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4 de junho de 2012

Vende-se este blog


Isso mesmo. Uma vez eu vi um "avaliador de sites pessoais", que com base em sabe-se lá que dados ele te dava um valor analisando o endereço do seu domínio. O meu, na época (uns dois anos atrás), deu cinco mil reais; hoje eu acho que valeria, sei lá, uns dez mil... Se você for meu inimigo eu te dou de graça o blog, mas tem que ser hater declarado, okay?

O fato é que eu já não tenho mais saco pra manter um blog. Não sai mais nada de legal da oficina, e quando eu forço sai aquelas coisas bem sem sal. E também não tenho mais saco para conferir a blogsfera; apesar de ainda ter muita gente dedicada e intelectualmente esclarecida, 99% da literatura que eu encontro na internet é estritamente amadora. O autor golpeia golpeia e golpeia mas nunca sai o corte perfeito.

Aliás, esse negócio de literatura hoje em dia é uma lástima. Você nem precisa ler um livro inteiro para ser escritor, basta ter um papai rico e doses generosas de hipocrisia para distribuir. Eu não sei onde é que ficou a nossa avant-garde e o espírito revolucionário, mas não consigo mais encarar o sentimentalismo exagerado à la Clarice Lispector, e nem discussões políticas e sociais acaloradas e vazias.

Enfim... Saturou. Eu era mais feliz lá em 2008, logo que eu creiei o blog, quando eu me contentava com qualquer aventurinha adolescente. Hoje eu tô chata e impaciente demais com tudo, e justamente por isso tô pulando fora. Vou ficar com Ruy Barbosa, por hora. Se me der na louca e eu quiser voltar com esse negócio de blog (eu não sei o que esperar nem de mim mesma) eu faço outro e anuncio aqui pros que sentirem saudades.

Um beijo aos que ficam,

Ana Ruppenthal.

12 de janeiro de 2012

Imortais



Sem apelar para atores mais carismáticos como Orlando Bloon ou Russel Crowe, os produtores de "300" conseguiram fazer mais um filme epicamente sangrento. Nessa trama, o heroi Teseu é escolhido para proteger a humanidade de uma guerra que vai muito além desse mundo, tendo como cenário a antiga Grécia. Em dados momentos os próprios deuses do Olimpo descem das nuvens para lutar no "corpo a corpo" em suas armaduras relusentes ora para auxiliar o guerreiro ora para combater os titãs (que nesse filme mais parecem um bando de vampiros-zumbis). Teseu, retratado no filme como um camponês com potencial, é o eleito de Zeus. No que se refere à famosa mitologia grega os diretores viajaram um pouco e exageraram na computação gráfica, mas fica a dica para quem aprecia o gênero. Estrelando Henry Cavill, o filme foi lançado em 2011, mas ainda está nos cinemas.

 (Clique aqui para ver o trailer)

5 de julho de 2010

O suicidio do jovem Werther

Existem certas coisas nessa vida que eu creio que só eu encaro. Outro dia, por exemplo, eu acabei encontrando um livro que eu não tenho notícia de nenhum ser vivente que tenha lido, nem mesmo os meus professores de literatura, no entanto, o autor é de nome popular: Goethe. Eu tenho vicio por esses autores estrangeiros cujos nomes eu mal sei pronunciar, mas esse em particular me fascinou. É o drama de Werther, um jovem muito apaixonado que, por não ser correspondido por sua amada, se reclue a ponto de cometer o suicídio. Na época, a obra gerou uma onda de suicídio em massa tanto que chegaram a censurá-la para conter essa onda, tamanha era a profundidade das palavras do autor. Queria eu viver na época do Romantismo e simplesmente "morrer de amores". Hoje em dia, quem ler o livro vai dizer que se trata de um jovem tolo cujo único remédio era mesmo a morte. Mas quem disser isso provavelmente deve ser um(a) fã de "Gossip Girl" que não sabe compor um texto que vá além de superficialidades. Mas o que são a maioria das pessoas senão isso? Werther viveu por amor e morreu por iniciativa própria; obviamente, isso vem a ser trivialidade hoje em dia, pois as pessoas não mais amam e muito menos são corajosas o suficiente para ir dizer um olá ao pai celestial. Sim, estou querendo dizer que, sim, suicídio é um ato de coragem, e, por favor, não seja você um evangélico hipócrita a ponto de querer encontrar uma passagem na bíblia afirmando que suicidas não vão para o céu (se é que existe um), por que, o suposto Deus, se for realmente justo, vai recompensar os que sofreram - pois quem se suicida não virá a cometê-lo por que quebrou a unha, não é mesmo? Se bem que... O suicídio, hoje em dia, deve ser causado, não pelo amor, mas pela falta dele. A solidão é o motivo mais comum, e a Internet parece que só afasta as pessoas e dificulta o relacionamento real. No caso de pessoas assim, porque o suicídio seria "covardia"? Quem não tem ninguém não tem responsabilidade para com ninguém a não ser a si próprio, e, adiantar a morte talvez seja a lamentável solução. Mas sem dúvida, suicídio é covardia quando se trata de alguém cujo cargo exige uma grande responsabilidade: Dizem que Hitler se suicidou (eu, particularmente, duvido), mas caso fosse, esse sim teria sido um covarde exemplar, como Getúlio Vargas (outro que eu duvido). As vezes eu acho que alemães devem ter uma tendência maior ao suicídio; eu mesma sou descendente e conto com alguns casos na família. Sim, também já pensei em suicídio (talvez mais uma das coisas que só eu encare...), mas um dia eu descobri que eu tenho muito a descobrir, então resolvi adiar o prazo final. Até lá, só me resta tremer pelo jovem Werther.
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