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24 de fevereiro de 2017

Ambição


Muito embora eu quisesse usar todos os dias, Channel tem um custo. Pois eu espero que a minha ascensão profissional e financeira seja tão grande quanto a minha ambição. Eu queria ser a mulher maravilha, poderosa, rica, no topo do mundo. Comprar o corpo que eu quero. Negociar com deus os meus anos de vida, e até mesmo umas férias no inferno. Atravessar o mundo em minutos. Não ter que me preocupar com mensagens não respondidas. Ah, como eu quero ir para o outro nível...

9 de fevereiro de 2017

Eu só queria uma música (Episódio II)


Não é que eu realmente tenha algo concreto a vos contar ou que realmente isso se trata de uma postagem em série como nos blogs convencionais. É que eu gosto muito de música. Demais. Quando trabalho, quando estudo, quando dirijo, tomo banho, como, durmo, quando faço tudo eu ouço música, ou quando não é possível eu sempre tenho uma música na cabeça, como se fosse a música de fundo da cena cotidiana em questão. E dependendo da música eu fico refletindo sobre qual seria a mensagem que o compositor queria passar, o que ele estaria vivenciando no momento em que compôs, e não raro me pego tentando encaixar a música em algum momento da vida, prévio ou futuro. Mesmo que seja um trash metal com vocal gutural pesadíssimo e ininteligível; mesmo que seja música pop comercial ordinária; mesmo que seja uma composição clássica pouco conhecida e integralmente instrumental. Mesmo que seja em inglês, espanhol, francês, italiano, húngaro, lituano, russo, guarani ou mesmo português (contanto que a música me prenda, esteja eu compreendendo o que é cantado ou não). Às vezes eu me pego imaginando ou tentando encontrar uma música que se encaixasse no momento presente, nem que esse momento presente tão trivial quanto encontrar alguém conhecido na rua...
Não tinha nada a acrescentar de qualquer forma, mas fica aqui a minha sugestão de música - que por acaso eu já consegui "encaixar" em diversas situações da vida. Oh, Darling - The Beatles. Me sugira uma música também =)

9 de setembro de 2016

Escrevinhar



Tá muito frio aqui. Faz anos, aliás, que não vemos um inverno tão rigoroso - e deprimente, posto que além do frio chove constantemente. Minhas mãos doem. Não sei se é o movimento repetitivo cada vez mais constante ou se é o frio que deixa minhas mãos sensíveis. Realmente não sei. Não as descanso, porém; preciso de trabalho árduo, pois sinto como se a minha redação nunca fosse boa o suficiente. Nunca consigo me expressar com toda a clareza e precisão que gostaria; não encontro os termos que procuro intuitivamente, faço delongas desnecessárias, me perco nas minhas próprias palavras. Parece que eu não chego no ponto. Às vezes eu queria ser outra pessoa, ter um alter ego, só para poder fazer uma revisão crítica de mim mesma; poder enxergar as falhas e omissões que eu não vejo, e ver aquilo que poderia ser melhorado. Minha técnica é imperfeita. Faz frio, as pontas e as juntas dos meus dedos indicadores e médios doem, e eu por vezes me levanto e dou voltas pra ver se consigo encontrar a precisão terminológica, o ponto exato. Faz frio, e eu não me canso de escrevinhar.

2 de setembro de 2016

Esperança



Só agora eu consegui visualizar a dimensão da dificuldade, e isso me fez estremecer. Eu admito que sou muito orgulhosa, e muito teimosa, e pode ser que eu não tenha feito uma boa escolha; pode ser que eu tenha assumido algo que exige demais de mim e de qualquer outra pessoa comum. Mas nunca é demais acreditar que eu consigo. Ainda que remotamente. Eu sacrifico muita coisa, abro mão de outras, me esforço, me disciplino, faço tudo o que estiver ao meu alcance e vou além. Desistir não é errado, mas assumir precipitadamente uma derrota é tolice. Sinceramente, eu não sei se eu consigo. Mas vou continuar dando o melhor de mim. É acertar ou errar: são essas as possibilidades. Teimosia, coragem, sorte, força, medo, tudo isso é necessário, mas o resultado eu só vejo depois. E que seja o melhor possível, independente do êxito.

