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28 de abril de 2017

Carta a uma desconhecida

Olá! Tu não me conheces e eu também não.

Estamos envolvidos neste mundo recheado de redes sociais, com amizades virtuais e mensagens instantâneas e pergunto-me se algum dia nos cruzamos na rua com os nossos smartphones em punho alheios a presenças reais e focados em estados merecedores de 'gostos' ou fotos interessantes de conhecidos de conhecidos.

Certamente não, não nos lembramos de tal coisa pois queremos saber o que fulano diz e que parvoíces sicrano fez.

Tanto quanto sei, até podemos ser amigos do Facebook ou seguidores mútuos no Twitter ou no Instagram, aqueles seres que gostam das suas fotografias mas nunca viram mais gordos, magros, feios ou atraentes na vida real. Até pode ser alguém a apropriar-se de imagens de outra pessoa. O melhor é pensar positivo e acreditar que essas pessoas podem ser tuas melhores amigas ou até alguém que te cruzaste numa festa de um amigo de uma amiga, que essa amiga namorou com um rapaz que se dá bem com tal rapariga. Confuso? Sim eu sei mas é assim que possivelmente nos conhecemos por seguirmos um ao outro do nada.

Podemos nunca ter cruzado pessoalmente mas conheço-te, conheço as tuas tendências, conheço  teu círculo de amizades, sei ainda onde vais ocasionalmente, tudo pelas tuas fotografias. És como se fosses alguém do meio raio de amizades.

Ainda vamos a tempo de nos conhecer... posso te dizer um 'oi' ou um 'olá' ? Mas só se responderes. 

Tenho a certeza que nunca o farás, falas com dezenas senão centenas de pessoas por semana mas que importa? Não estaremos na vida de um do outro.

É melhor continuarmos a ser simples desconhecidos.

Quem sou eu? 

Um desconhecido

Beijinhos


Miguel Oliveira - https://area-escritalhada.blogspot.com.br

6 de março de 2017

Nobody yes door



Ninguém realmente se importa com a sua opinião. Não querem realmente saber o seu gosto, o que você sente, como você sente, nem se interessam pela sua opinião. 

Não.

Todos chegam aqui por algum robô do google, ou por indicação, ou por algum link perdido, imaginando encontrar aqui, como em qualquer outro blog, coisas coloridas espalhafatosas, postagens da moda cheia de imagens com resenhas acerca de bens ou serviços, livros e filmes e séries e artistas mainstream.

E de qualquer forma, ninguém se interessa pelas suas inúmeras tentativas de popularizar, de repostar coisas da moda, de ser igual a youtube-bloggers.

No, nobody gives a f#ck.

1 de março de 2017

Coisas portuguesas



Aqui estamos de volta para mais um guest post do autor do Escritalhada...

Portugal, o país onde se vive de tradições e fixações que se entranham até ao tutano. É aquele pais onde os seus habitantes (maior parte) só quer ouvir música popular ideal para torturas. A sério, os Americanos podiam aproveitá-las para pôr durante horas nas celas dos inimigos da Segurança Nacional, teriam revelações garantidas. Podem ir ao Youtube.

E o futebol, esse rei das discussões de café às picardias entre colegas de trabalho, aquele desporto que tira umas horas de vida de insanidade e tempo de antena, qual fosse o único desporto à face da Terra. Só se quer saber dos protagonistas, das intrigas pela primeira liga. Cada um quer ter razão em relação à arbitragem, da qual prejudica o seu clube e beneficia os rivais mas o que interessa é que tudo corra de feição. Estamos a falar do país que parou uns dias por ter ganho o Europeu.

Não vamos esquecer da religião, da Católica é melhor, porque parece que não há outra num país completamente tolerante religioso. O que mais interessa é Fátima e as Aparições e claro, lucrar com isso, até porque o mais importante é o lucro do que a fé. É aquele país onde os bispos são tão importantes que podem opinar o que quiserem na TV.

Herdámos dos brasileiros o hábito das novelas, a companhia perfeita para senhoras reformadas à noite para viverem “histórias” enfadonhas de centenas de episódios inusitados.

Há tanto para absorver deste país, mas só viver uns meses e vocês brasileiros não queriam outra coisa além do ar tuga. Somos um povo estranho é certo mas não há nada como este paraíso à beira mar plantado.

