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24 de fevereiro de 2017

Ambição


Muito embora eu quisesse usar todos os dias, Channel tem um custo. Pois eu espero que a minha ascensão profissional e financeira seja tão grande quanto a minha ambição. Eu queria ser a mulher maravilha, poderosa, rica, no topo do mundo. Comprar o corpo que eu quero. Negociar com deus os meus anos de vida, e até mesmo umas férias no inferno. Atravessar o mundo em minutos. Não ter que me preocupar com mensagens não respondidas. Ah, como eu quero ir para o outro nível...

5 de janeiro de 2017

Procras...

Procrastinação: ato ou efeito de adiar, de postergar. Preguiça. Moleza de espírito. É aquilo que você sente quando você não tem nada para fazer e ainda assim não quer ter algo para fazer, ou, pior ainda, quando você tem milhares de coisas a fazer e quer se ver livre de tudo, espontaneamente alérgico a rotinas e obrigações. Não que o que você faça e o ritmo que você leve sejam obrigatórios; você faz se você quiser, mas se você não fizer você se ferra. Nessas horas você se arrepende de não cursar mais a sétima série e ter rezado tanto para se formar... É um tédio passivo, um estoicismo vadio. Ojeriza. Indisposição, descrença egoísta, ócio destrutivo. Se você considera a morte não é que você seja depressivo mas sim que você tem preguiça de viver. Ah. E de que me adianta saber tudo isso? Não sei. Eu tenho muitas coisas a fazer, mas até de terminar esse texto eu tenho preguiça. (Que feio).


Publicado originalmente em 26/11/11.

5 de setembro de 2016

ESTE BLOG TEM OITO ANOS!




Sim, senhoras e senhores!

Depois de sobreviver às mais insanas transições da internet;

Depois de passar por diversas fases da vida de uma autora anônima na internet;

Depois de sair do ar e voltar mil e uma vezes;

Depois de ter sido colocado a venda (e ter recebido sedutoras propostas de compra);

Depois de tudo isso, Antes-de-mais-nada completa seu oitavo ano de existência cibernética, graças ao auxílio de todos vocês!

Muito obrigada por tudo!

E, antes de mais nada, avante!

18 de agosto de 2016

O Criminalista - Vinicius Bittencourt (Resenha)



Pois bem, pessoas da internet. Trago, novamente, uma resenha para agitar esse blog.

O livro de hoje eu recomendaria para todos os aspirantes a juristas com inclinação para a área criminal - principalmente para os homens, porque, não apenas me parece que o autor transmite uma visão eminentemente masculina do mundo (o que não quer dizer sexista) como também demonstra saber separar crua e racionalmente os aspectos afetivos, profissionais e sociais de cada cena - nada mais másculo, ao meu ver.

Por outro lado, eu não recomendaria esse livro para aqueles que não tem uma noção, ainda que breve, do funcionamento do ordenamento jurídico brasileiro, pois não só você pode ficar perdido com o vocabulário específico e por vezes técnico (eis uma infeliz omissão do autor) como também pode ter uma visão muito errada de um profissional criminalista.

Indo para o cerne dessa postagem, preciso tecer algumas considerações sobre a obra. Primeiramente, o enredo é excelente. Ainda mais porque o autor, notadamente, é jurista, não demonstrando grandes aptidões para a literatura comum. Além disso, segue o estilo daqueles tramas policiais americanos, cheios de enigmas e suspenses - mas garanto que mil vezes melhor.

Narra a história de um advogado, veemente estudioso, que constrói sua carreira na estreia de balizantes lacunas na lei, conseguindo, assim, encobrir os crimes mais horrendos e por vezes torná-los impunes.