11 de agosto de 2016

Fôlego



Me sinto cansada, super atarefada, confusa e só, e parece que o tempo nunca basta. É que nem nadar. Você utiliza todos os seus músculos e toda a sua força em exíguo tempo, e você sente como se seu pulmão chegasse a arder. E se você parar para recuperar o fôlego você é considerada fraca. Mas eu respiro fundo - eu sou humana, e ninguém teria chegado longe se não tivesse começado devagar, com o coração disparado e sentindo como se todo o oxigênio do mundo não bastasse, com os olhos vermelhos e se esforçando apenas para manter o rosto fora d'água. Eu respiro fundo enquanto eu posso, porque logo eu mergulho de novo e lá eu vou empregar todo o meu vigor de novo.

26 de julho de 2016

Força




Eu gosto desse esforço enervante. Principalmente quando eu observo que todos os demais se conformam com o fracasso ou esperam receber tudo mastigado, tudo pronto, tudo entregue dentro de um envelope com instruções. Além de ver como tem muita gente que estagna, que para no tempo - e que perde tempo. Ah, mas não eu. Vida, prepare seu peso que eu vou lhe empurrar com todos os meus músculos.

13 de julho de 2016

Monografia (Episódio V)

E eu não acredito que a essa altura do campeonato os professores inventam centenas de tarefas ridículas - trabalhos manuscritos, seminários, milhares de capítulos esparsos de livros para ler, pesquisas bibliográficas sem sentido, resolução de questões sem pé nem cabeça, looongas questões discursivas, petições e peças manuscritas, et cetera et cetera et cetera. E eu, por outro lado, tenho lido tanto, mas tanto sobre um único assunto - tudo o que concerne à minha tese - que fica difícil falar sobre outra coisa. Acho que na minha família e no meu círculo de amigos não tem uma pessoa que não saiba de cor e salteado os meus argumentos, e cada bofe que eu conheço só me conquista se conseguir ouvir pacientemente a minha ideia central (eu devo estar ficando uma pessoa muito chata). É difícil convencer a professora revisora de que nem tudo o que está na minha tese precisa ter uma referência, porque, PASME, alguns conceitos eu mesma me atrevi a criar, por mais que eu ainda não esteja no doutorado, eu já me atrevo a inovar. A minha vida tem se passado na universidade nos últimos dias; se eu não estou numa sala de estudos estudando eu estou na biblioteca analisando todos os livros possíveis, ou então atrás de algum professor para elucidar supervenientes dúvidas. E, a despeito da minha revolta com a normatização e metodologia, eu gosto de escrever, gosto de ler, gosto de discutir - ainda que por hora seja apenas comigo mesma. Meus amigos não veem a hora de se despedir dos bancos universitários, mas eu sei que eu tenho ainda um longo caminho pela frente. Ás vezes eu me canso, desanimo, mas aí eu recobro a consciência e retomo o trabalho. Tenho que terminar minha tese.

8 de julho de 2016

Good-bye



A gente sempre escreve longas lamúrias sobre como tudo terminou. Longos dramas tendentes (e tendenciosos) a marcar nossas vidas para a sua breve eternidade. Mas não nos dispomos a relembrar como tudo começou. A ansiedade, o interesse oculto, o arrepio, o frio na barriga, os calafrios, os sonhos com aquele cara incrível que parece que não repara em mim. Não relatamos, pois, como foi descobrir a maneira que ele era diferente do que eu imaginava (para bem ou para mal), e como foi o deleite do nosso breve, ou longo, affair. Difícil admitir que, encarando o passado, e aceitando que ele está bem sepultado e impossível o seu retorno, no fundo, nós queremos viver tudo de novo - ainda que a experiência nos tenha desgastado. Não... Mais fácil se lamuriar, se entregar à decrepitude da tristeza, do que se levantar e viver. E é interessante que o que se lamenta é justamente o fato de ter acabado, em vez de nos utilizarmos da experiência para insuflar coragem nos nossos pulmões. Bem. Diga adeus às lamúrias, enterre-as com o que acabou, e dê as costas para o passado, engrenando uma busca para nunca mais regressar.

2 de julho de 2016

Misantropia





























Sonho que eu tenho 
por noites seguidas
do mundo acabando 
num belo dia.

Sem choro nem despedida,
mesmo porque ninguém se conhecia.

Chame de misantropia 
ou como quiser
mas você não me engana.

Não perde quem desconfia.


