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9 de fevereiro de 2017

Eu só queria uma música (Episódio II)


Não é que eu realmente tenha algo concreto a vos contar ou que realmente isso se trata de uma postagem em série como nos blogs convencionais. É que eu gosto muito de música. Demais. Quando trabalho, quando estudo, quando dirijo, tomo banho, como, durmo, quando faço tudo eu ouço música, ou quando não é possível eu sempre tenho uma música na cabeça, como se fosse a música de fundo da cena cotidiana em questão. E dependendo da música eu fico refletindo sobre qual seria a mensagem que o compositor queria passar, o que ele estaria vivenciando no momento em que compôs, e não raro me pego tentando encaixar a música em algum momento da vida, prévio ou futuro. Mesmo que seja um trash metal com vocal gutural pesadíssimo e ininteligível; mesmo que seja música pop comercial ordinária; mesmo que seja uma composição clássica pouco conhecida e integralmente instrumental. Mesmo que seja em inglês, espanhol, francês, italiano, húngaro, lituano, russo, guarani ou mesmo português (contanto que a música me prenda, esteja eu compreendendo o que é cantado ou não). Às vezes eu me pego imaginando ou tentando encontrar uma música que se encaixasse no momento presente, nem que esse momento presente tão trivial quanto encontrar alguém conhecido na rua...
Não tinha nada a acrescentar de qualquer forma, mas fica aqui a minha sugestão de música - que por acaso eu já consegui "encaixar" em diversas situações da vida. Oh, Darling - The Beatles. Me sugira uma música também =)

28 de janeiro de 2017

Escritalhada

Antes de mais nada, as introduções: Miguel Oliveira. Prazer meus caros leitores e Escritalhada (https://area-escritalhada.blogspot.com.br/) é o meu blog.

É muito difícil começar. Todos nós viemos de algum lado. Nascemos, crescemos, começamos de novo a viver em algumas etapas durante a vida.

Construir relações, terminá-las e começar novas.

Escolarmente falando, todos os anos iniciamos um novo ano cheio de desafios até vir a Universidade que complica tudo a cada semestre.

A própria vida não passa senão de um tiro no escuro, pois para ter sucesso em seja o que for, temos de começar em sair da zona de conforto e trabalhar os dias que forem precisos para que funcione. Podemos estar a falar na criação de uma empresa com as nossas próprias mãos.

Há sempre uma primeira vez para tudo. Falando nas relações afetivas, o primeiro beijo, o primeiro inocente e inexperiente namoro, lá para a frente a incerteza do casamento e o desafio do primeiro filho.

Quem fala em ter filhos, fala em escrever e publicar o primeiro livro, pois é um produto vindo de dentro da nossa pessoa.

A vida é feita de começos e todos os dias há algo diferente, esperando que algo se crie.
E assim acabei a primeira leva de “guests posts” neste blog! Foi um começo difícil…

Miguel Oliveira

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Essa postagem, como já mencionado no início, resulta da parceria à la Guest post com o digníssimo blogueiro portuga Miguel Oliveira do blog Escritalhada (daí a temática e nome do post), ao qual eu vos convoco a visitar por ter postagem de minha autoria com o nome deste finíssimo e ilustríssimo blog. Vai lá: https://area-escritalhada.blogspot.com.br/

11 de outubro de 2016

Noite e Dia - Virginia Woolf (Resenha)


Pois bem, respeitáveis internautas. Sempre que eu trago uma resenha, busco dar uma prévia da história, dar a minha própria crítica e fazer as minhas recomendações acerca de que tipo de leitor talvez apreciasse ou não a obra - tudo isso sem, contudo, dar spoilers. Na obra de hoje, contudo, isso vai ficar um pouquinho mais difícil.

Mas não se preocupe, não terá spoilers.

Primeiramente, uma prévia da autora: Virginia Woolf viveu entre 188 e 1941, nasceu na Inglaterra e tinha um pai que apreciava deveras a literatura - o que influenciou fortemente na sua formação, e isso me parece ser um traço biográfico na obra objeto desta resenha. Sua literatura é classificada como modernista, o que me parece correto, visto que ela faz vasta referência, na obra, a grupos de discussão e reforma política; mas por outro lado, em algumas passagens ela segue um estilo de escrita clássico - seguindo a literatura vitoriana, como ela mesma faz referência.

No que concerne à obra, confesso que não atendeu às minhas expectativas, sem, ainda assim, me decepcionar. A começar pelo fato de ser de uma das escritoras mais aclamadas da literatura inglesa (por escritoras, devo frisar, quero dizer entre as mulheres na literatura inglesa), me fez esperar uma obra fantástica - o que não foi o caso. Pode ser pelo fato de não ser uma das obras primas dela, mas, de todo o caso, não me parece o seu melhor trabalho.

Primeiramente, pela técnica ou estilo. A autora se afunda em descrições meticulosas não dos cenários ou das personagens, mas sim das mentes dos personagens. Quero dizer que, a cada vez que a autora chega em uma personagem, vai até as mais recônditas profundezas da alma dessa pessoa, desvendando seus sentimentos, características e ideais; demonstra uma habilidade espetacular, obviamente, mas isso torna a leitura pesada e cansativa.

Tudo bem até aí. Pode ser apenas uma questão de estilo explicável pelo fato de ser uma escritora com forte influência de autores clássicos, como Shakespeare e Hathaway (por isso eu não recomendo para quem não esteja acostumado a ler clássicos). Mas o enredo também me pareceu denso e confuso.

Quanto ao enredo, vamos a ele: A trama se passa em torno da vida de Katharine Hilbery, neta de um famoso poeta inglês e filha de um casal que na nossa cultura seria equivalente à classe alta, mas na cultura inglesa do período essa condição social implicava em rijos padrões de comportamento e costumes, de modo que o romance começa justamente com Katherine recebendo pessoas mais velhas em sua casa para o chá das cinco, típico costume inglês. E logo de cara (depois de uma breve digressão psicológica de Katherine) entra em cena Ralph Denham, jovem advogado que trabalhava com o seu pai e que foi convidado para o chá nesse domingo, a quem Katherine insta mostrar as relíquias de seu avô poeta - e é aí que a trama começa.

Digamos que o cerne do romance é basicamente os encontros e desencontros das personagens - alguns com a literatura, como no caso da mãe da Katherine, outros com amores e pessoas, ou, no caso da própria Katherine, por ela mesma, encontro esse que ela teve justamente ao encontrar o amor.

É uma leitura muito bonita, mas não digo que é um livro apto a satisfazer ânsias românticas de quem aprecia histórias de amor. Tem algumas críticas à sociedade da época, mas eu entendo que é melhor não fazer referência a isso para não incidir em um odioso spoiler (o aspecto social em crítica parece ir de encontro diretamente ao cerne da vida da personagem). Algo que me parece digno de destaque, sem embargo, é o fato de que a autora parece apreciar oscilar entre as visões femininas e masculinas de uma situação, sem confrontá-las ou sequer criticá-las. E claro, é uma leitura riquíssima, que eu recomendo principalmente para quem está farto de ser presenteada com best sellers estúpidos e quer levar a sua mente para um novo grau de crítica (daí a dificuldade da leitura).
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