Se me permitem a crítica, o autor teve sorte quando teceu esse romance. Primeiramente, porque o contexto da publicação original do livro, 1981, é anterior à obrigatoriedade do Exame de Ordem - o que faz toda a diferença, pois o referido Exame filtra os profissionais bons dos ruins, o que supostamente faria diferença para o destaque a mais dos profissionais - assim, o personagem principal, sendo estudioso, se destacou num mundo de profissionais ordinários, não havendo a filtragem da OAB. Além disso, nessa época nós ainda tínhamos uma legislação realmente falha (oriunda de um século de instabilidades e de uma ditadura militar que restringiu muito as atividades legislativas), o acesso ao ensino superior não era tão popularizado e o acesso à justiça era restrito. Em outras palavras, um advogado fodão em 1981 seria um advogado como qualquer outro hoje em dia, pois naquela época eram poucos e hoje são uma legião.

No mais, devo advertir a quem se arriscar a ler que a obra tem aspectos um tanto quanto sensíveis e até mesmo ofensivos à moral vulgar. Junto com outros clássicos jurídicos do tipo "O caso dos exploradores de cavernas", julgo que "O Criminalista" deveria ser de leitura obrigatória nas graduações em direito. Por fim, não recomendo a obra se você espera algo muito rotineiro do mundo jurídico, pois, como eu explanei anteriormente, o enredo se dá numa época muito específica do ordenamento jurídico pátrio.

Nota: 7/10.

15 de agosto de 2016

Teimosia



Conselhos, recomendações, e por vezes ordens não foram feitas para serem obedecidas cegamente. Não quero passar a minha vida seguindo apáticas regras. Não quero ficar me limitando para agradar a outrem. Admito que críticas são duras, sim, mas existe uma grande diferença entre enfrentar e confrontar, e uma crítica não vai alterar as minhas pretensões. Pode apontar meus erros, vai lá. Me critique. Fale o quanto eu sou insubordinada, irreverente, cabeça-dura. Não me importo. Não vim aqui para abaixar a cabeça e tentar agradar. E sim, eu assumo todo o risco, toda a responsabilidade. Digam o que quiser, não poderão dizer que eu vacilei ou fui covarde.

1 de agosto de 2016

Escolhas


É duro... Chega um ponto em que a situação fica insustentável, pesada demais, e você tem que sacrificar algo que você ama, pois já foi difícil levar até ali... Não foi sem pensar duas, cem, mil vezes antes. Não foi sem sopesar todas as possibilidades. Mas existem prioridades, e existem coisas que, por mais que doa, tem que ser deixadas de lado, ainda que momentaneamente. E eu deixo, cabisbaixa, aflita, com uma sensação de perda, mas sem olhar para trás, sem titubear, sem, contudo, saber qual será a minha próxima certeza daqui pra frente.

16 de julho de 2016

POSTAGEM NÚMERO 200!

KEEP CALM ESSE É O POST N. 200!

Muito obrigada a todos e a todas que acompanham meu blog!

Depois de oito anos de blog (sim, esse blog é dos tempos medievais da internet), 33.555 visitas, 500 comentários, ter 313 seguidores, depois de abandonar e voltar várias vezes para esse espaço virtual, depois de apagar centenas de milhares de postagens antigas por impulso, por me arrepender e achar que a internet não merecia aquilo (que poderia ter sido bom), finalmente eu me disciplinei e cheguei à minha ducentésima postagem - com muito fôlego!

E para comemorar, seguindo o estilo da minha centésima postagem, eu vou revelar 20 fatos sobre mim (porque 200 é muito), em postagem futura.

Novamente agradeço a todos os meus amigos da blogsfera que têm me acompanhado e lá vamos nós rumo a 1.000!