Culpa da nossa 
- tão odiosa -
 natureza humana
(Matanza - Odiosa Natureza Humana)

Estou cada vez mais cansada de tudo isso, sociedade.

Sempre tem alguém pronto pra me desferir centenas de acusações impensadas. É, veja que as pessoas se atém a ideologias que nem elas mesmas tentam compreender. Qualquer coisa que pareça complicado demais já soa como diferente e tem que ser imediatamente retaliado, na cabeça da maioria.

Sinto como se vivêssemos em um mundo onde ninguém pondera, ninguém explora a própria capacidade cerebral de raciocinar (e sobretudo de racionalizar); um mundo onde todo mundo é um impulsivo juiz inquisidor.

E não bastasse isso, também sempre tem alguém precisando de um favor seu. Precisando que você faça o serviço mais pesado, que você solucione questões complexas e entregue a resolução de mão beijada. Gente que vem te encher o saco mas que não se dispõe a retribuir ou sequer a agradecer.

Não entendo como se considera que a humanidade está no topo da cadeia evolutiva se, depois de 4,5 bilhões de anos de evolução, as pessoas ainda tem um comportamento tão primitivo.

Chego à conclusão de que a evolução é só mais uma mentira que os próprios humanos inventaram para reconfortar a si mesmos, para acreditar que está tudo bem e que detém o controle. Quando clamar aos céus finalmente se mostrou inútil, esse foi o subterfúgio, o drible maquiado de conhecimento para despistar a nossa própria miséria humana.

Mas é o que tem pra hoje. Desde que me conheço por humana eu prefiro mais a solidão do que a decepção da companhia de alguém. Eu tenho cansado de procurar, cansado de buscar me surpreender, cansada de tudo. Eu gosto de viver porque eu gosto de acreditar, de buscar desafios, conhecimentos; gosto de sentir o vento e a natureza nas batidas do meu próprio coração. Mas essa de ter esperança na humanidade, ah, essa eu já venho descartando faz um tempo.

26 de junho de 2016

Solidão




Me sinto só, 
Mas quem é que nunca se sentiu assim
Procurando um caminho pra seguir, 
Uma direção?

Não, não estou reclamando. Estar só nem sempre, como sugere o termo solidão, indica tristeza, dependência ou insucesso social ou afetivo. É uma necessidade. Um bem que você faz a si mesma e aos outros: abster-se. Deixar acontecer. Marcar presença pela ausência e pelo silêncio. Solidão é autoconhecimento, é liberdade, é amor-próprio. Não quero dizer que devemos ser absolutamente solitários e autossuficientes; não. Mas acho que ao menos uma vez na vida temos que nos permitir estar completamente a sós com a essência do nosso ego. Sozinha você pode refletir, pode se encontrar, pode se perdoar e se permitir outra tentativa, uma busca mais além. Sozinha você encontra paz.

22 de junho de 2016

Desistir





Precisamos entender que desistir nem sempre é um ato de fraqueza ou covardia. Pode ser apenas mais uma escolha, uma hipótese a se considerar. Admitir que o caminho que se toma talvez não seja o mais apropriado para as suas habilidades; talvez não seja aquilo que realmente lhe faça feliz. Considerar que insistir em algo que não lhe completa pode ser algo ainda pior...
As pessoas podem se horrorizar, podem criticar, mas existem coisas que você tem que fazer para você mesma, por si mesma. Fazer ou deixar de fazer, conquanto não permita que outrem faça as escolhas por você. Permaneça ou saia; mude ou seja o mesmo; desafie-se ou permita-se tolerar; só não permita que alguém tome as rédeas de sua vida. Pois desistir do que lhe foi imposto pode ser a melhor escolha que você já fez.

14 de junho de 2016

Nunca mais


Eu sei que sempre dizem para jamais dizer algo tão extremo quanto "nunca", mas vocês hão de convir comigo que tem atitudes tão prejudiciais à nossa existência, costumes tão conturbados, apegos tão maléficos, hábitos ruins que a gente tem que se dar ao trabalho de jogar no precipício.

E essa é a minha vez.

Nunca mais deixar de fazer coisas importantes para agradar alguém.

Nunca mais fingir que tenho opinião diversa só para agradar alguém. 

Jamais ceder a chantagens emocionais.

Nunca mais postergar.

Nunca mais se deixar ficar na zona de conforto.

Jamais - never-ever - se dedicar a alguém a ponto de sacrificar a sua própria autonomia.

