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9 de fevereiro de 2017

Eu só queria uma música (Episódio II)


Não é que eu realmente tenha algo concreto a vos contar ou que realmente isso se trata de uma postagem em série como nos blogs convencionais. É que eu gosto muito de música. Demais. Quando trabalho, quando estudo, quando dirijo, tomo banho, como, durmo, quando faço tudo eu ouço música, ou quando não é possível eu sempre tenho uma música na cabeça, como se fosse a música de fundo da cena cotidiana em questão. E dependendo da música eu fico refletindo sobre qual seria a mensagem que o compositor queria passar, o que ele estaria vivenciando no momento em que compôs, e não raro me pego tentando encaixar a música em algum momento da vida, prévio ou futuro. Mesmo que seja um trash metal com vocal gutural pesadíssimo e ininteligível; mesmo que seja música pop comercial ordinária; mesmo que seja uma composição clássica pouco conhecida e integralmente instrumental. Mesmo que seja em inglês, espanhol, francês, italiano, húngaro, lituano, russo, guarani ou mesmo português (contanto que a música me prenda, esteja eu compreendendo o que é cantado ou não). Às vezes eu me pego imaginando ou tentando encontrar uma música que se encaixasse no momento presente, nem que esse momento presente tão trivial quanto encontrar alguém conhecido na rua...
Não tinha nada a acrescentar de qualquer forma, mas fica aqui a minha sugestão de música - que por acaso eu já consegui "encaixar" em diversas situações da vida. Oh, Darling - The Beatles. Me sugira uma música também =)

8 de fevereiro de 2017

O preço do Ouro

Esses dias me peguei refletindo: O que faria eu se, como que numa ficção, pudesse optar por ter toda a riqueza e sucesso que eu quisesse sendo que, para isso, eu teria que renunciar ao amor?

O que me trouxe a essa reflexão foi, obviamente, a ficção. Um episódio de uma série intitulada Once upon a time, em que a princesa Cinderela tem de dar seu único filho como pagamento da magia que permitiu que ela conhecesse o príncipe. Ademais, um outro conto, dessa vez mais estritamente mitológico, intitulado O anel dos nibelungos, onde um anão ambicioso também renuncia a todo o amor do mundo para poder roubar um precioso ouro mágico do fundo de um rio. Transcrevendo:

- E se eu lhe disser, anão idiota, que aquele que forjar um anel com o Ouro do Reno poderá vir a ser senhor do universo? - diz Wellgunde, puxando o nariz protuberante de Alberich.
No mesmo instante, as amigas arregalam os olhos para a ninfa indiscreta; em seguida,
arrastam-na para as profundezas do rio, para admoestá-la.
- Vocês está louca, Wellgunde? - diz a loira Flosshilde. - Como pôde revelar o segredo do ouro do Reno a este miserável nibelungo?
- Ora, acalme-se, Flosshilde! - retruca a morena. - Você se esqueceu de que há uma condição para que alguém possa forjar o anel?
No mesmo instante, todas se acalmaram. Sim, há uma condição, que Alberich jamais poderá cumprir - pelo menos elas assim imaginam.
Mas o que elas não sabem é que o anão havia escutado toda a conversa, escondido atrás de um rochedo submerso.
"Condição?! Que condição?...", pensou o anão, intrigado.
De volta à superfície, ele decide voltar à carga.
- E se eu decidir forjar o anel, quem me impedirá? As ninfas riem. Não, ele jamais poderia!
- E por que não? Se jamais poderei, por que não me revelam a razão?
- Porque, para forjar o anel, é preciso antes renunciar ao amor, Alberich! E você não passa de um tolo apaixonado! - diz Wellgunde, passando os braços ao redor do pescoço do anão. - Você estaria disposto a renunciar para sempre ao nosso amor?
Alberich arregala os olhos. No mesmo instante, seu desejo pelas ninfas desaparece.
Desvencilhando-se da ingênua ninfa, ele mergulha até o ouro, esquecido delas e de seu desejo.
Alberich, como todo bom anão, só tem olhos, agora, para o ouro, que faísca diante de seus ávidos olhos. Sim, elas deveriam conhecer melhor a natureza de um verdadeiro nibelungo!
- Ora, a coisa é tão simples assim? - diz Alberich, esfregando as pequeninas mãos. - Pois, sim ou não, que assim seja: a partir deste momento, renuncio para sempre ao Amor e o amaldiçôo eternamente!

Depois de renunciar ao amor, Alberich se torna um cruel tirano. 

