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14 de dezembro de 2016

Não uso papel


]Depois de uma graduação inteira a gente vê quanto papel foi utilizado à toa. Milhares de cópias que nos mandaram imprimir e no fim não foram utilizadas, seja para simples leitura obrigatória, seja para trabalhos, para folhas pautadas, para atividades, transcrição de conteúdo parcial, et cetera. Ademais, durante a vida inteira vi gente jogando fora várias folhas de caderno por um simples erro ao escrever. Isso sem contar as dezenas de agendas que foram compradas mas nunca usadas (ou utilizadas apenas nos dois primeiros meses do ano), as dezenas de post-its que foram utilizadas mais para enfeitar e brincar do que para realmente atingir a sua finalidade, as várias folhas de papel almaço que as pessoas pegam direto da impressora sob o pretexto de ser usada para rasuras e no final não são utilizadas nem 1/3. Para mim chega. Sempre detestei imprimir de qualquer forma, e nos últimos tempos venho transitando de anotações em pequenos papeis para anotações em meio digital, e o mesmo tenho feito para estudar e escrever. Sem tanto papel a gente evita muita bagunça e muita poluição visual. Sem contar que isso é mil vezes mais ecologicamente correto. Menos poluição, menos bagunça, mais espaço. O mesmo eu tento fazer, ao máximo possível, com o plástico - outro ítem altamente descartável que só polui e causa entulho. Pois se dependesse de mim, nunca mais se utilizaria papel.

17 de agosto de 2016

O Mapa do Tempo - Felix J. Palma (Resenha)



Olá, pessoas da blogsfera. Depois de séculos postando apenas abobrinhas sentimentais, eu volto a trazer uma postagem supostamente útil: Resenha.

Eu tenho uma convicção, não mais tão segura, de que os autores modernos não são lá os melhores. Nos clássicos nós encontramos enredos coerentes, personagens bem construídos, clímax, alegorias, vocabulários ricos e estilos literários dos mais diversos, enquanto que os autores modernos tendem a escrever qualquer bobagem para vender para leitores com pouco senso crítico - o que torna mais difícil encontrar bons livros.

Mas a obra que é objeto desta resenha é uma das raras exceções - acho que uma das três dentre, sei lá, uns duzentos.

O Mapa do Tempo foi um desses livros que eu, como muita gente, comprei em alguma promoção ou feira literária junto com uns outros dez e deixei ali na minha estante, esquecido por anos, até que, aproximando-se o ilustre ano de 2016, eu me propus como meta ler preferencialmente os meus próprios livros em vez de pegar emprestados de amigos e bibliotecas ou baixar da internet (legalmente ou não, f0d4-s3) - e sim, tenho cumprido muito bem essa missão.

Até que eu, realmente descrente da vida e da literatura, depois de terminar um livro péssimo e decepcionante, peguei aleatoriamente um livro na minha estante. E creiam-me, pessoas, que na minha vida os melhores livros são aqueles que nós pegamos aleatoriamente.

Com O Mapa do Tempo, foi emoção da primeira página até a última. Me fez voltar à adolescência, quando eu virava as madrugadas lendo - coisa que hoje não posso fazer por não dispor de tanto tempo assim. É uma trama que captura você, que lhe hipnotiza e seduz. Teve momentos que eu quis gritar, que meu coração ficava disparado como se eu estivesse vendo pessoalmente as tretas que se passavam no livro. O autor faz milhares de reviravoltas, oscila de um cenário para outro e com muita maestria, engana o leitor, ludibria a gente com cenários que outrora pareciam verídicos como também chega a um ponto em que você simplesmente não pode acreditar que algo vai acontecer - e por fim acontece.