Nunca mais fazer ou deixar de fazer algo em virtude de opiniões alheias (fuck you!).

E, de agora em diante: sempre - always and forever - pensar duas vezes antes de falar, ponderar sobre tudo sem, contudo, perder tempo ruminando demais as possibilidades; sempre questionar se o que tem a ser feito é realmente necessário, se é útil; sempre manter a disciplina e organização, e sobretudo, nunca, jamais, perder o foco.

Stay focused and keep going.

6 de junho de 2016

Ideias revolucionárias


Quando você tem treze anos você acha que vai mudar o mundo. 

Você acha que é diferente, que ninguém te entende - típico sentimento adolescente. Mas não tarda pra você descobrir que o que é mais comum no mundo é ser diferente e incompreendido - ser diferente é justamente a normalidade, ao ponto de que você precisa compreender, primeiro, como é ser comum para depois querer ser diferente. 

Você queria ser um gênio, mas seu cérebro não é super dotado.

Queria ser artista, mas seus desenhos não tem boa estética nem sequer um padrão inovador.

Quer ser mais inteligente, e se mata de estudar, justamente para chegar no mesmo lugar em que todos chegam.

Talvez com disciplina, assiduidade e esmero você chegue mais longe do que a maioria das pessoas da sua idade e posição social - o que, aliás, é bem provável; você é capaz e sabe disso. Mas riqueza e status social não é tudo o que eu quero...

O ingênuo anseio de mudar o mundo aos poucos se revela um esforço descomunal, maior do que você.

1 de junho de 2016

Eu não mudei



Revendo as minhas postagens antigas, como se este blog fosse uma "cápsula do tempo", eu vejo o quanto de mim foi revelado.

E sobretudo eu vejo o quanto de mim permaneceu inalterado.

As pessoas falam que a gente muda com o tempo, mas ao menos no meu caso não foi bem assim. O que houve foi (desde que eu criei esse blog, lá em 2008) que eu passei por situações novas, me encarreguei de novas responsabilidades e por diversas vezes apenas revelei algo de mim que até então estava intacto, mas cuja existência eu já conhecia, no fundo.

E eu falo de mim, mas no fundo todos somos assim. Ninguém muda a partir de extremos. Crescer, amadurecer, envelhecer não é mudar, é se adaptar, é justamente o nosso poder de adaptação - e não de mudança, porque a mudança faz com que percamos a nossa essência - que norteou a humanidade até os dias de hoje, e que nos guia pelas nossas jornadas.

Os sentimentos que eu relatava em postagens em 2009, 2010, são iguais aos de hoje, e eu poderia facilmente enquadrar um escrito antigo meu na vivência de um dia qualquer. Interessante é não apenas perceber que você não mudou como constatar que, não mudando, você é fiel a si mesma.

30 de maio de 2016

Remorso



E o pior é ter que lidar com esse sentimento quando justamente o que você quer é dizer a si mesma que você não fez nada de errado, que o melhor é seguir em frente, pensar somente em si. 

Obrigar-se a esfriar, a ignorar o choro, a engolir a dor - ainda que a dor alheia. 

E o seu orgulho te coage violentamente a degolar a mínima possibilidade de pedido de desculpas, e você aceita, se submete a esse orgulho cedo sabendo que no fundo você está sendo cruel consigo mesma também. Pois veja que a pior violência é a violência que cometemos contra nós mesmos, e essa violência pode se manifestar de diversas formas - inclusive na forma em que você suprime toda a sua sensibilidade e humanismo, atropela a sua imatura empatia e permite dominar apenas (isso se é que permite) sentimentos ilusórios como a vaidade e a arrogância, a preponderância falsa de si. 

Todos os filósofos que eu li e dos quais eu me gabo de fazer eruditas referências nos meus trabalhos não me ensinaram isso - definitivamente não -, seja por qualquer das vias da razão ou da emoção. E também a minha mãe, a mais sábia de todos, sempre me ensinou a esclarecer tudo, a ser humilde, a me dobrar quando necessário, a tentar por todos os meios reparar o prejuízo, a me redimir pelo meu erro. 