Como adoro este país... The Best!!


PS: Não se esqueçam de ver o novo guest post da Ana aqui


14 de fevereiro de 2017

Besteiras


Não sei porque vocês levam tão a sério o que eu escrevo. São apenas pensamentos aleatórios escrevinhados rapidamente, sem revisão, sem pensar duas vezes, sem um critério mais lógico (como este próprio texto). É sério: Não se preocupe e não fique querendo refletir demais sobre "o que eu posso estar querendo dizer", porque tem vezes que nem eu sei. Minha mente é sã e íntegra para todos os efeitos civis (e assim vai continuar por um longo tempo, assim espero), mas nunca espere encontrar no que eu escrevo aqui muita lógica ou coerência. Yes: Don't mind me.

9 de fevereiro de 2017

Eu só queria uma música (Episódio II)


Não é que eu realmente tenha algo concreto a vos contar ou que realmente isso se trata de uma postagem em série como nos blogs convencionais. É que eu gosto muito de música. Demais. Quando trabalho, quando estudo, quando dirijo, tomo banho, como, durmo, quando faço tudo eu ouço música, ou quando não é possível eu sempre tenho uma música na cabeça, como se fosse a música de fundo da cena cotidiana em questão. E dependendo da música eu fico refletindo sobre qual seria a mensagem que o compositor queria passar, o que ele estaria vivenciando no momento em que compôs, e não raro me pego tentando encaixar a música em algum momento da vida, prévio ou futuro. Mesmo que seja um trash metal com vocal gutural pesadíssimo e ininteligível; mesmo que seja música pop comercial ordinária; mesmo que seja uma composição clássica pouco conhecida e integralmente instrumental. Mesmo que seja em inglês, espanhol, francês, italiano, húngaro, lituano, russo, guarani ou mesmo português (contanto que a música me prenda, esteja eu compreendendo o que é cantado ou não). Às vezes eu me pego imaginando ou tentando encontrar uma música que se encaixasse no momento presente, nem que esse momento presente tão trivial quanto encontrar alguém conhecido na rua...
Não tinha nada a acrescentar de qualquer forma, mas fica aqui a minha sugestão de música - que por acaso eu já consegui "encaixar" em diversas situações da vida. Oh, Darling - The Beatles. Me sugira uma música também =)

28 de janeiro de 2017

Escritalhada

Antes de mais nada, as introduções: Miguel Oliveira. Prazer meus caros leitores e Escritalhada (https://area-escritalhada.blogspot.com.br/) é o meu blog.

É muito difícil começar. Todos nós viemos de algum lado. Nascemos, crescemos, começamos de novo a viver em algumas etapas durante a vida.

Construir relações, terminá-las e começar novas.

Escolarmente falando, todos os anos iniciamos um novo ano cheio de desafios até vir a Universidade que complica tudo a cada semestre.

A própria vida não passa senão de um tiro no escuro, pois para ter sucesso em seja o que for, temos de começar em sair da zona de conforto e trabalhar os dias que forem precisos para que funcione. Podemos estar a falar na criação de uma empresa com as nossas próprias mãos.

Há sempre uma primeira vez para tudo. Falando nas relações afetivas, o primeiro beijo, o primeiro inocente e inexperiente namoro, lá para a frente a incerteza do casamento e o desafio do primeiro filho.

Quem fala em ter filhos, fala em escrever e publicar o primeiro livro, pois é um produto vindo de dentro da nossa pessoa.

A vida é feita de começos e todos os dias há algo diferente, esperando que algo se crie.
E assim acabei a primeira leva de “guests posts” neste blog! Foi um começo difícil…

Miguel Oliveira

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Essa postagem, como já mencionado no início, resulta da parceria à la Guest post com o digníssimo blogueiro portuga Miguel Oliveira do blog Escritalhada (daí a temática e nome do post), ao qual eu vos convoco a visitar por ter postagem de minha autoria com o nome deste finíssimo e ilustríssimo blog. Vai lá: https://area-escritalhada.blogspot.com.br/

11 de janeiro de 2017

Sobre o que atualizar?