Feito o meu apaixonado testemunho, vamos à trama (sem spoilers):

O livro é dividido em duas partes: a primeira, que gira em torno da vida de Andrew Harrington, um jovem rico e de boa família, e sua amada, Marie Kelly, uma prostituta do subúrbio; e a segunda, que se passa em torno da vida de Claire Haggerty, uma jovem muito a frente do seu tempo que também vive uma história de amor, mas narrar essa história, ainda que superficialmente, seria dar um spoiler maldoso. Ambos vivem na cidade de Londres, no ano de 1888; as tramas não se comunicam diretamente entre si, mas o autor, com uma hábil alfaiataria literária, costura ambas as tramas indiretamente com a presença do escritor H. G. Wells - que, ora é personagem secundário, ora é personagem principal; ora só está ali para dar uma ajudinha, ora se compromete por inteiro.

No quesito qualidade literária, acho que o único ponto fraco foi o começo, bem nas primeiras páginas, ser de uma escrita tão comum que dificilmente iria prender um leitor mais crítico que não estivesse bem determinado (como não era o meu caso). Fora isso, me parece que tem um enredo excelente, ainda que muito pitoresco e incomum (no sentido de fantasioso e até mesmo fantástico), tem excelente construção dos personagens e é bem fiel ao cenário londrino do final do século XVIII, mesmo com um toque de ficção. A criatividade do autor suplanta um 90% de todos os outros autores que eu já tenha lido, mesmo aqueles que eu considere os melhores.

Outro aspecto que me cativou foi que o autor se preocupou em humanizar os personagens, não se adstringindo a um odiável moralismo vazio - falha essa que muitos, mas muitos autores e gente que se diz entender de literatura comete. As personagens, das principais até as figurantes, tem evidenciado os seus aspectos bons ou ruins, e todo o sofrimento e trajeto de vida que fizeram-nas se tornar o que são, aceitos ou rejeitados pela sociedade.

Mas como nem tudo que é bom dura para sempre, o livro tem apenas 470 páginas e eu cheguei à última, feliz porque o livro não apenas supriu mas foi além dos meus anseios, como também deprimida, porque acabou. Dada a alta qualidade literária, eu estou muito propensa a buscar outros livros do autor, ou até mesmo reler esse mesmo livro, coisa que eu nunca fiz. É um livro que eu recomendo para absolutamente todas as pessoas que vierem me pedir sugestão de livros, alertando, contudo, que tem cenas um tanto quanto fortes. Sem dúvida, um dos melhores que eu já li em toda a minha vida.

26 de julho de 2016

Força




Eu gosto desse esforço enervante. Principalmente quando eu observo que todos os demais se conformam com o fracasso ou esperam receber tudo mastigado, tudo pronto, tudo entregue dentro de um envelope com instruções. Além de ver como tem muita gente que estagna, que para no tempo - e que perde tempo. Ah, mas não eu. Vida, prepare seu peso que eu vou lhe empurrar com todos os meus músculos.

26 de junho de 2016

Solidão




Me sinto só, 
Mas quem é que nunca se sentiu assim
Procurando um caminho pra seguir, 
Uma direção?

Não, não estou reclamando. Estar só nem sempre, como sugere o termo solidão, indica tristeza, dependência ou insucesso social ou afetivo. É uma necessidade. Um bem que você faz a si mesma e aos outros: abster-se. Deixar acontecer. Marcar presença pela ausência e pelo silêncio. Solidão é autoconhecimento, é liberdade, é amor-próprio. Não quero dizer que devemos ser absolutamente solitários e autossuficientes; não. Mas acho que ao menos uma vez na vida temos que nos permitir estar completamente a sós com a essência do nosso ego. Sozinha você pode refletir, pode se encontrar, pode se perdoar e se permitir outra tentativa, uma busca mais além. Sozinha você encontra paz.

18 de junho de 2016

Brainstorm



Sinceramente, tudo o que é excêntrico, diferente, divergente, ou até mesmo incorreto, de certa forma, me atrai. Nem que sejam coisas pequenas, como pequenas coisas no cotidiano. Pois eu acredito que o nosso cérebro, órgão central tão incrivelmente hábil, precisa, justamente, não do que é igual e em todos efeitos corretos, mas sim do estímulos do que diverge da regra. Nossa maior característica como humanos é a nossa habilidade de contestar. Arguir, acusar, replicar, defender - todo esse jurismo cotidiano pode ser aplicado ali dentro, se nos depararmos com alguma pequena diferença, um detalhe até então despercebido mas que pode agregar muita informação se esmiuçado. Nossa mente é naturalmente estimulada, pelas informações que recebem, assim como nossa pele é naturalmente tratada pelo espontâneo acesso à luz; mas eu acredito que temos que ir além do que vem prontamente. Sem a busca de estímulos o cérebro definha, a mente atrofia. Nossa cabeça tem que ser dinâmica e incandescente, como bem sugere o título dessa postagem: uma tempestade mental.