Mas eu prefiro ignorar. Sim, eu prefiro não querer saber como é que eu cheguei a esse ponto, prefiro deixar tudo para trás. Fingir que eu não me acuso, fingir que não me defendo e não confesso. Me guiar por uma luz artificial e falha fingindo que ela é o sol, e ao menos, no fundo, bem lá no fundo, saber que o pior erro foi cometido contra mim mesma, a quem eu não perdoo e a quem eu não peço perdão.

10 de maio de 2016

10 Pequenos Prazeres Universitários

1 - Descobrir que o professor não fez chamada bem no dia que você resolveu faltar




Aquele dia em que você estava de saco cheio de aula... E talvez o professor também.

2 - Ir bem em uma prova para a qual você não estudou



É conseguir conciliar assuntos complexos que você não aprofundou com outros assuntos que você leu paralelamente.

3 - Quando o professor diz que a prova é com consulta



Claro, depende ainda do tipo de consulta em questão...

4 - Quando chegam na biblioteca livros novinhos e atualizados



Melhor que isso só quando você compra livros novos pra você mesma.

5 - Quando a prova é toda em questões de múltipla escolha



Se bem que depende do nível de complexidade das questões de múltipla escolha...

6 - Quando a professora resolve aplicar qualquer outro método avaliativo que não seja prova




Pelo menos eu prefiro um semestre cheio de seminários e artigos científicos do que ter que ficar decorando centenas de conceitos pra fazer uma prova tradicional.

7 - Revisar a matéria e ver que você entendeu tudo



Aí como eu sou inteligente! ♥

8 - Tirar notas boas




Nada como ver que o seu esforço valeu a pena. 

 9 - Conciliar bem a teoria com a prática




Existe vida além da universidade!

10 - Fazer amigos 


Afinal, são com eles que fazemos essa longa caminhada!

23 de dezembro de 2015

Vício



É algo totalmente inusitado na minha parca vida.
E é um desafio: eu jamais imaginei que eu fosse provar, e agora que eu provei eu jamais vou querer parar.
Porque jamais aqui e agora tem um significado intenso.
Eis uma substância nova que corre nas minhas veias, que eu inalo, bebo, aspiro e expiro em meus pulmões.
Que me trás euforia e regozijo, me leva às nuvens, me faz delirar, me faz dar a volta ao mundo em um segundo.
Me dá coragem, me domina, me controla, me move a enfrentar tudo e todos – inclusive a mim mesma.
Meu nirvana, meu êxtase supremo.
Mas que também – com a sua falta – me faz mal, extremamente mal.
Me causa espasmos deprimidos, me enfurece, me angustia, me desconcerta e me agita;
Me faz ter crises convulsivas e violentas;
Me motiva a destruir tudo que vejo pela frente.
E quando eu me injeto novamente a euforia é eterna.
Eu não como, não bebo, não respiro mais; só preciso de uma substância – uma única e nada mais;
É o meu narcótico maravilhoso
Meu psicotrópico divino
Meu tóxico sublime
Meu vinho maldito
Meu ópio irreal
E o meu bálsamo diabólico.
Você pode implodir o meu coração, diluir meu cérebro, estourar as minhas veias e esfarelar os meus pulmões
Eu não me importo
Pois é exatamente isso que eu quero!
De você eu quero a overdose mais medonha
Eu quero morrer mil vezes com a convulsão mais frenética
- eu vou para o inferno e volto quantas vezes for necessário para me intoxicar de novo
Me embriagar de novo
Me drogar de novo
Me envenenar de novo
Mergulhar num caminho sombrio e sem volta
Me entregar totalmente a esse breu, a esse abismo que é você.
Minha obstinação, meu único pensamento
O que me mantém viva e vai me matando aos poucos.
Já disse que eu não quero parar.
E eu não vou parar.
Ninguém vai me parar,
Nada vai me parar.
Não tenho discernimento mais,
Não tenho bom senso
- só é bom o meu tóxico –
Não existe mais o mundo, não existe mais nada
- só existe você –
Não me peça para moderar pois quanto mais você recua mais eu quero, mais eu insisto, mais eu exijo e me enfureço
Quanto mais o mundo me crucifixa com seus dogmas mas eu me destruo e destruo esse mundo que não existe
Eu não quero cessar do seu efeito por nenhum segundo!
Irritada, errada, irada, arrasada, pirada sobretudo viciada!
Eu perdi tudo
E estou disposta a perder ainda mais
- só não posso perder a você!
Pois compreenda:
Você é meu único pensamento
Minha única necessidade
Meu paraíso e minha perdição
Nessa altura eu já não consigo mais ouvir mais nenhum conselho sensato
Tal é o meu estado
Mas eu reitero que com todas as minhas forças vou lhe buscar cegamente e tomar doses ininterruptas de você que me faz tão bem.