Sem discurso de começo de ano, não vejo utilidade nisso. A questão é que me pediram para atualizar com mais frequência e eu disse que faria o possível, me disseram que qualquer coisa que eu escrevesse, qualquer coisa mesmo, ficaria bom, e eu acreditei, mas... Escrever qualquer coisa ao meu ver é o mesmo que colocar uma roda em cima de uma banqueta e afirmar que aquilo é arte e querer ser bem aceito.  Férias, férias, férias. São cáusticas, e eu não sei quando elas vão acabar. É horrível ter que ficar o dia inteiro tentando arranjar algo para fazer. Parece que nenhum livro é bom, as músicas enjoam, as pessoas enjoam. Quando a oficina fica estática por muito tempo ela começa ficar propensa ao mal... Dessa vez eu não arranjei nenhuma figura para encher linguiça em postagens breves como eu já fiz outras vezes, nem uma frase clichê, nada. Ausência completa de alternativas descartáveis. Só eu e a minha mente, num monólogo intermitente. Eu queria saber fazer poemas, mas eu sou muito desorganizada para construir versinhos. Eu queria ser ourives e fazer peixinhos de ouro. Eu queria é voar!... Voltando: Terminando, na verdade: Daqui uns dias eu vou achar essa publicação um estrume e vou apagar, como eu faço na maioria das vezes. Pronto, pronto; já escrevi qualquer coisa que você queria, agora tchau.
Sobreviva mais um ano  Tenha um bom ano.

Publicado originalmente em 2010.

27 de outubro de 2016

Reforma



Pois bem, admiráveis internautas. Infelizmente eu não tenho o feedback todo expresso em comentários que eu gostaria, mas eu vou propor algumas mudanças aqui nesse espaço virtual, que algumas pessoas já vinham sugerindo ou eu já tinha visto como recomendável em algum lugar ou outro. Já passou da hora, aliás, de repaginar as ideias. Vamos lá:

- Sim, eu vou mudar de layout - assim que eu tiver tempo para isso (o que está difícil ultimamente); mas aceito sugestões nesse ínterim;

- E sim, vou "responder" a todos os comentários e vou visitar os seus vossos respectivos blgs, só não prometo que farei isso imediatamente e nem me comprometo a seguir (e claro, a minha resposta/visita vai ser do mesmo nível que o seu comentário/visita; então se você comentar algo na linha de "oi, legal seu blog, passa lá no meu", a minha resposta será algo como "oi, legal seu blog tb, bjs");

- Não, não pretendo ter um domínio particular do tipo ".com", por mais que eu tenha condições para isso. Sinto que o domínio ".blogspot" é mais amador e é justamente o amadorismo que eu aprecio na blogsfera;

- Quanto a "parcerias", não faço mais isso. Os blogs que eu recomendo aqui na barra da direita são aqueles que eu realmente aprecio e acompanho, sem compromisso com os seus respectivos autores. Posso mudar de ideia futuramente com relação a isso, mas por hora eu não preciso tão urgentemente aumentar o fluxo de visitas.

- Tenho redes sociais e as acesso esporadicamente, mas como eu já disse em alguma postagem anterior, eu evito investir muito tempo nelas. De vez em quando posso até fazer alguma publicidade via instagram/facebook, mas não espere muito fluxo não;

- Faço sim postagens sobre o que me sugerirem, contanto que tenha sugestões; enquanto não tiver vou escrever sobre o que me der na telha e seguirei acreditando que está bom. Tinha até pensado em mudar o estilo de postagem mas por agora não tenho nem ideia de como "mudar" (se é que eu ou qualquer pessoa realmente consegue mudar o seu estilo de escrita).

- Se você tem um blog/site do estilo literário (de resenhas de livros/filmes, de publicações pessoais amadoras ou não, de eventos literários et cetera), deixe um comentário que eu darei especial atenção, pois esse é o tipo de blog que eu mais gosto ♥

Era o que eu tinha para hoje.
Bjs flw vlw tchau.

5 de setembro de 2016

ESTE BLOG TEM OITO ANOS!




Sim, senhoras e senhores!

Depois de sobreviver às mais insanas transições da internet;

Depois de passar por diversas fases da vida de uma autora anônima na internet;

Depois de sair do ar e voltar mil e uma vezes;

Depois de ter sido colocado a venda (e ter recebido sedutoras propostas de compra);

Depois de tudo isso, Antes-de-mais-nada completa seu oitavo ano de existência cibernética, graças ao auxílio de todos vocês!

Muito obrigada por tudo!

E, antes de mais nada, avante!

