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1 de março de 2017

Coisas portuguesas



Aqui estamos de volta para mais um guest post do autor do Escritalhada...

Portugal, o país onde se vive de tradições e fixações que se entranham até ao tutano. É aquele pais onde os seus habitantes (maior parte) só quer ouvir música popular ideal para torturas. A sério, os Americanos podiam aproveitá-las para pôr durante horas nas celas dos inimigos da Segurança Nacional, teriam revelações garantidas. Podem ir ao Youtube.

E o futebol, esse rei das discussões de café às picardias entre colegas de trabalho, aquele desporto que tira umas horas de vida de insanidade e tempo de antena, qual fosse o único desporto à face da Terra. Só se quer saber dos protagonistas, das intrigas pela primeira liga. Cada um quer ter razão em relação à arbitragem, da qual prejudica o seu clube e beneficia os rivais mas o que interessa é que tudo corra de feição. Estamos a falar do país que parou uns dias por ter ganho o Europeu.

Não vamos esquecer da religião, da Católica é melhor, porque parece que não há outra num país completamente tolerante religioso. O que mais interessa é Fátima e as Aparições e claro, lucrar com isso, até porque o mais importante é o lucro do que a fé. É aquele país onde os bispos são tão importantes que podem opinar o que quiserem na TV.

Herdámos dos brasileiros o hábito das novelas, a companhia perfeita para senhoras reformadas à noite para viverem “histórias” enfadonhas de centenas de episódios inusitados.

Há tanto para absorver deste país, mas só viver uns meses e vocês brasileiros não queriam outra coisa além do ar tuga. Somos um povo estranho é certo mas não há nada como este paraíso à beira mar plantado.

Como adoro este país... The Best!!


PS: Não se esqueçam de ver o novo guest post da Ana aqui


26 de dezembro de 2016

Verão


Nós aqui no hemisfério Sul não temos como cultura contar a passagem do tempo pela passagem das estações, como o fazem outros países, a despeito de, ironicamente, a passagem das estações ser muito mais visível num país de céu azul e límpido como o Brasil (ao menos ainda é assim; vamos cuidar para que continue nos próximos séculos, combinado?). De qualquer forma, é certo que a passagem das estações influencia diretamente no nosso humor. O verão, por exemplo, dizem que trás o bom humor, tanto por fatores psicológicos como físicos - o clima que permite maior contato com ambientes abertos e a natureza, o que nos trás a sensação de paz e o bom humor, etc. Assim o verão, geralmente época de férias, também é uma época muito produtiva e saudável. Mesmo quando a temperatura gera a níveis alarmantes como acontece em algumas regiões, o nosso humor tende a permanecer estável e alegre. Interessante notar, pois, que a chegada verão é muito próxima da virada do ano. Parece que a natureza vem a nos instigar a termos um humor melhor no próximo ano. Vem a querer que o nosso ânimo de viver ferva assim como fervem os termômetros. Então, aos meus estimados internautas desejo boas festas e que tenhamos um verão incrível. :D

10 de junho de 2016

Dia 10


Da mesma forma que muitas pessoas se desgostam ao saber que a segunda-feira está chegando, assim é o meu receio perante o dia 10. Até porque esse dia é uma grande segunda-feira; é a lembrança de que a fase adulta finalmente chegou, e que a independência não é lá tão maravilhosa quanto você sonhou um dia. O seu dinheiro vai embora no mesmo dia em que ele chega, como uma notícia boa que carrega todas as suas partes negativas. Ah, o dia 10... Juros, prazos, correções, vencimentos... Talvez seja um final de semana no mês que vem, daí eu pelo menos não vou me desesperar tanto - não vou deixar de me organizar com as minhas responsabilidades mas pelo menos não vou sentir o baque. Que desespero é a noite anterior, a noite do dia 9, em que a gente mal consegue dormir, com tantas preocupações na cabeça... E que alívio que é chegar ao fim do dia (10), conseguindo se vangloriar de ter feito tudo o que tinha concentrado para o mês naquele dia; ah!, que sensação de missão cumprida!, por mais que sejam coisas rotineiras e burocráticas que ninguém sequer aprecia; depois de enfrentar um dia desses cheio de protocolos, ah, sim, eu me sinto uma heroína.