Mas retornando ao mundo real, onde escolhas tais não são tão factíveis, eu fico imaginando como seria se a um de nós - seja eu ou você que está lendo - fosse dado essa escolha, qual seria a opção tomada. De fato, a riqueza é um dos maiores valores da nossa sociedade, junto, supostamente, com o amor, mas vamos colocar nessa balança também as desilusões, as mentiras e injustiças que os humanos sofrem e causam. Fosse alguém cansado de sofrer (como a própria Cinderela, metaforicamente), me pergunto se não haveriam muitos que mergulhariam no fundo do rio, sem pensar duas vezes, e renunciariam a todo o amor possível, renunciando, com ele, ao sofrimento e ao descaso humano, atendendo somente ao sucesso, que é tudo o que os humanos (que tanto falam de amor) nos exigem. Eu mesma me pergunto se, caso uma oportunidade dessas me fosse dada, será que eu não me converteria em uma sociopata milionária, ligando o foda-se para todo mundo?

Não, pois eu tenho algumas pessoas com quem me importar, pessoas que precisam de mim e do resto do meu humanismo. A tentação seria grande, mas a ambição desmedida só poderia me conduzir à loucura, enquanto que o amor manteria a sanidade intacta e os últimos vínculos com tudo o que há de mais humano. Tal foi a minha reflexão, pois. E você, o que faria?



11 de outubro de 2016

Noite e Dia - Virginia Woolf (Resenha)


Pois bem, respeitáveis internautas. Sempre que eu trago uma resenha, busco dar uma prévia da história, dar a minha própria crítica e fazer as minhas recomendações acerca de que tipo de leitor talvez apreciasse ou não a obra - tudo isso sem, contudo, dar spoilers. Na obra de hoje, contudo, isso vai ficar um pouquinho mais difícil.

Mas não se preocupe, não terá spoilers.

Primeiramente, uma prévia da autora: Virginia Woolf viveu entre 188 e 1941, nasceu na Inglaterra e tinha um pai que apreciava deveras a literatura - o que influenciou fortemente na sua formação, e isso me parece ser um traço biográfico na obra objeto desta resenha. Sua literatura é classificada como modernista, o que me parece correto, visto que ela faz vasta referência, na obra, a grupos de discussão e reforma política; mas por outro lado, em algumas passagens ela segue um estilo de escrita clássico - seguindo a literatura vitoriana, como ela mesma faz referência.

No que concerne à obra, confesso que não atendeu às minhas expectativas, sem, ainda assim, me decepcionar. A começar pelo fato de ser de uma das escritoras mais aclamadas da literatura inglesa (por escritoras, devo frisar, quero dizer entre as mulheres na literatura inglesa), me fez esperar uma obra fantástica - o que não foi o caso. Pode ser pelo fato de não ser uma das obras primas dela, mas, de todo o caso, não me parece o seu melhor trabalho.

Primeiramente, pela técnica ou estilo. A autora se afunda em descrições meticulosas não dos cenários ou das personagens, mas sim das mentes dos personagens. Quero dizer que, a cada vez que a autora chega em uma personagem, vai até as mais recônditas profundezas da alma dessa pessoa, desvendando seus sentimentos, características e ideais; demonstra uma habilidade espetacular, obviamente, mas isso torna a leitura pesada e cansativa.

Tudo bem até aí. Pode ser apenas uma questão de estilo explicável pelo fato de ser uma escritora com forte influência de autores clássicos, como Shakespeare e Hathaway (por isso eu não recomendo para quem não esteja acostumado a ler clássicos). Mas o enredo também me pareceu denso e confuso.

Quanto ao enredo, vamos a ele: A trama se passa em torno da vida de Katharine Hilbery, neta de um famoso poeta inglês e filha de um casal que na nossa cultura seria equivalente à classe alta, mas na cultura inglesa do período essa condição social implicava em rijos padrões de comportamento e costumes, de modo que o romance começa justamente com Katherine recebendo pessoas mais velhas em sua casa para o chá das cinco, típico costume inglês. E logo de cara (depois de uma breve digressão psicológica de Katherine) entra em cena Ralph Denham, jovem advogado que trabalhava com o seu pai e que foi convidado para o chá nesse domingo, a quem Katherine insta mostrar as relíquias de seu avô poeta - e é aí que a trama começa.

Digamos que o cerne do romance é basicamente os encontros e desencontros das personagens - alguns com a literatura, como no caso da mãe da Katherine, outros com amores e pessoas, ou, no caso da própria Katherine, por ela mesma, encontro esse que ela teve justamente ao encontrar o amor.