16 de julho de 2016

POSTAGEM NÚMERO 200!

KEEP CALM ESSE É O POST N. 200!

Muito obrigada a todos e a todas que acompanham meu blog!

Depois de oito anos de blog (sim, esse blog é dos tempos medievais da internet), 33.555 visitas, 500 comentários, ter 313 seguidores, depois de abandonar e voltar várias vezes para esse espaço virtual, depois de apagar centenas de milhares de postagens antigas por impulso, por me arrepender e achar que a internet não merecia aquilo (que poderia ter sido bom), finalmente eu me disciplinei e cheguei à minha ducentésima postagem - com muito fôlego!

E para comemorar, seguindo o estilo da minha centésima postagem, eu vou revelar 20 fatos sobre mim (porque 200 é muito), em postagem futura.

Novamente agradeço a todos os meus amigos da blogsfera que têm me acompanhado e lá vamos nós rumo a 1.000!

29 de junho de 2016

Game over



Pra todo fim do jogo existe a possibilidade de se iniciar de novo. Existe a possibilidade de recomeçar com a cautela de não cometer os mesmos erros, e de, com maior argúcia, se desviar melhor dos obstáculos. A perda, a baixa, a recaída, é só um estímulo para jogar - ou para seguir em frente. Não, não é uma falha que me para. Quando se joga pela primeira vez se tem surpresa, fascínio, mas grande vulnerabilidade. Na segunda, e nas próximas, talvez o encanto se dissipe, mas a experiência te compele a desafiar o próprio sistema. Até porque o fim de uma fase ou de todo um enredo, não significa, necessariamente, perda. Mas pode significar, pelo contrário, e é provável, que você está apta a prosseguir, e possivelmente esteja bem mais hábil que antes.

18 de junho de 2016

Brainstorm



Sinceramente, tudo o que é excêntrico, diferente, divergente, ou até mesmo incorreto, de certa forma, me atrai. Nem que sejam coisas pequenas, como pequenas coisas no cotidiano. Pois eu acredito que o nosso cérebro, órgão central tão incrivelmente hábil, precisa, justamente, não do que é igual e em todos efeitos corretos, mas sim do estímulos do que diverge da regra. Nossa maior característica como humanos é a nossa habilidade de contestar. Arguir, acusar, replicar, defender - todo esse jurismo cotidiano pode ser aplicado ali dentro, se nos depararmos com alguma pequena diferença, um detalhe até então despercebido mas que pode agregar muita informação se esmiuçado. Nossa mente é naturalmente estimulada, pelas informações que recebem, assim como nossa pele é naturalmente tratada pelo espontâneo acesso à luz; mas eu acredito que temos que ir além do que vem prontamente. Sem a busca de estímulos o cérebro definha, a mente atrofia. Nossa cabeça tem que ser dinâmica e incandescente, como bem sugere o título dessa postagem: uma tempestade mental.

14 de junho de 2016

Nunca mais


Eu sei que sempre dizem para jamais dizer algo tão extremo quanto "nunca", mas vocês hão de convir comigo que tem atitudes tão prejudiciais à nossa existência, costumes tão conturbados, apegos tão maléficos, hábitos ruins que a gente tem que se dar ao trabalho de jogar no precipício.

E essa é a minha vez.

Nunca mais deixar de fazer coisas importantes para agradar alguém.

Nunca mais fingir que tenho opinião diversa só para agradar alguém. 

Jamais ceder a chantagens emocionais.

Nunca mais postergar.

Nunca mais se deixar ficar na zona de conforto.

Jamais - never-ever - se dedicar a alguém a ponto de sacrificar a sua própria autonomia.

Nunca mais fazer ou deixar de fazer algo em virtude de opiniões alheias (fuck you!).

E, de agora em diante: sempre - always and forever - pensar duas vezes antes de falar, ponderar sobre tudo sem, contudo, perder tempo ruminando demais as possibilidades; sempre questionar se o que tem a ser feito é realmente necessário, se é útil; sempre manter a disciplina e organização, e sobretudo, nunca, jamais, perder o foco.

Stay focused and keep going.

27 de maio de 2016

Lirismo Virtual



Acho que desde que eu descobri e comecei a me utilizar da internet, um dos meus maiores prazeres - senão o maior de todos - é passar um bom tempo com blogs. Sério.