17 de maio de 2016

O Olho da Rua - Eliane Brum (Resenha e Crítica)


Quando me pedem alguma recomendação de livro, ou quando eu mesma saio em busca de uma nova leitura, eu sempre fico com um pé atrás quando eu vejo que o autor é jornalista. Geralmente jornalistas tem uma escrita cretina, tendenciosa, cheias de verdades vendidas - isso eu falo com base no que eu acompanho na mídia. Mas também conseguem ser justamente o oposto. Quando um jornalista dotado de sensibilidade escreve um romance com base no que vivenciou e observou - até porque jornalistas são seres que viajam muito - a obra é sensacional.

Esse livro que trago aos internautas hoje é uma das exceções a que me refiro (esse e mais um, também de autor jornalista, que será objeto de uma próxima resenha assim que eu terminar de ler). O Olho da Rua retrata de maneira figurativa, quase metafísica, os extremos da realidade da nossa vasta nação - os muitos Brasis de um só país.

Para mim em particular foi fenomenal por causa do momento em específico em que eu o peguei pra ler: simplesmente peguei um volume aleatoriamente na biblioteca, o juntei na pilha de livros para a monografia e saí da biblioteca esperando que eu conseguisse ao menos ler um capítulo (já que eu erroneamente julguei que, pela capa um tanto quanto feia o livro fosse ruim), para me descansar a cabeça de tantas teses e teorias.

E o que a autora me permitiu foi justamente uma viagem. Um passeio a rincões mais inóspitos do Brasil, onde você menos espera que tenha gente, e onde você menos imagina que haja esperança. Um contraste com as nossas mais diversas realidades, ou, como no meu caso, um encontro com elas.

A autora não tem grande estilo na sua escrita, mas tem paixão, tem sensibilidade, tem envolvimento com o retrato. Eu particularmente amo os clássicos literários, amo vocabulários eruditos, alegorias, lirismo, estilização - e toda aquela parafernália que um volume de um livro pode conter. Mas esse livro foi justamente um retorno ao plano dos fatos; a obra me arrancou de toda a idealização a que eu me acostumei e me trouxe para a vida cotidiana de Roraima, do subúrbio do Rio de Janeiro e de São Paulo, lugares onde eu nunca estive física ou psicologicamente até então.

O livro retrata toda a beleza do ser humano mesmo em seus quadros mais trágicos. É um livro inteligente, envolvido, um autobiográfico até (pois veja que a autora põe muito de si em sua arte). Concluindo essa resenha eu nem sei mesmo como classificá-lo (se é que um sentimento de estupefação, como o sentimento que esse livro me trouxe, pode ser classificado em palavras), e nem sei mesmo para que gênero de leitor recomendar. Então, internautas e bloggers que estiverem a ler essa resenha, eu recomendo esse livro fortemente a todos aqueles que estiverem querendo se descontrair sem fugir da vida real, justamente através de uma viagem rumo à realidade social brasileira.

Nota: 8/10

Escrever, para mim, é um ato físico, carnal. Quem me conhece sabe a literalidade com que vivo. E, principalmente, a literalidade com que escrevo. Eu sou o que escrevo. E não é uma imagem retórica. Eu sinto como se cada palavra, escrita dentro do meu corpo com sangue, fluidos, nervos, fosse de sangue, fluidos, nervos. Quando o texto vira palavra escrita, código na tela de um computador, continua sendo carne minha. 

1 de maio de 2016

Tripalium


Tripálio (em latim: Tripalium) era um instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, no qual os agricultores bateriam o trigo, as espigas de milho, para rasgá-los, esfiapá-los. A maioria dos dicionários, contudo, registra tripálio apenas como instrumento de tortura, o que teria sido originalmente, ou se tornado depois.
Tripálio (do latim tardio "tri" (três) e "palus" (pau) - literalmente, "três paus") é um instrumento romano de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão na forma de uma pirâmide, no qual eram supliciados os escravos. Daí derivou-se o verbo do latim vulgar tripaliare (ou trepaliare), que significava, inicialmente, torturar alguém no tripálio. (Wikipédia)
Mesmo antes de ser associada aos elementos de tortura medieval, trabalhar significava a perda da liberdade. Quem trabalhava em Roma era o escravo; o patrício estava incumbido das atividades políticas. Era também essa a divisão que chegou ao medievo. A sociedade estava dividida entre os bellatores, os oratores e os laboratores. Os primeiros eram os cavaleiros, responsáveis pela guerra (a palavra tem mesma raiz do nosso bélico); os seguintes, oravam; e os últimos trabalhavam. Na prática, esta divisão era social: a nobreza (que depois viria a perder essa característica da guerra), a igreja e os camponeses. (UFRGS)
Muito além de sinônimo de escravidão e tortura, e mais tarde de dignidade, de obrigação moral, o trabalho tem se tornado sinônimo de independência, autonomia, de crescimento. Um trabalhador é tido como aquele que exerce suas atividades laborais de maneira obrigada, pelo simples e mero impulso de sobrevivência, para ter uns trocados no fim do mês e pagar as contas. Já o profissional é aquele que é qualificado, que tem um bom currículo, aquele que tem perspectiva de carreira, de evolução profissional, de ganhar cada vez mais. E, seja qual for o sentido moderno do termo (por mais que ainda tenha grande relação com os sentidos de sua origem etimológica), o trabalho é uma obrigação, não apenas moral, como também legal: 