É uma leitura muito bonita, mas não digo que é um livro apto a satisfazer ânsias românticas de quem aprecia histórias de amor. Tem algumas críticas à sociedade da época, mas eu entendo que é melhor não fazer referência a isso para não incidir em um odioso spoiler (o aspecto social em crítica parece ir de encontro diretamente ao cerne da vida da personagem). Algo que me parece digno de destaque, sem embargo, é o fato de que a autora parece apreciar oscilar entre as visões femininas e masculinas de uma situação, sem confrontá-las ou sequer criticá-las. E claro, é uma leitura riquíssima, que eu recomendo principalmente para quem está farto de ser presenteada com best sellers estúpidos e quer levar a sua mente para um novo grau de crítica (daí a dificuldade da leitura).

9 de setembro de 2016

Escrevinhar



Tá muito frio aqui. Faz anos, aliás, que não vemos um inverno tão rigoroso - e deprimente, posto que além do frio chove constantemente. Minhas mãos doem. Não sei se é o movimento repetitivo cada vez mais constante ou se é o frio que deixa minhas mãos sensíveis. Realmente não sei. Não as descanso, porém; preciso de trabalho árduo, pois sinto como se a minha redação nunca fosse boa o suficiente. Nunca consigo me expressar com toda a clareza e precisão que gostaria; não encontro os termos que procuro intuitivamente, faço delongas desnecessárias, me perco nas minhas próprias palavras. Parece que eu não chego no ponto. Às vezes eu queria ser outra pessoa, ter um alter ego, só para poder fazer uma revisão crítica de mim mesma; poder enxergar as falhas e omissões que eu não vejo, e ver aquilo que poderia ser melhorado. Minha técnica é imperfeita. Faz frio, as pontas e as juntas dos meus dedos indicadores e médios doem, e eu por vezes me levanto e dou voltas pra ver se consigo encontrar a precisão terminológica, o ponto exato. Faz frio, e eu não me canso de escrevinhar.

17 de agosto de 2016

O Mapa do Tempo - Felix J. Palma (Resenha)



Olá, pessoas da blogsfera. Depois de séculos postando apenas abobrinhas sentimentais, eu volto a trazer uma postagem supostamente útil: Resenha.

Eu tenho uma convicção, não mais tão segura, de que os autores modernos não são lá os melhores. Nos clássicos nós encontramos enredos coerentes, personagens bem construídos, clímax, alegorias, vocabulários ricos e estilos literários dos mais diversos, enquanto que os autores modernos tendem a escrever qualquer bobagem para vender para leitores com pouco senso crítico - o que torna mais difícil encontrar bons livros.

Mas a obra que é objeto desta resenha é uma das raras exceções - acho que uma das três dentre, sei lá, uns duzentos.

O Mapa do Tempo foi um desses livros que eu, como muita gente, comprei em alguma promoção ou feira literária junto com uns outros dez e deixei ali na minha estante, esquecido por anos, até que, aproximando-se o ilustre ano de 2016, eu me propus como meta ler preferencialmente os meus próprios livros em vez de pegar emprestados de amigos e bibliotecas ou baixar da internet (legalmente ou não, f0d4-s3) - e sim, tenho cumprido muito bem essa missão.

Até que eu, realmente descrente da vida e da literatura, depois de terminar um livro péssimo e decepcionante, peguei aleatoriamente um livro na minha estante. E creiam-me, pessoas, que na minha vida os melhores livros são aqueles que nós pegamos aleatoriamente.

Com O Mapa do Tempo, foi emoção da primeira página até a última. Me fez voltar à adolescência, quando eu virava as madrugadas lendo - coisa que hoje não posso fazer por não dispor de tanto tempo assim. É uma trama que captura você, que lhe hipnotiza e seduz. Teve momentos que eu quis gritar, que meu coração ficava disparado como se eu estivesse vendo pessoalmente as tretas que se passavam no livro. O autor faz milhares de reviravoltas, oscila de um cenário para outro e com muita maestria, engana o leitor, ludibria a gente com cenários que outrora pareciam verídicos como também chega a um ponto em que você simplesmente não pode acreditar que algo vai acontecer - e por fim acontece.