2 de junho de 2016

Ambidestria



Preciso ressaltar, antes de começar, antes-de-mais-nada, que eu não sou ambidestra por predisposição natural. Não sei nem se o fato de eu ser destra tem algo a ver com genética; acho que simplesmente quando eu estava sendo alfabetizada, lá num passado remoto da minha vida em que eu me lembro poucas coisas, alguma tia da creche ou a mama fazia com que eu pegasse nos lápis com a mão direita - e aí eu me tornei destra. 

Com pessoas canhotas que eu conheço a história é diferente; em algum momento o canhoto sente que tem melhor precisão com a mão esquerda, e aí, enfrentando a sociedade destra opressora, o canhoto se assume como tal e passa a escrever com a mão esquerda, muitas vezes escrevendo escondido. Pode parecer um exagero, mas tem um fundo de verdade: A maioria das coisas estão predispostas de forma que privilegie o uso da mão direita (o papel higiênico fica do lado direito da privada; o freio de mão e a marcha ficam ao lado direito do volante; a maioria das carteiras na universidade são de destro, e por aí vai), tanto é que em concursos públicos algumas instituições tem a opção "faço uso de assento para canhotos" - como se os canhotos fossem minorias. 

O fato é que realmente os canhotos são menos favorecidos, e eu percebi isso do momento em que eu passei a escrever - ou tentar escrever - com a mão esquerda. No começo não saía nenhuma letra; depois de um tempo eu já conseguia escrever com mais precisão, mais muito devagar e com uma caligrafia horrorosa; e por fim, hoje, a letra já não é tão feia assim - mas a da mão direita é melhor. Mas depois de eu pegar o hábito, percebi que eu comecei a fazer mais coisas com a mão direita: Abrir as portas, comer, escovar os dentes, usar primeiro o pé esquerdo, entre outros. O senso de orientação e equilíbrio também melhorou, até porque eu passei a exercitar os dois lados do cérebro.

Mas outra coisa que eu percebi foi que as pessoas se espantam quando veem alguém escrevendo ou fazendo algo preferencialmente com a mão esquerda. É tipo um resquício de preconceito implícito; as pessoas notam o uso da mão esquerda como se fosse algo errado, como se fosse um problema que a pessoa tem. 

De qualquer forma, é um desafio e tanto mudar a perspectiva, mesmo que seja em pequenos afazeres cotidianos - no meu caso, como eu escrevo muito manualmente o uso da mão esquerda deu um alívio para a mão direita. Se você é destro, eu fortemente recomendo a tentativa; se você é canhoto, eu também recomendo, mas acho que no fundo você já é induzido a usar a mão direita diariamente. E se você já é, naturalmente, ambidestro - o que é raro - então parabéns, você faz parte de um 5% da população mundial que se utiliza, com a mesma precisão, de ambos os lados.

19 de abril de 2016

Valor Feminino: desperte a riqueza que há em você - Andréa Villas Boas (Resenha)