Art. 59. Entregar-se alguem habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses. Parágrafo único. A aquisição superveniente de renda, que assegure ao condenado meios bastantes de subsistência, extingue a pena. (Decreto-Lei 3.688 de 1941)

A sociedade gira em torno do trabalho. Trabalho, no aspecto coletivo, é sinônimo de desenvolvimento nacional ou regional, de geração de riquezas, de progresso. A preocupação maior dos governos sempre são as taxas de desemprego, seja em épocas de recessão ou, pelo contrário, quando os índices de pessoas desocupadas porque alguém as sustenta é preocupante. Os bons governos criam e extinguem impostos para estimular a implantação de indústrias, de comércios.

E, observando todos esses múltiplos aspectos do trabalho, é curioso notar como em determinadas épocas surgem novas profissões e como elas desaparecem. Veja-se que no Brasil não se houve mais falar da profissão de lavadeira, o que era muito comum na época do fim do Império. Também não se houve falar em parteiras, em digitadores, em telefonistas.

Outras profissões, por outro lado, parecem ser eternas, como a de médica, professora, enfermeira, construtor civil.

Pois bem, pessoas da blogsfera, essa longa reflexão é apenas para desejar a todos um feliz dia do trabalhador - inclusive para aqueles que fazem da sua profissão a internet. Ao meu ver esse é um dos poucos feriados nacionais que é provido de um mínimo de sentido e realmente homenageia alguém. O trabalho é força, é crescimento, é riqueza, é dignidade, é vida. Então pessoas, espero que você estejam felizes com o vosso trabalho, e, se não, que encontrem um trabalho que lhes apraza. Vida longa e mãos a obra.

18 de abril de 2016

O que você precisa saber sobre o impeachment

Pois bem, pessoas da blogsfera e internautas afora. Essa postagem promete ser breve.

Não quero me manifestar politicamente - até porque eu faço da política meu objeto de estudo, e não meu estilo de vida - mas acho digno que se esclareçam alguns termos chave sobre a situação política da nossa pátria, que muitos parecem confundir.

Dessa vez não vou explicar tudo com as minhas palavras, por mais que eu mesma não goste de simplesmente "delegar" a explicação; ocorre que existem conteúdos mais completos internet afora e eu pretendo simplesmente repassá-los aqui.

Então dessa vez repasso uma vídeo-aula que explica, de maneira didática, o passo a passo de um processo de impeachment. Creio que lhes será útil.

E por hoje é só. Em breve teremos mais da série "O que você precisa saber sobre...", só que de maneira menos precária.


4 de junho de 2012

Vende-se este blog


Isso mesmo. Uma vez eu vi um "avaliador de sites pessoais", que com base em sabe-se lá que dados ele te dava um valor analisando o endereço do seu domínio. O meu, na época (uns dois anos atrás), deu cinco mil reais; hoje eu acho que valeria, sei lá, uns dez mil... Se você for meu inimigo eu te dou de graça o blog, mas tem que ser hater declarado, okay?

O fato é que eu já não tenho mais saco pra manter um blog. Não sai mais nada de legal da oficina, e quando eu forço sai aquelas coisas bem sem sal. E também não tenho mais saco para conferir a blogsfera; apesar de ainda ter muita gente dedicada e intelectualmente esclarecida, 99% da literatura que eu encontro na internet é estritamente amadora. O autor golpeia golpeia e golpeia mas nunca sai o corte perfeito.

