that I leave
That I made a difference
And this world will see:
I was here
(Beyonce - I was here)

Indagando-me mentalmente sobre o porquê de as nossas maiores vontades, as nossas metas de vida serem denominadas "sonhos" eu chego à conclusão de que, quando nós realmente queremos algo, com todas as nossas forças e afincos, nosso cérebro produz uma atividade mental semelhante àquela da atividade onírica, não raro ambas se confundindo. Pois veja que nesse mundo, todo mundo é obrigado a sonhar, a propor à si e à sociedade uma ambição. Causa horror e indignação se, quando lhe perguntam suas metas, se responde que não existem, que se está bem na situação atual e que não há perspectiva de mudança. Vivemos, então, nessa perspectiva - e obrigação - de mudança. E não há que se censurar: nada mais humano do que se deslocar para se encontrar. Mas existe um ponto em que nós, num futuro longínquo ou em breve, buscaremos descanso. Então, porque devemos "sonhar" para nós mesmos? Porque não sonhar para os outros - com os outros? É legal almejar uma carreira, um cargo bem remunerado, mas porque não sonhar com um mundo que respeite mais o meio ambiente, com uma sociedade mais justa, menos corrupta? Já que somos obrigados a buscar o progresso (que é um conceito extremamente relativo), porque não almejar chegar aos 90, 100 anos podendo olhar para a sua vida e dizer: eu dei o melhor de mim para esse mundo que em breve eu deixo? Pode parecer uma posição ingênua, a minha; pode parecer que eu incorporei o Cândido de Voltaire, mas eu me proponho a fazer isso, daqui pra frente, e a convencer outros a assim ser também, e combater veementemente qualquer colocação contrária. Quem vem comigo?

14 de junho de 2016

Nunca mais


Eu sei que sempre dizem para jamais dizer algo tão extremo quanto "nunca", mas vocês hão de convir comigo que tem atitudes tão prejudiciais à nossa existência, costumes tão conturbados, apegos tão maléficos, hábitos ruins que a gente tem que se dar ao trabalho de jogar no precipício.

E essa é a minha vez.

Nunca mais deixar de fazer coisas importantes para agradar alguém.

Nunca mais fingir que tenho opinião diversa só para agradar alguém. 

Jamais ceder a chantagens emocionais.

Nunca mais postergar.

Nunca mais se deixar ficar na zona de conforto.

Jamais - never-ever - se dedicar a alguém a ponto de sacrificar a sua própria autonomia.

Nunca mais fazer ou deixar de fazer algo em virtude de opiniões alheias (fuck you!).

E, de agora em diante: sempre - always and forever - pensar duas vezes antes de falar, ponderar sobre tudo sem, contudo, perder tempo ruminando demais as possibilidades; sempre questionar se o que tem a ser feito é realmente necessário, se é útil; sempre manter a disciplina e organização, e sobretudo, nunca, jamais, perder o foco.

Stay focused and keep going.

8 de junho de 2016

RAIVA



Vontade de gritar, de esmurrar e dar um chute.

Percebi que deu drasticamente errado o meu plano; eu percebi que eu fui usada e desmoralizada.

Percebi que todo o meu trabalho foi por água a baixo sem culpa minha e isso é irreversível agora.

Eu tive que aguentar de cabeça baixa - para quê? Para terminar sem nada?

Respiro fundo como manda a boa conduta, mas parece que a cada suspiro a raiva infla cada vez mais.

Queria abrir aquela porta, levantá-los pelo colarinho e por pra fora todos os podres do falso moralismo, da hipocrisia, da bajulação - mas não farei isso, obviamente. Ao menos a errada da história não foi eu.

Engulo seco e sigo meu caminho, sem olhar na cara de ninguém. Eu tentei e dessa vez, tragicamente, eu falhei. Mas tudo bem; ao menos eu aprendi em quem não confiar.

7 de junho de 2016

Eu só queria uma música


Queria encontrar um timbre, um acorde ou ao menos alguma expressão que definisse a minha vontade de ouvir.

Queria uma música que me tirasse daqui. Uma que me fizesse esquecer os tormentos e me lembrar das coisas boas. Uma música que exprimisse exatamente o que eu sinto...

Queria uma melodia que me envolvesse.

E eu estou cansada de canções sem vida, com rima esdrúxula, sem emoção, sem criatividade, sem um convite efetivo para navegar nas ondas acústicas.

Mas as minhas opções são cada vez mais escassas. Difícil encontrar aquela sensação de estupefação, de êxtase, aquela vontade de querer conhecer o compositor. 

Eu só queria uma música que me deixasse feliz.