Inicialmente, parece se tratar de um livro sobre finanças, mas creio que não seja bem sobre isso - ou não apenas. Com um vocabulário acessível sem deixar de ser uma leitura rica, Valor Feminino aborda todos os aspectos psicológicos que normalmente envolvem a vida de uma mulher - trabalho, carreira, relacionamentos - e mostra como as exigências sociais e mesmo as predisposições do gênero feminino tendem a lidar com as adversidades. Aborda a questão do investimento, do dinheiro: Porque ter medo de lidar com grana? A autora ressalta que as mulheres não são melhores nem piores que os homens no aspecto financeiro; são simplesmente diferentes. As mulheres tem características evolutivas que podem lhes auxiliar nas relações interpessoais, e, se bem aplicadas e desenvolvidas, nas relações de trabalho e investimento também. É uma obra embasada em pesquisas que traçam o perfil econômico de mulheres de todo o Brasil - mulheres de diferentes classes sociais, etnias, opções sexuais, faixas etárias, de diferentes regiões -, avaliando quais seriam as atitudes ideais a se tomar para uma maior participação feminina no mercado financeiro. Considero uma leitura muito útil não somente às mulheres mas também a todos aqueles que queiram sentir-se mais seguros no quesito finanças. Minha única crítica é: Apesar do currículo fenomenal da autora, o livro deixa escapulir algumas referências vagas, o que pode ser corrigido em próximas edições.

Nota de 0 a 10: 9.

9 de abril de 2016

10 dicas para aprender um novo idioma


Pois bem, estimadas pessoas da blogsfera. Acho que depois de aprender o inglês, espanhol e o francês (e querendo aprender outros idiomas num futuro breve), seria bom repassar algumas técnicas de aprendizagem essenciais para os idiomas. Lá vão:

1 - Música

Essa dica é bom para começar. Quando você ainda não está adaptado aos fonemas do novo idioma, quando tudo ainda parece uma fala enrolada e sem sentido para você, o ideal é você encontrar cantores ou bandas do estilo que você goste. Claro que cada um tem o seu estilo, mas o ideal é que você busque músicos que sigam um estilo mais pop, porque estilos muito diferenciados podem conturbar a pronúncia ao cantar (como o caso do rap) e você não aproveita nada.

Dica de música para quem está aprendendo espanhol: Henrique Iglesias - Bailando.

2 - Leitura (básica)

Outra dica essencial para quem está começando, principalmente se quiser se familiarizar mais com termos novos e não ter tanta dificuldade com a gramática, é ler. Mas se você for iniciante no inglês, por exemplo, não vá direto ler o Drácula numa edição de 1915. Vá com calma: Comece com artigos na internet, notícias, contos infantis ou adaptados para iniciantes. A leitura é excelente ferramenta mas se você não começar com a leitura certa você dificilmente fará progresso.

Dica de leitura básica para quem está aprendendo inglês: Brothers' Grimms Tales.

3 - Assistir vídeos ou documentários

O YouTube, ao meu ver, pode ser uma ferramente muito útil para quem quer aprender um novo idioma - não apenas ouvindo música, como na dica anterior. Se você já tem uma base do idioma, é interessante que você comece a assistir vídeos no YouTube - daí vai do seu gosto, também: animes, tutoriais, vídeos sobre séries, vídeos de opinião, política, et cetera. Essa dica é boa para quem está iniciando no nível intermediário e precisa começar a inserir o seu crescente vocabulário em um contexto cultural, e os vídeos são bons porque geralmente são curtos e trazem as questões quotidianas de pessoas nativas daquele idioma, bem como diferentes pronúncias e expressões.

Dica de canal no YouTube para quem está aprendendo francês: La Tribu (Aufemininlatribu).

4 - Escrever

Outra dica voltada para quem está começando no nível intermediário é escrever. Se você estuda por conta própria, busca comunidades de troca de conhecimento linguístico (à exemplo do Busuu) e peça para algum nativo voluntário do idioma que você está aprendendo corrigir algum pequeno texto escrito por você. Ou então, se você frequenta algum curso, peça para o seu professor realizar atividades de escrita. 

A escrita é muito importante para você conseguir raciocinar no seu novo idioma, bem como para aplicar a gramática corretamente (alguns cursos focam muito a gramática, por isso, nesses casos, eu acredito que a escrita deve ser reforçada).