Não apenas é muito bom poder se expressar, dar azas à sua criatividade, como descobrir que existem outras pessoas que também pensam como você, sentem como você, tem essa sensibilidade, essa paixão. Pessoas que escrevem textos, poesias, contos, crônicas, quilômetros e quilômetros de lirismo - igual a você. Gente que também se expressa de um modo apaixonado, melancólico, sarcástico, sonhador.

Em que pese que ter ficado muito tempo sem atuar no blog, ter renegado a mim mesma a escrita e a leitura não acadêmica, é aqui que eu gosto de satisfazer meu ímpeto e necessidade literária. Não exagero se digo que tem muita gente que escreve em blogs de domínio gratuito mil vezes melhor que muito escritor renomado que só consegue esbanjar mediocridade (considere que eu sou uma assídua leitora, e claro, extremamente crítica).

Eu não tenho tanto tempo quanto gostaria - aliás, a maioria das minhas postagens tem sido programadas, ou seja, escritas em momento diverso daquele em que são publicadas - e muito menos consigo acompanhar, sequer ler, os blogs que eu sigo. Mas eu nunca me decepciono quando eu tiro um tempinho pra ler algum post de um blog dentre os que eu sigo (e que não são poucos).

Eu queria que o mundo fosse mais justo. Eu queria um mundo mais democrático onde não haveria tantas pessoas talentosas no anonimato e gente medíocre com títulos de notoriedade. Mas é o que tem pra hoje.

E era isso que eu tinha a dizer, estimados amigos da blogsfera: muito obrigada por fazer dessa arte da palavra escrita um pouquinho mais humana, mais calorosa, mais real e mais virtual ao mesmo tempo. Muito obrigada por partilhar das suas vidas comigo, dos seus sentimentos, das suas angústias e júbilos. E claro, muito obrigada pela atenção e dedicação. Muito obrigada por fazer esse mundo virtual melhor. Vejo vocês no próximo post. =)

1 de maio de 2016

Tripalium


Tripálio (em latim: Tripalium) era um instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, no qual os agricultores bateriam o trigo, as espigas de milho, para rasgá-los, esfiapá-los. A maioria dos dicionários, contudo, registra tripálio apenas como instrumento de tortura, o que teria sido originalmente, ou se tornado depois.
Tripálio (do latim tardio "tri" (três) e "palus" (pau) - literalmente, "três paus") é um instrumento romano de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão na forma de uma pirâmide, no qual eram supliciados os escravos. Daí derivou-se o verbo do latim vulgar tripaliare (ou trepaliare), que significava, inicialmente, torturar alguém no tripálio. (Wikipédia)
Mesmo antes de ser associada aos elementos de tortura medieval, trabalhar significava a perda da liberdade. Quem trabalhava em Roma era o escravo; o patrício estava incumbido das atividades políticas. Era também essa a divisão que chegou ao medievo. A sociedade estava dividida entre os bellatores, os oratores e os laboratores. Os primeiros eram os cavaleiros, responsáveis pela guerra (a palavra tem mesma raiz do nosso bélico); os seguintes, oravam; e os últimos trabalhavam. Na prática, esta divisão era social: a nobreza (que depois viria a perder essa característica da guerra), a igreja e os camponeses. (UFRGS)
Muito além de sinônimo de escravidão e tortura, e mais tarde de dignidade, de obrigação moral, o trabalho tem se tornado sinônimo de independência, autonomia, de crescimento. Um trabalhador é tido como aquele que exerce suas atividades laborais de maneira obrigada, pelo simples e mero impulso de sobrevivência, para ter uns trocados no fim do mês e pagar as contas. Já o profissional é aquele que é qualificado, que tem um bom currículo, aquele que tem perspectiva de carreira, de evolução profissional, de ganhar cada vez mais. E, seja qual for o sentido moderno do termo (por mais que ainda tenha grande relação com os sentidos de sua origem etimológica), o trabalho é uma obrigação, não apenas moral, como também legal: 

Art. 59. Entregar-se alguem habitualmente à ociosidade, sendo válido para o trabalho, sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência, ou prover à própria subsistência mediante ocupação ilícita: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses. Parágrafo único. A aquisição superveniente de renda, que assegure ao condenado meios bastantes de subsistência, extingue a pena. (Decreto-Lei 3.688 de 1941)

A sociedade gira em torno do trabalho. Trabalho, no aspecto coletivo, é sinônimo de desenvolvimento nacional ou regional, de geração de riquezas, de progresso. A preocupação maior dos governos sempre são as taxas de desemprego, seja em épocas de recessão ou, pelo contrário, quando os índices de pessoas desocupadas porque alguém as sustenta é preocupante. Os bons governos criam e extinguem impostos para estimular a implantação de indústrias, de comércios.