Feito o meu apaixonado testemunho, vamos à trama (sem spoilers):

O livro é dividido em duas partes: a primeira, que gira em torno da vida de Andrew Harrington, um jovem rico e de boa família, e sua amada, Marie Kelly, uma prostituta do subúrbio; e a segunda, que se passa em torno da vida de Claire Haggerty, uma jovem muito a frente do seu tempo que também vive uma história de amor, mas narrar essa história, ainda que superficialmente, seria dar um spoiler maldoso. Ambos vivem na cidade de Londres, no ano de 1888; as tramas não se comunicam diretamente entre si, mas o autor, com uma hábil alfaiataria literária, costura ambas as tramas indiretamente com a presença do escritor H. G. Wells - que, ora é personagem secundário, ora é personagem principal; ora só está ali para dar uma ajudinha, ora se compromete por inteiro.

No quesito qualidade literária, acho que o único ponto fraco foi o começo, bem nas primeiras páginas, ser de uma escrita tão comum que dificilmente iria prender um leitor mais crítico que não estivesse bem determinado (como não era o meu caso). Fora isso, me parece que tem um enredo excelente, ainda que muito pitoresco e incomum (no sentido de fantasioso e até mesmo fantástico), tem excelente construção dos personagens e é bem fiel ao cenário londrino do final do século XVIII, mesmo com um toque de ficção. A criatividade do autor suplanta um 90% de todos os outros autores que eu já tenha lido, mesmo aqueles que eu considere os melhores.

Outro aspecto que me cativou foi que o autor se preocupou em humanizar os personagens, não se adstringindo a um odiável moralismo vazio - falha essa que muitos, mas muitos autores e gente que se diz entender de literatura comete. As personagens, das principais até as figurantes, tem evidenciado os seus aspectos bons ou ruins, e todo o sofrimento e trajeto de vida que fizeram-nas se tornar o que são, aceitos ou rejeitados pela sociedade.

Mas como nem tudo que é bom dura para sempre, o livro tem apenas 470 páginas e eu cheguei à última, feliz porque o livro não apenas supriu mas foi além dos meus anseios, como também deprimida, porque acabou. Dada a alta qualidade literária, eu estou muito propensa a buscar outros livros do autor, ou até mesmo reler esse mesmo livro, coisa que eu nunca fiz. É um livro que eu recomendo para absolutamente todas as pessoas que vierem me pedir sugestão de livros, alertando, contudo, que tem cenas um tanto quanto fortes. Sem dúvida, um dos melhores que eu já li em toda a minha vida.

1 de agosto de 2016

Escolhas


É duro... Chega um ponto em que a situação fica insustentável, pesada demais, e você tem que sacrificar algo que você ama, pois já foi difícil levar até ali... Não foi sem pensar duas, cem, mil vezes antes. Não foi sem sopesar todas as possibilidades. Mas existem prioridades, e existem coisas que, por mais que doa, tem que ser deixadas de lado, ainda que momentaneamente. E eu deixo, cabisbaixa, aflita, com uma sensação de perda, mas sem olhar para trás, sem titubear, sem, contudo, saber qual será a minha próxima certeza daqui pra frente.

22 de julho de 2016

TPM



Data marcada pra ter uma vontade quase incontrolável de esfaquear os inimigos.

Além de pensar NELE:




19 de julho de 2016

Sorte



Go hard or go home.

Meu medo não é de fracassar, pois eu confio que meus esforços foram e têm sido progressivos; o medo é perder para esse fator adverso incontrolável. Não quero contar com a sorte, nem positivamente, a não ser que ela venha apenas incrementar o que eu já construí. Só quero ir para a etapa a seguir se for por mérito, pela minha longa e obstinada dedicação.

Não quero nada de graça.

15 de julho de 2016

Cansada




Queria poder me deitar um pouco, encostar a cabeça no travesseiro e relaxar. Ler ou assistir qualquer coisa boa o suficiente para me tirar virtualmente daqui. Queria ao menos poder aliviar dos meus músculos essa sensação de fraqueza, de que me faltam as forças... Mas eu tenho tanto a fazer, tanto, mas tanto, que a mera perspectiva de parar por um instante parece um crime. E eu só queria um café.