6 de julho de 2016

Paixão





Em vez de ameaçar e amaldiçoar o Cúpido, a gente deveria desejar que ele atirasse em nós com mais frequência, escolhendo melhor os alvos do nosso afeto. Deveríamos desejar, na verdade, que esse filho do Amor e da Guerra, amante notável da Alma, esperasse momento oportuno para interferir nas nossas vidas com as suas setas letais, em vez de nos desamparar com a sua inércia, deixando a nós, mortais, sozinhos com a frieza das almas. Sem o calor que nos move ao afeto e à procriação, deveríamos nós mostrar os punhos para a nuvem onde se esconde esse maldito e etéreo semideus, demandando que ele atire, para trazer a loucura da paixão ou para tirar a vida. Mas ele continua sobrevoando nossas fragilidades alheio aos nossos mais tenros desejos, nos importunando, risonhamente, no máximo com um afeto que nos é impossível de corresponder. E o que resta é, não irresignar-se, revoltar-se, e sim desejar que você seja o alvo da próxima flecha incendiária, mergulhando num fogo delirante para perder completamente a razão.

31 de maio de 2016

Desânimo


Já perdi as contas de quantas vezes eu senti aquela expectativa, aquele frio na barriga, aquela vontade de me entregar... 




E realmente, eu, centenas, milhares de vezes, me entreguei, mergulhei de cabeça, dei tudo de mim - para me decepcionar, ou falhar no meu intento, ou ver que o que eu realmente queria estava mais além.

E ainda sinto a vontade de recomeçar, de levantar e sair à caça, atirar mil vezes para talvez acertar - mas como eu já fiz isso tantas vezes eu já conheço o roteiro de cor e salteado, e essa previsibilidade dos fatos humanos tira a graça das coisas.

É que nem se apaixonar por uma pessoa que você acabou de conhecer ou arranjar um novo emprego. Você ama a perspectiva de estar numa situação nova, vivenciar novas emoções, mesmo consciente de que a rotina vai logo logo amargar essa adrenalina e que nem todo mundo tem essa mesma empolgação.

Você sabe que talvez não dê certo e a probabilidade de não ser como você imagina é gigante, mas ainda assim você vai, você começa - ou melhor, fazia isso outrora, quando você ainda era inexperiente nos assuntos de seres humanos sociáveis. Agora são poucas as novidades, ninguém lhe surpreende - ao contrário, todas as pessoas parecem demasiado óbvias e enfadonhas. O que antes parecia a mais pura magia agora parece uma ilusão de óptica das mais mesquinhas.

22 de dezembro de 2015

SOS Ciências Humanas

Olá, pessoas. 

Caso eu não tenha alguma nova ideia de postagem para compartilhar com vós antes que termine o ano (eu já tenho bolado algumas), gostaria de partilhar com todos o meu outro blog, SOS Ciências Humanas (http://soscienciashumanas.blogspot.com.br/), onde eu pretendo partilhar textos, artigos e quaisquer coisas de relevantes no mundo acadêmico das ciências humanas, grande parte de minha autoria mas de livre compartilhamento. Ainda está em construção mas espero que seja útil.

Um grande abraço

4 de junho de 2012

Vende-se este blog


Isso mesmo. Uma vez eu vi um "avaliador de sites pessoais", que com base em sabe-se lá que dados ele te dava um valor analisando o endereço do seu domínio. O meu, na época (uns dois anos atrás), deu cinco mil reais; hoje eu acho que valeria, sei lá, uns dez mil... Se você for meu inimigo eu te dou de graça o blog, mas tem que ser hater declarado, okay?

O fato é que eu já não tenho mais saco pra manter um blog. Não sai mais nada de legal da oficina, e quando eu forço sai aquelas coisas bem sem sal. E também não tenho mais saco para conferir a blogsfera; apesar de ainda ter muita gente dedicada e intelectualmente esclarecida, 99% da literatura que eu encontro na internet é estritamente amadora. O autor golpeia golpeia e golpeia mas nunca sai o corte perfeito.

Aliás, esse negócio de literatura hoje em dia é uma lástima. Você nem precisa ler um livro inteiro para ser escritor, basta ter um papai rico e doses generosas de hipocrisia para distribuir. Eu não sei onde é que ficou a nossa avant-garde e o espírito revolucionário, mas não consigo mais encarar o sentimentalismo exagerado à la Clarice Lispector, e nem discussões políticas e sociais acaloradas e vazias.