E, observando todos esses múltiplos aspectos do trabalho, é curioso notar como em determinadas épocas surgem novas profissões e como elas desaparecem. Veja-se que no Brasil não se houve mais falar da profissão de lavadeira, o que era muito comum na época do fim do Império. Também não se houve falar em parteiras, em digitadores, em telefonistas.

Outras profissões, por outro lado, parecem ser eternas, como a de médica, professora, enfermeira, construtor civil.

Pois bem, pessoas da blogsfera, essa longa reflexão é apenas para desejar a todos um feliz dia do trabalhador - inclusive para aqueles que fazem da sua profissão a internet. Ao meu ver esse é um dos poucos feriados nacionais que é provido de um mínimo de sentido e realmente homenageia alguém. O trabalho é força, é crescimento, é riqueza, é dignidade, é vida. Então pessoas, espero que você estejam felizes com o vosso trabalho, e, se não, que encontrem um trabalho que lhes apraza. Vida longa e mãos a obra.

22 de dezembro de 2015

SOS Ciências Humanas

Olá, pessoas. 

Caso eu não tenha alguma nova ideia de postagem para compartilhar com vós antes que termine o ano (eu já tenho bolado algumas), gostaria de partilhar com todos o meu outro blog, SOS Ciências Humanas (http://soscienciashumanas.blogspot.com.br/), onde eu pretendo partilhar textos, artigos e quaisquer coisas de relevantes no mundo acadêmico das ciências humanas, grande parte de minha autoria mas de livre compartilhamento. Ainda está em construção mas espero que seja útil.

Um grande abraço

18 de dezembro de 2015

Por que eu voltei


Olá, pessoas.

Depois de muito, mas muito tempo (nada menos que três anos) eu resolvi reativar esse blog.

E porque eu fiz isso?

Bem, primeiramente, quando eram meados de 2008 e eu criei este blog (e outros antes dele), eu era apenas uma garotinha esperando o ônibus da escola que tinha o prazer de escrever e tempo para escrever abobrinhas e ler o que os outros escreviam.

Mas chegou uma hora que eu enjoei de escrever e ler, além de ter assumido outras responsabilidades, sendo essa a razão pela qual eu "vendi" o blog.

Hoje, depois de anos, eu me deparei com um acervo gigantesco de resumos e trabalhos acadêmicos e livros e filmes e centenas de outras coisas que eu vi que seriam úteis se disponibilizadas livremente na internet através deste blog.

Não faço ideia se os meus antigos amigos e parceiros de blog ainda lembram que essa página existe (o próprio google pediu para eu confirmar a autoria), mas eu prometo que farei o que for preciso para que esta página seja o que era antes (e até melhor).

Se você é meu amiguinho dos meus velhos tempos de blog, por favor deixe um comentário.

Um abraço a todos que perceberam que o blog ressuscitou, desde já agradeço pelo apoio moral, e, por hoje, é tudo.

4 de junho de 2012

Vende-se este blog


Isso mesmo. Uma vez eu vi um "avaliador de sites pessoais", que com base em sabe-se lá que dados ele te dava um valor analisando o endereço do seu domínio. O meu, na época (uns dois anos atrás), deu cinco mil reais; hoje eu acho que valeria, sei lá, uns dez mil... Se você for meu inimigo eu te dou de graça o blog, mas tem que ser hater declarado, okay?

O fato é que eu já não tenho mais saco pra manter um blog. Não sai mais nada de legal da oficina, e quando eu forço sai aquelas coisas bem sem sal. E também não tenho mais saco para conferir a blogsfera; apesar de ainda ter muita gente dedicada e intelectualmente esclarecida, 99% da literatura que eu encontro na internet é estritamente amadora. O autor golpeia golpeia e golpeia mas nunca sai o corte perfeito.