Aliás, esse negócio de literatura hoje em dia é uma lástima. Você nem precisa ler um livro inteiro para ser escritor, basta ter um papai rico e doses generosas de hipocrisia para distribuir. Eu não sei onde é que ficou a nossa avant-garde e o espírito revolucionário, mas não consigo mais encarar o sentimentalismo exagerado à la Clarice Lispector, e nem discussões políticas e sociais acaloradas e vazias.

Enfim... Saturou. Eu era mais feliz lá em 2008, logo que eu creiei o blog, quando eu me contentava com qualquer aventurinha adolescente. Hoje eu tô chata e impaciente demais com tudo, e justamente por isso tô pulando fora. Vou ficar com Ruy Barbosa, por hora. Se me der na louca e eu quiser voltar com esse negócio de blog (eu não sei o que esperar nem de mim mesma) eu faço outro e anuncio aqui pros que sentirem saudades.

Um beijo aos que ficam,

Ana Ruppenthal.

27 de abril de 2012

Como ser um bom leitor

Eu acho que deveria existir algum projeto, ou talvez já exista, estimulando não só a leitura como também a circulação de bons livros por preço acessível ou de graça. O Brasil precisa disso. Eventos literários só fazem atrair pessoas que lêem pouco para comprar livros e esquecê-los nas estantes, acumulando pó. Enquanto isso muita gente sem boas condições financeiras fica sem ler... Isso é fato. Eu passei minha vida toda lendo livros emprestados, e quando eu comecei a ter condições financeiras para adquirir eu não achei legal a ideia de ter que pagar antes de saber se o conteúdo vale a pena. Então... Eu anuncio que eu vou doar, não sei quando, provavelmente nas férias, grande parte dos meus livros. Você não precisa ter aquela pilha de livros consigo. Vai na biblioteca que, além de não precisar gastar horas tirando pó, e mais horas ainda procurando, você socializa. Quer ser um bom leitor? Se livre dessa ilusão burguesa de "cheiro de livro novo". Compre novo, compre usado, pegue emprestado, roube, faz download, ganhe, doe... Ler o livro é o que importa, não é? A literatura não a relíquias ou peças únicas, como as outras formas de arte... Eu só recomendaria a aquisição de livros para estudo, mas ainda assim eu acredito que eles desempenham melhor sua função social na fundação cultural. 
Uma pena que ninguém (se é que vai ter alguém) vai dar muita atenção para essa postagem, mas fica aqui a dica de três sites que disponibilizam centenas de obras na íntegra:

Vision Vox - 22.000+ obras

Projeto Gutenberg - 38.000+ obras

Domínio público - projeto governamental

10 de abril de 2012

El tercer idioma


    Não faz nem um mês que eu vi na internet, e infelizmente não consegui reacessar a fonte, uma matéria que dizia que o interesse pela língua portuguesa no exterior vem crescendo, já que aumenta a popularidade do nosso nobre Brasil lá fora. 


Pode até ser possível, mas eu não acredito que seja bem assim. Não que o Brasil não tenha de fato melhorado sua estima para os gringos, mas, vivendo numa cidade turística não é isso que eu vejo. Não; os europeus, americanos e asiáticos vem para cá com o espanhol na ponta da língua. Eu acredito que isso aconteça porque os outros países da nossa humilde América Latina também estejam mais pop: Argentina, México, Bolívia e Equador também são destinos anexados ao Brasil quando se trata de uma rota turística. Em muitos casos os turistas passam um único mês numa escala Rio de Janeiro-Foz do Iguaçu e já zarpam rumo Machu Picchu ou Buenos Aires.

E não é só isso. É cada vez mais notável a preferência da mídia pelo espanhol, depois do inglês. Ainda esse ano eu vi um popular canal americano no YouTube fazendo vídeos em versões em espanhol, sendo que o primeiro idioma que os americanos pensam em aprender é o espanhol. Se você busca exercitar um idioma em sites voltados para isso, não se iluda pois o português é um dos últimos idioma que você vai utilizar. Várias vezes eu acessei sites desse gênero e tive que falar em espanhol com gente de tudo quanto é canto do mundo (e o meu espanhol é péssimo). Geralmente quem se interessa são latinos de outros países e pessoas que já falam quatro idiomas ou mais.

Ou seja, o povo lá fora até se interessa pelo português, mas para eles aprender a nossa língua é que nem para nós aprender o alemão. O espanhol é uma língua mais cultural, enquanto o inglês é mais técnico. As pesquisas indicam que o espanhol se classifica entre as três línguas mais faladas do mundo - na frente até do inglês - enquanto o português fica em sexto, isso quando leva alguma consideração.