18 de dezembro de 2015

Por que eu voltei


Olá, pessoas.

Depois de muito, mas muito tempo (nada menos que três anos) eu resolvi reativar esse blog.

E porque eu fiz isso?

Bem, primeiramente, quando eram meados de 2008 e eu criei este blog (e outros antes dele), eu era apenas uma garotinha esperando o ônibus da escola que tinha o prazer de escrever e tempo para escrever abobrinhas e ler o que os outros escreviam.

Mas chegou uma hora que eu enjoei de escrever e ler, além de ter assumido outras responsabilidades, sendo essa a razão pela qual eu "vendi" o blog.

Hoje, depois de anos, eu me deparei com um acervo gigantesco de resumos e trabalhos acadêmicos e livros e filmes e centenas de outras coisas que eu vi que seriam úteis se disponibilizadas livremente na internet através deste blog.

Não faço ideia se os meus antigos amigos e parceiros de blog ainda lembram que essa página existe (o próprio google pediu para eu confirmar a autoria), mas eu prometo que farei o que for preciso para que esta página seja o que era antes (e até melhor).

Se você é meu amiguinho dos meus velhos tempos de blog, por favor deixe um comentário.

Um abraço a todos que perceberam que o blog ressuscitou, desde já agradeço pelo apoio moral, e, por hoje, é tudo.

21 de agosto de 2011

O diário de Nina Lugovskaia

"... De fato eu estaria bem, se não fosse por essa gente fastidiosa e insuportável. Eles zumbem ao meu redor como moscas, importunam, irritam, golpeiam-me no ponto em que busco me proteger de qualquer contato indelicado".

Há quem diga que Nina Logovskaia foi uma jovem revolucionária; outros diriam que foi só mais uma menina vivendo num período histórico complicado. Eu penso que ela foi os dois ao mesmo tempo: Nascida numa família de intelectuais, tinha uma visão da vida que não se esperaria para uma adolescente, e, ao mesmo tempo, as páginas do diário que ela nos deixou não deixam de conter as angústias e anseios da menina que, apesar da maturidade exemplar, não deixava de fazer coisas que os adolescentes de treze a dezoito anos fariam. Eu recomendo o livro para aquelas que se interessarem em uma realidade completamente diferente da sua, aqueles que se instigam a seguir o exemplo de vida de boas pessoas como a autora desse diário. Não recomendo se você não teve um diário nos seus treze anos e/ou simplesmente não aprecia esse gênero de monólogo. Boa leitura.
Nota: O Google Books  disponibiliza o livro online, dê uma olhada aqui.

1 de janeiro de 2011

Sobre o que atualizar?

Sem discurso de começo de ano, não vejo utilidade nisso. A questão é que me pediram para atualizar com mais frequência e eu disse que faria o possível, me disseram que qualquer coisa que eu escrevesse, qualquer coisa mesmo, ficaria bom, e eu acreditei, mas... Escrever qualquer coisa ao meu ver é o mesmo que colocar uma roda em cima de uma banqueta e afirmar que aquilo é arte e querer ser bem aceito.  Férias, férias, férias. São cáusticas, e eu não sei quando elas vão acabar. É horrível ter que ficar o dia inteiro tentando arranjar algo para fazer. Parece que nenhum livro é bom, as músicas enjoam, as pessoas enjoam. Quando a oficina fica estática por muito tempo ela começa ficar propensa ao mal... Dessa vez eu não arranjei nenhuma figura para encher linguiça em postagens breves como eu já fiz outras vezes, nem uma frase clichê, nada. Ausência completa de alternativas descartáveis. Só eu e a minha mente, num monólogo intermitente. Eu queria saber fazer poemas, mas eu sou muito desorganizada para construir versinhos. Eu queria ser ourives e fazer peixinhos de ouro. Eu queria é voar!... Voltando: Terminando, na verdade: Daqui uns dias eu vou achar essa publicação um estrume e vou apagar, como eu faço na maioria das vezes. Pronto, pronto; já escrevi qualquer coisa que você queria, agora tchau.
Sobreviva mais um ano  Tenha um bom ano.
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