14 de julho de 2016

Tempo


Eu contabilizo o tempo pelos meus devaneios. Uma lufada de ar me trás tantas lembranças... Como há uma ano atrás, quando o clima estava exatamente como hoje: esse clima, esse tempo idêntico me faz lembrar do ano passado, de como eu me sentia, mas também do ano anterior, e de outras épocas, sendo um vendaval de sensações e lembranças na mesma brisa. Queria conseguir ser mais sincera com o que eu sinto, em vez de atropelar tudo, fingir que sentimentos tão tenros não estão ali. Queria poder apreciar cada exígua sensação com o maior deleite. Queria pode dissolver essa divisão do tempo que separa as minhas lembranças e sensações. Mas eu não posso. Não posso apagar todos os ponteiros de relógios, todos os calendários, todos os cronômetros e demais parafernálias que aprisionam a vida no desconhecimento da liberdade. Da mesma maneira que não posso sair e apreciar o tímido calor do sol no meio do inverno, tendo que me limitar a olhar de dentro de uma clausura fria e úmida. Tão sinestésico que não faz sentido, e você sente isso tudo numa fração de segundos. Bem. Acabou. Até amanhã.

5 de julho de 2016

Contagem regressiva



Não tenho muito a dizer dessa vez. Está quase chegando a minha vez na batalha, e eu creio que eu deva me abster desse recanto virtual, ao menos temporariamente. Mas não se preocupe: vou me retirar apenas para aquecer, porque eu me creio plenamente apta. Estamos quase lá, todos nós. É apenas uma questão de dias...

28 de maio de 2016

Amor de Perdição - Camilo Castelo Branco (Resenha e crítica)


 Eis um clássico da língua portuguesa muito cobrado em provas de vestibulares. Pertencente à tradição do romantismo português (Século XVIII, com influência da Revolução Francesa notável na obra), tem todo aquele contexto familiar extremamente tradicional, típico da época em que a trama se passa (1862).

Bom para aqueles que gostam de histórias de amor; mas não tão bom assim para aqueles que não gostam de finais trágicos.

Na minha singela opinião, a obra não faz jus ao título de clássico. Não tem boa construção de enredo e nem sequer dos personagens - que têm um comportamento inconstante e não seguem o perfil inicialmente proposto pelo autor. Na mesma linha, a obra se atém a um moralismo exagerado, até mesmo para a época - o que é explicável apenas pela escola ou tradição literária a que pertence o autor (o Romantismo tardio, ou ultrarromantismo, em Portugal), cujas características são, justamente, a negação da realidade, o apego a valores ultrapassados, paixões exageradas e inatingíveis (como no caso do livro).

Eis um clássico muito decepcionante.

MAS, ao meu ver, se o livro tivesse passado, na época, pelo crivo de um leitor crítico, o resultado teria sido mil vezes melhor, pois a essência da estória, nota-se, é boa.

É, basicamente, a estória de amor de Simão e Tereza, dois jovens pertencentes a famílias rivais. Assim, tendo, além de uma certa distância entre os dois, a total desaprovação das famílias, o casal apaixonado luta com todas as forças pelo seu amor. Tereza, já prometida para outro, é internada em um convento, depois de se recusar a casar; Simão, envolvido com uma briga na qual acaba baleando o primo de Tereza, para quem ela era prometida, é condenado ao exílio, depois de permanecer por muito tempo preso, graças à influência de seu pai (caso contrário a pena seria a morte).

Se você gosta de livros estupendos de tão bons, não procure esse livro.

Nota: 6 / 10

30 de dezembro de 2015

Partir


Vontade de simplesmente largar tudo e ir embora. Dar às costas a tudo e todos, a esse mundo que eu conheço e sumir, e nunca mais voltar.

Que vontade de me aventurar inconsequentemente.

Que vontade de algo novo, inimaginável.

Ficar me aventurando eternamente, sendo minha coragem e sede de aventura tudo o que eu preciso.

Ah, como eu queria ir embora.

12 de janeiro de 2012

Imortais



Sem apelar para atores mais carismáticos como Orlando Bloon ou Russel Crowe, os produtores de "300" conseguiram fazer mais um filme epicamente sangrento. Nessa trama, o heroi Teseu é escolhido para proteger a humanidade de uma guerra que vai muito além desse mundo, tendo como cenário a antiga Grécia. Em dados momentos os próprios deuses do Olimpo descem das nuvens para lutar no "corpo a corpo" em suas armaduras relusentes ora para auxiliar o guerreiro ora para combater os titãs (que nesse filme mais parecem um bando de vampiros-zumbis). Teseu, retratado no filme como um camponês com potencial, é o eleito de Zeus. No que se refere à famosa mitologia grega os diretores viajaram um pouco e exageraram na computação gráfica, mas fica a dica para quem aprecia o gênero. Estrelando Henry Cavill, o filme foi lançado em 2011, mas ainda está nos cinemas.

 (Clique aqui para ver o trailer)
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