29 de maio de 2016

Saudade



Sinto muita falta das nossas conversas. Sinto falta do seu cheiro, da sua voz, dos seus olhos, da nossa loucura na cama. Eu gostava tanto de sentir o calor do seu corpo tão junto ao meu, e da segurança que você me dava... Me pergunto como seria ter você aqui. Me pego pensando em você com grande frequência: Onde estará? Será que vai bem? Nunca mais tive nenhuma notícia sua; será que ainda se lembra de mim? E caso se lembre, pensa em mim com frequência, como eu, será que me reserva algum carinho? Homem do céu, eu prefiro não pensar nisso. Prefiro evitar a todo custo qualquer lembrança sua, de modo a evitar também esse vazio que você deixou. No começo, sim, eu revia todas as fotos, ouvia por horas intermináveis as nossas músicas, relia todas as mensagens, tentava reviver o sentimento das poesias que eu escrevi para você... Mas a angústia me faria enlouquecer e eu recrudesci. A vida me compeliu a seguir em frente, mas eu confesso que por vezes me sinto só. Eu não sei por onde você anda mas no íntimo eu imploro para que você volte. Ai meu deus...

27 de maio de 2016

Lirismo Virtual



Acho que desde que eu descobri e comecei a me utilizar da internet, um dos meus maiores prazeres - senão o maior de todos - é passar um bom tempo com blogs. Sério.

Não apenas é muito bom poder se expressar, dar azas à sua criatividade, como descobrir que existem outras pessoas que também pensam como você, sentem como você, tem essa sensibilidade, essa paixão. Pessoas que escrevem textos, poesias, contos, crônicas, quilômetros e quilômetros de lirismo - igual a você. Gente que também se expressa de um modo apaixonado, melancólico, sarcástico, sonhador.

Em que pese que ter ficado muito tempo sem atuar no blog, ter renegado a mim mesma a escrita e a leitura não acadêmica, é aqui que eu gosto de satisfazer meu ímpeto e necessidade literária. Não exagero se digo que tem muita gente que escreve em blogs de domínio gratuito mil vezes melhor que muito escritor renomado que só consegue esbanjar mediocridade (considere que eu sou uma assídua leitora, e claro, extremamente crítica).

Eu não tenho tanto tempo quanto gostaria - aliás, a maioria das minhas postagens tem sido programadas, ou seja, escritas em momento diverso daquele em que são publicadas - e muito menos consigo acompanhar, sequer ler, os blogs que eu sigo. Mas eu nunca me decepciono quando eu tiro um tempinho pra ler algum post de um blog dentre os que eu sigo (e que não são poucos).

Eu queria que o mundo fosse mais justo. Eu queria um mundo mais democrático onde não haveria tantas pessoas talentosas no anonimato e gente medíocre com títulos de notoriedade. Mas é o que tem pra hoje.

E era isso que eu tinha a dizer, estimados amigos da blogsfera: muito obrigada por fazer dessa arte da palavra escrita um pouquinho mais humana, mais calorosa, mais real e mais virtual ao mesmo tempo. Muito obrigada por partilhar das suas vidas comigo, dos seus sentimentos, das suas angústias e júbilos. E claro, muito obrigada pela atenção e dedicação. Muito obrigada por fazer esse mundo virtual melhor. Vejo vocês no próximo post. =)

26 de maio de 2016

Frio


Perdi as contas de quantas vezes eu vi meus dedos roxos e eu perdi a sensibilidade nessa região. Lábios rachados, o vento tão gelado que parece que vai cortar a pele... A grama amanhece dura, as árvores que não perderam sua folhagem no outono agora tem suas folhas duramente agredidas, o clima obstinado a não deixar nenhuma. É a época que as estatísticas apontam como maior período de incidência de crimes famélicos aqui no sul e demais regiões frias; talvez seja porque o espírito humano se encruece e as necessidades sejam maiores e supervenientes. Talvez seja, também, uma decorrência de uma tendência primitiva de acreditar, ainda que instintivamente, de que não há muita perspectiva de sobrevivência toda vez que a natureza nos agride. De fato, é uma estação apocalíptica - mas é um apocalipse frio, desumano, insensível, com cada um se preocupando - apenas - com o próprio fim e não o da espécie.

24 de maio de 2016

Monografia (Episódio III)




Graças aos seres mitológicos não me acusaram de plágio por causa dos meus erros ao fazer citações. Estou tão cheia de atribuições que eu mal e mal me lembro do meu próprio nome. Na segunda eu tenho três provas, na terça um teste seletivo, na quarta uma revisão geral, na quinta uma inspeção laboral e na sexta não há qualquer chance de "rolê". No sábado, estágio obrigatório e aulas extras e no domingo eu terei que me enfornar dentro de casa, vegetando de tanto estudar, enquanto provavelmente teremos um lindo dia de sol, meus amigos bebem cerveja na beira da piscina e a família se reúne em volta de um divino tortei. Tenho até medo de ver os comentários do orientador à minha tese; tenho ainda que formatar as minhas ideias de acordo com o que é requerido, e não de acordo com as minhas convicções. Tenho que pensar, desde já, em aprontar meu currículo pro processo seletivo do mestrado, em estudar para o Enade, para o Exame de Ordem, em cumprir, por fim, todas as horas extra-curriculares acadêmicas, ver se eu fiz todos os cursos... E eu volto para aquela parte em que eu não sei ainda porque é que eu estou me submetendo a isso tudo. Pois bem... Graças aos seres mitológicos ainda é terça-feira e eu ainda tenho tempo, tenho que me apressar se eu não quiser perder mais uns prazos. Refletir mais sobre a real necessidade da formatação vai ter que ficar para outra hora.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...