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2 de abril de 2017

Supergirl - 1ª temporada (Resenha)

Essa é a primeira vez que eu faço resenha de uma série de TV ou cinema neste blog - e podem crer que vai ser a única. Eu nunca fui fã de séries; sempre preferi filmes e livros. O que me chamou atenção nessa série em específico, contudo, foram as críticas logo que estreou. Mas antes de adentrar nas críticas, vou apresentar a trama:

A série retrata a vida de Kara, uma jovem de 24 anos que trabalha como assistente da presidente e dona de uma grande empresa de jornalismo - a CatCo - e que, paralelamente, tem uma vida oculta como super heroína, uma vez que ela veio de outro planeta, o que lhe garante superpoderes para salvar as pessoas. Na primeira temporada ela ainda é uma heroína em treinamento, contando com ajuda de seus amigos, sua irmã adotiva e por vezes de terceiros. A série retrata ainda seus casinhos amorosos e conflitos familiares.

O que me pareceu muito empolgante foi a forma com que a série retrata que uma mulher muito empenhada e competente em seu trabalho e ao mesmo tempo uma salvadora da humanidade tem suas inseguranças e medos como qualquer outra pessoa. Como uma mulher (é importante frisar que esse série é gravada sob uma ótica estritamente feminina) ela quer sempre ajudar todo mundo o tempo todo, mas isso nem sempre dá certo.

Mas agora voltando às críticas, é de se notar que a série não está apenas sob uma ótica feminina quanto feminista - mas um feminismo em uma dose nada comedida. Primeiramente, essa série inverte os papéis estereotipados da sociedade: as mulheres que são as líderes, bem sucedidas, milionárias, cegas pelas carreira, e os homens que são sedutores, obedientes, vilões sanguinários e troiçoeiros, etc (estou falando de meros estereótipos, não de que isso seja, ou não, a realidade). Mas se fosse apenas essa inversão, seria algo escusável, já que se trata de uma ficção. Sem embargo, como eu li numa crítica intitulada "How Supergirl’s Feminism Misses the Point", a série, a despeito dessa inversão de papéis, é generosamente recheada de jargões e lugares comuns feministas; em vários episódios aparece alguma mulher falando "ah, você está insinuando que eu não posso fazer isso porque sou mulher" - mas geralmente isso se dá em alguma cena ridícula em que a mulher tem uma situação muito superior à da pessoa que critica, o que não faz sentido nenhum.

No mais, de um modo geral, a série não é bem construída. Os personagens e a ideia central da trama são excelentes, e os atores são bons; mas os episódios não conversam entre si, como se cada episódio fosse uma história isolada. Num episódio a chefe está prestes a demitir Kara, no episódio seguinte é sua melhor amiga, e no seguinte a humilha. Além do mais, justamente por essa visão feminina-feminista a emotividade das personagens é absurda; todo mundo em algum momento abre o coração e conta as mágoas, mesmo os vilões, e todo mundo age impulsivamente "por amor", "pelos amigos", "pela família". Em um episódio, a irmã adotiva de Kara quebra sensíveis protocolos de segurança nacional dos EUA para prender um mero suspeito de por em risco sua família (ou seja, o país pode estar em risco, sua irmã não). Sem contar que tem coisas muito destoantes da realidade, que, mesmo se tratando de ficção (que deve ter um mínimo de coerência com a vida comum) não aconteceria num cotidiano comum (veja que não estou falando da parte estritamente fictícia da trama). Um exemplo é o fato de que a irmã adotiva de Kara literalmente desafora um vilão poderoso e milionário e ele simplesmente abaixa a cabeça, e em outro a própria Kara demonstra vulnerabilidade para um inimigo mortal e ele demonstra complacência. Enfim...

É como se fosse um jantar que, apesar da grande proposta e dos bons ingredientes, não foi bem montado e nem bem servido. A ideia é excelente mas apresentada de uma forma que não faz nenhum sentido. Mas nem tudo está perdido: Pelo que tenho acompanhado as críticas, na segunda temporada os diretores passam a fazer parcerias televisivas e trabalham melhor a trama. É uma pena que eu não vou ver a próxima temporada...