5 - Conversar com os colegas ou outras pessoas

Essa dica é mais voltada para quem está no nível intermediário já se encaminhando para o avançado. A regra é simples: Converse! Combine com os seus amigos do curso de irem pro bar e se permitirem conversar entre si apenas no idioma que vocês estão estudando (se vocês ficarem bêbados isso vai ser bem louco!). Ou então encontre fóruns de idiomas - também indico o Busuu aqui - onde existam pessoas dispostas a conversar no idioma que estão aprendendo por intermédio de uma câmera. Devo ressaltar que é mais importante conversar falando do que trocando mensagens, pois assim você melhora a sua pronúncia.

6 - Leitura (avançada)

A verdade é que eu recomendo a leitura em qualquer idioma, esteja a pessoa aprendendo ou não. Agora, se você já está se encaminhando para o nível avançado do idioma, então, pessoa, é hora de começar a encarar umas leituras mais extensas e considerar fazer uma imersão total no idioma. Infelizmente os livros em formato digital em idiomas estrangeiros não são de disponibilidade tão grande quanto os livros em português, mas de qualquer forma existem milhares de livros sendo esquecidos pelos gringos nos aeroportos e hotéis de toda a nossa pátria amada; vale a pena buscar.

7 - Assistir filmes (sem legenda)

Também para quem já está no nível avançado e já experimentou as dicas anteriores. Obviamente, a dica é assistir filmes estrangeiros, no idioma que você está aprendendo, sem legenda e sem dublagem. Os filmes seguem a mesma função dos vídeos, com a diferença é que geralmente serão mais complexos. Se você gosta de séries a dica é válida nas mesmas condições.

8 - Viajar

Essa é a melhor dica de todas: Além de você ter uma oportunidade inédita de aprimorar o seu idioma estrangeiro, vai poder se divertir a beça e conhecer uma nova cultura de perto. Claro, requer um investimento financeiro que pode ser voluptuoso, mas vale a pena um planejamento a longo prazo nesse caso - e para quem está aprendendo espanhol lembre-se que temos muitos vizinhos aqui na América Latina que oferecem um turismo a menor custo.

9 - Estudar gramática

Essa dica eu recomendo só em último caso; só se você tiver real paixão pelo idioma e/ou tiver que encarar um DALF ou TOIC da vida, ou mesmo provas de ingresso em nível superior que exijam língua estrangeira. Vai ser o caso de você buscar uma escola de idiomas com um curso voltado para a gramática, ou de encarar uns livros cheios de regras de gramática. Mas se você não tiver estudando idioma por uma razão estritamente acadêmica, acho que pode pular essa dica.

10 - Praticar

Agora você vai fazer uma junção de tudo e aplicar; afinal, nada melhor do que por em prática lendo, ouvindo música, estudando ou conversando - e sobretudo, se divertindo e expandindo seu conhecimento!

15 de janeiro de 2016

Senso crítico e racionalidade


Dica do dia:

Não se deixe levar por crenças; permita-se apenas convencer por fatos e evidências devidamente verificadas.

21 de agosto de 2011

O diário de Nina Lugovskaia

"... De fato eu estaria bem, se não fosse por essa gente fastidiosa e insuportável. Eles zumbem ao meu redor como moscas, importunam, irritam, golpeiam-me no ponto em que busco me proteger de qualquer contato indelicado".

Há quem diga que Nina Logovskaia foi uma jovem revolucionária; outros diriam que foi só mais uma menina vivendo num período histórico complicado. Eu penso que ela foi os dois ao mesmo tempo: Nascida numa família de intelectuais, tinha uma visão da vida que não se esperaria para uma adolescente, e, ao mesmo tempo, as páginas do diário que ela nos deixou não deixam de conter as angústias e anseios da menina que, apesar da maturidade exemplar, não deixava de fazer coisas que os adolescentes de treze a dezoito anos fariam. Eu recomendo o livro para aquelas que se interessarem em uma realidade completamente diferente da sua, aqueles que se instigam a seguir o exemplo de vida de boas pessoas como a autora desse diário. Não recomendo se você não teve um diário nos seus treze anos e/ou simplesmente não aprecia esse gênero de monólogo. Boa leitura.
Nota: O Google Books  disponibiliza o livro online, dê uma olhada aqui.
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