Fica a dica para quem se interessa em aprender um novo idioma, e ainda não fala nenhum: opte primeiro pelo espanhol ou inglês. Não vale cair na burrada de achar que o espanhol é um português mal falado e enrolar um portunhol, pois acredite, falantes nativos do espanhol geralmente falam bem melhor que nós, brasileiros. Se você se interessa pelo francês, alemão ou mandarim a dica é deixar para depois, a não ser que você queira falar sozinho(a).

19 de fevereiro de 2012

A droga do carnaval

Panis et circenses - Capítulo II: Dorgas, Jesus e luz vermelha


featuring: Ogroland
http://ogroland.blogspot.com/


Um dia lindo de sol e calor. Além de domingo é feriado, o que devia ser proibido, já que é um absurdo desperdiçar feriado com domingo. E esse feriado tem origens de difícil compreensão, esse tal de carnaval é muito estranho. Quem diz que não gosta de carnaval logo tem algum dedo apontado em sua direção, em reprovação, com insinuações irritantes de que “não sabe curtir a vida”. Ora, meus caros, curtir a vida é relativo. Cada um gosta de uma coisa... quem não faz o que você gosta não sabe curtir a vida? Esperava mais de sua parte.

Dizem pessoas mais vividas que eu que antigamente esse evento brasileiro denominado Carnaval era aromatizado à lança perfumes, que parece ser uma espécie de alucinógeno aromático; um belo dia o legislador viu que tava dando merda e resolveu proibir, como se amenizasse os mórbidos efeitos do período de pão e circo. Historicamente, o carnaval é um período de festa para se preparar para os sacrifícios que nos aguardam na quaresma. Aí fica mais esquisita a coisa. Sacrifício da quaresma? Sacrifício onde, meldels ducel?

O que se vê no carnaval é apenas uma festa mais intensa e extensa do que as outras do resto do ano. E como há excessos, nesses dias de folia o risco de morte cresce drasticamente. As mesmas almas que serão plantadas nas sepulturas com seus corpos hoje serão colhidas daqui a nove meses. Põe na conta de alguns instantes alucinados. Sexo e drogas, e por favor, volta rock''n''roll.

Dizem os antigos, que em tempos passados, esse evento nacional, o Carnaval era aromatizado sem o uso do Bom Ar, mas com muito lança perfumes que parece ser uma espécie de alucinógeno. Um belo dia O Legislador viu que tava dando merda e resolveu proibir, como se amenizasse os mórbidos efeitos do período de pão e circo.

Wow, mas o álcool ainda rega a parafernália. Aliás, sabia que houve um tempo em que o álcool era ilegal? Muitos séculos atrás era considerado uma droga hedionda consumido às escondidas, pela nobreza e pela plebe... E um dia a indústria falou mais alto que a moral, e que se jorre álcool pra todo lado. Alguém tem dúvida do efeito devastador que a bebelança provoca nas pessoas? Sendo Carnaval ou não, quantas tragédias já começaram com uma simples cervejinha ou uma inocente pinguinha para esquentar o peito?

 Não adianta tentar tampar o sol com o copo de cerveja! O álcool é um tipo de droga, a polêmica maconha o é; o café que você toma todo dia, a acetona com que você remove o esmalte, o chimarrão dos gaúchos, até a coca cola, tudo isso é droga, só que legalizada; a diferença é modo com que a sociedade encara cada substância. A maconha, que segundo os adeptos é relaxante, é proibida, enquanto determinados chás alucinógenos que já geraram muita dor de cabeça são legalmente consumidos em rituais religiosos. 

Mas o carnaval ainda tá de pé, temos segunda e terça pela frente. E não tenham esperança, não adoradores da festa, ano que vem tem mais. Vamos mais uma vez parecer uma versão genérica de Sodoma e Gomorra aos olhos do mundo inteiro, ano após ano. Que não é só de hoje e não é só no Brazil eu bem sei; várias outras nações tiveram e tem sua sorte de festinha na luz vermelha; mas a nossa, compatriotas, chegou além da depravação. Uma depravação permitida por lei, financiada pela indústria, pelo dinheiro dos contribuintes e perdoada por Jesus no resto do ano. Ah não... que desânimo. E para não dizer que não vemos nada de positivo no Carnaval, vamos enaltecer um ponto: o feriado é bom demais.

Bom feriado e juízo.




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