Enfim... Saturou. Eu era mais feliz lá em 2008, logo que eu creiei o blog, quando eu me contentava com qualquer aventurinha adolescente. Hoje eu tô chata e impaciente demais com tudo, e justamente por isso tô pulando fora. Vou ficar com Ruy Barbosa, por hora. Se me der na louca e eu quiser voltar com esse negócio de blog (eu não sei o que esperar nem de mim mesma) eu faço outro e anuncio aqui pros que sentirem saudades.

Um beijo aos que ficam,

Ana Ruppenthal.

28 de abril de 2012

Título

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31 de outubro de 2010

Os fungos obscenos

Feliz dia das bruxas. Ou Halloween, se você for estrangeiro. Hoje se comemora uma data não meramente comercial, mas simbólica; alguns povos antigos costumavam tirar um dia, acredita-se que nos solsticios de inverno, para prestar tributos aos seus mortos seguindo suas crenças. Mais tarde surgiu o Cristianismo, que reaproveitou muitos dos costumes pagãos e os moldou conforme a sua época e demanda, criando o nosso dia de Finados; dia das bruxas e Halloween já é algo folclórico, mas também advindo dos mencionados povos antigos (os Celtas em suma). É, pode crer que paganismo não é coisa do demo como você pensa. Mas então da onde vem a associação de medo que essa data trás? Das tradições pagãs? Vejamos: os vampiros, criaturas da mitologia eslava que hoje tem uma imagem deturpada, eram nada mais que zumbis noturnos chupa-sangue, que não amavam, não brilhavam no sol e nem tinham super-poderes; a brutalidade com que as crenças antigas se mostram aos nossos olhos conformistas e sedentários é o que origina o medo - eis minha teoria. Hoje, então, deveria ser o dia em que as pessoas acordam dispostas a enfrentar seus medos, certo? Em termos. Há quem encare e há quem fique roendo unhas.
Os que costumam testar os seus limites ou se destacam ou seguem o exemplo de alguém. Numa época em que a literatura era a melhor forma de entretenimento e o politicamente correto chegava a ser opressivo, Edgar Allan Poe publica as suas melhores histórias. Edgar Allan Poe é um nome que você passa a não esquecer a partir do momento que lê. Utilizando-se de apelo psicológico em seus textos, ele é considerado o pai da literatura de terror e outros gêneros; não só seus escritos são lidos até hoje como também ele influenciou as gerações posteriores de adeptos ao terror e o fantástico, como Howard Phillip Lovecraft, que era fã incontestável de Poe, e o contemporâneo Clive Barker. Mas a influencia não se limita a Literatura; um bom exemplo é a banda estadunidense Iron Maiden e a canção Murders in The Rue Morgue, que é uma referencia a um conto de Poe com o mesmo título (em português, Os Crimes da Rua Morgue).
Talvez você tenha reparado que eu nada citei sobre esse contexto dentro do Brasil. Ao meu ver é lamentável que a maioria dos autores daqui se vendam por pouco fazendo literatura pobre. Digo isso porque eu pouco entendo de cinema, mas eu duvido que a cinematografia local não deixe a desejar. Uma coisa que seria interessante é usar o nosso folclore explorando-o de modo engenhoso - quando eu era criança eu morria de medo da "Cuca", mas se bem explorada pode dar um susto até em um adulto - fica a dica, se você quer ser escritor de terror, senão deixe isso para mim. Eu fico por aqui, mas talvez eu vá votar contra uma bruxa. Ah, antes que eu me esqueça, o título é uma homenagem a Lovecraft; um dia eu estava a ler "À procura de Kadath" e eu me deparei com esse termo, fungos obscenos. O livro é cheio de termos assim, mas eu interrompi a leitura e fiquei uma meia hora imaginando o que seriam fungos obscenos na concepção do autor. A conclusão que eu cheguei é a mesma que você vai chegar...
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