26 de agosto de 2011

Sem Permissão Para Dirigir

PEu me lembro de ter assistido três filmes dos anos 80: Curtindo a vida adoidado (1986), Te pego lá fora (1987) e Sem licença para dirigir (1988). Eu vi esses filmes na Sessão da Tarde na época em que eu tinha tempo de sobra, e, além de não entender o enredo ficava me perguntando porque as pessoas do filme tinham o cabelo zuado e usavam as calças na altura do umbigo. Assistindo Sem licença para dirigir, eu pensava: "Nossa, dirigir deve ser muito legal", e não via a hora de dirigir também. E deve ser mesmo legal, caso você viva em uma cidade rural de três mil habitantes; porém, imagino que numa cidade como São Paulo só vai ser legal se for literalmente, tendo a carteira de habilitação. Aí que impera o problema: A maioria das pessoas acha que ter um carro basta e aprende a dirigir em cinco minutos, e quando vai tirar a carteira meio que desanima toda aquela burocracia do Departamento de Transito. Wow, eu queria que a vida fosse que como um filme americano que se você não passar no exame do Detran você pega o carro do seu pai escondido e vive uma aventura muito louca. Mas a vida real é como aqueles documentários horrendos de catástrofes de trânsito e você se conforma a, em caso de reprovação, esperar eternos quinze dias úteis para poder fazer o exame de novo. Eu vou contar para os meus netos (se eu tiver) que em 2011 eu tirei, ou pelo menos tentei tirar, a minha PPD. Descobri uma coincidência interessante: No dia em que eu fiz o exame prático do Detran, dia 18, uma celebridade muito "querida" chamada Justin Bieber fez o exame junto comigo. Tanto lá nos Estados Unidos quanto aqui na minha cidade, nesse dia, chovia pra caramba, condição que torna o teste mil vezes pior. Cometi uns errinhos mas passei, o que não aconteceu com Bieber. Mas não, infelizmente, eu ainda não tenho a habilitação provisória... Falta a categoria A, em que eu reprovei duas vezes. Oh, God. Agora sei lá quanto tempo ainda vai levar, mas vou ter que fazer como o rapaz do filme e dirigir mesmo sem Permissão Para Dirigir.


4 de maio de 2011

O suicidio do Lula Molusco

Esses dias eu estava a pesquisar tranquilamente sobre Durkheim e me apareceu um resultado meio bizarro, intitulado "O suicídio do Lula Molusco". Cliquei. Era só um boato, típico de Internet, sobre um "episódio perdido" do desenho do Bob Esponja, em que, supostamente, o personagem Lula Molusco teria cometido suicídio depois de um concerto de (alguma coisa) onde fora humilhado pelo Bob Esponja - a narrativa é cheia de detalhes macabros. E ainda houve quem jurasse que essa história mal contada era real. Os vídeos do episódio eram todos falsos e eu não achei nenhum que era fiel á descrição. Então... fail. Mito. História para boi dormir. É a moda de piorar as coisas de modo precário. Você acha mesmo que os criadores de um desenho infantil fariam um episódio que viola as regras para a "classificação livre", ainda que um rascunho? Os pais e pessoas altamente religiosas vivem querendo livrar as crianças das famosas mensagens subliminares, mas não poupam elas do que é explicito, como a novela cheia de putarias e o BBB e sei lá o que mais. As pessoas - principalmente as mais velhas, com todo o respeito - deveriam ter a mente mais aberta e analítica; se você não sabe se essa de mensagem subliminar é verdade ou não, simples: dê um filme infantil que você julgue educativo ou um livro ou um brinquedo - não se renda ao sensacionalismo. Claro que também existem desenhos com mensagens explícitas e negativas - como um certo episódio de "Os Simpsons", em que os personagens viajam ao Brasil e encontram uma situação extremamente ridícula e precária no Rio de Janeiro. Para nós isso é um absurdo, mas então imagina quantas crianças estrangeiras que assistiram o episódio e que acabaram mentalizando uma imagem ruim do Brasil... O governo do Rio de Janeiro processou a FOX e o episódio foi proibido em todo o território nacional. O alívio nessa história toda é que, como eu já disse em outro post, a influência da televisão está aos poucos saindo de cena.
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