Aliás, esse negócio de literatura hoje em dia é uma lástima. Você nem precisa ler um livro inteiro para ser escritor, basta ter um papai rico e doses generosas de hipocrisia para distribuir. Eu não sei onde é que ficou a nossa avant-garde e o espírito revolucionário, mas não consigo mais encarar o sentimentalismo exagerado à la Clarice Lispector, e nem discussões políticas e sociais acaloradas e vazias.

Enfim... Saturou. Eu era mais feliz lá em 2008, logo que eu creiei o blog, quando eu me contentava com qualquer aventurinha adolescente. Hoje eu tô chata e impaciente demais com tudo, e justamente por isso tô pulando fora. Vou ficar com Ruy Barbosa, por hora. Se me der na louca e eu quiser voltar com esse negócio de blog (eu não sei o que esperar nem de mim mesma) eu faço outro e anuncio aqui pros que sentirem saudades.

Um beijo aos que ficam,

Ana Ruppenthal.

27 de fevereiro de 2012

OFF - F.A.Q.

Uma postagem "em off" aproveitando as baixas do carnaval.

Perguntas frequentes:

1 - Ana, qual a sua idade?
R: Ressalto: eu não tenho 30, 45 ou 11 anos como por vezes perguntam. Nasci em 1993. Calcule. 

2 - Porque você não coloca foto sua?
R: Evitar assédio. Explico: Se só com o nome eu já recebo mil propostas de casamento (e outras coisas que eu prefiro não comentar), imagina se eu mostrar a cara...

3 - Segue o meu blog?
R: Me siga primeiro e eu penso a respeito.

4 - Me segue no twitter?
R: Idem resposta anterior.

5 - Posso lhe adicionar no facebook?
R: Pode. E eu posso não aceitar a solicitação. ;)

6 - Vamos fazer parceria?
R: Veja bem: Eu prefiro "fazer parceria", ou troca de banners ou links com quem eu já fiz uma certa amizade. Então pede pra fazer amizade e eu repenso.

7 - Como posso entrar em contato com você?
R: damnedpoltergeist@yahoo.com

8 - "Comenta lá no meu blog?" "Passa 'lá' depois?"
R: Posso fazer isso, mas eu não disponho de tanto tempo como eu gostaria, e não tenho a habilidade que vocês tem de fazer uma réplica espirituosa à postagem; por isso as chances de eu deixar um comentário bem sem sal numa postagem excelente é astronômica. Fique claro que eu leio todos os comentários e os considero, bem como apago os censuráveis. 

Mais perguntas? Sugestões? Críticas? Comente. =)

3 de janeiro de 2012

Herrar é o Mano


 

 Estive hoje a pesquisar soluções para problemas no blogger, que no que se refere a domínios meus está cada vez mais evidente e absurdo, e encontrei um artigo muito interessante (e muito doido) na Wikipédia sobre a palavra "Error". Fala que erro é diferente de ilusão, falha, gafe, culpa, desvio de conduta, engano, et cetera, porque todos esses são termos para situações específicas em que algo vai fora do comportamento esperado - parece que existe todo um estudo sobre isso, mas nada que designe, por enquanto, uma doutrina em específico. O que a Wikipédia não citou é que um simples erro não é sinônimo de pecado ou crime, mas se você for ver, é como as pessoas encaram, na maioria das vezes. Por exemplo, alguém que fala errado alguma coisa: não é porque essa pessoa disse algo fora das normas da linguagem escrita que ela viola regra nenhuma, porque se trata de linguagem corrente e sofre influências de regionalismos e falta de acesso aos padrões cultos (e isso eu não vi na Wiki, okay?). É normal errar. Quem não erra não aprende. É normal e é saudável. Mas é também normal e nem um pouco saudável só apontar os erros dos outros, numa tentativa inconsciente de disfarçar as frustrações se sentir melhor. É incrível como ninguém te pergunta quantos acertos você já fez antes de te condenarem por um mísero erro. Não te perguntam o quanto você pode aprender com esse erro, simplesmente julgam. Por isso, faça o seguinte: tente, erre, aprenda, corrija (se for competente), aprenda com os erros dos outros, mas não despreze, não julgue e não se autorrecrimine. Não digo para você viver no erro, mas quem não erra é Perfeito. (Existe alguém perfeito? Não? Pois é...).

http://en.wikipedia.org/wiki/Error
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