31 de janeiro de 2017

Tristesa


Wake up!
Grab a brush and put a little makeup
Hide the scars to fade away the shake up
Why'd you leave the keys up on the table?
Here you go, create another fable

Levantar da cama tem sido o maior desafio todos os dias, por mais que eu saiba que não posso ficar deitada o tempo todo. Não sinto mais ânimo em tocar a vida... Coloco a melhor roupa, o melhor vestido como se eu realmente me sentisse feliz com isso. Preciso, a todo custo, ocultar esse sentimento. Talvez uma maquiagem bem feita esconda o susto e o desamparo que a vida tem me dado nos aspectos que eu menos esperava. Não tenho grana e o começo da carreira é sórdido, e os meus amigos, todos, parecem ter me abandonado. Me pergunto se é que eu algum dia realmente tive amigos, ou se todos esses que eu considerava amigos só mantinham alguma relação estritamente cordial enquanto tinham algum interesse. Terapias não ajudam em nada... Ademais, a friendzone parece ser ainda pior que os círculos do Inferno de Dante. Uma pessoa que você estima e nem sequer lembra seu nome, mas quer te usar como step. Típico conto do vigário, no qual já não é a primeira vez que eu caio. Sonho com o dia em que serei lembrada por algo singelo e não apenas por favores ou dinheiro. Mas espero não ter que acordar tão logo em seguida...

30 de janeiro de 2017

Desventuras em Série - Lemony Snicket (Resenha)

Desventuras em série é uma colecção de treze livros que narra a desafortunada jornada de trêz irmãos, que ao perder os pais, passam a viver na beira do perigo. Escrita por Daniel Handler, sob pseudônimo de Lemony Snicket, o primeiro livro foi lançado em 1999.

VioletKlaus e Sunny Baudelaire, os três irmãos recém-órfãos, vivem literalmente uma série de desventuras, vivendo em lugares diferentes, com pessoas diferentes e até mesmo sozinhos. Para fugir do conde Olaf, o terrível vilão que quer por as mãos em sua fortuna, tendo apenas um ao outro, os irmãos descobrem amigos, inimigos, amores, mistérios, segredos e bibliotecas por onde passam, e cada um com sua habilidade e muitas vezes com a ajuda dos livros, conseguem escapar das armadilhas planeadas por conde Olaf.

É indicada para todas as idades, crianças, jovem, adultos. Por ter os três personagens principais crianças, a série é mais procurada por crianças e adolescentes. Sem a magia e ficção encontrada em Harry Potter, a série mostra como o mundo pode ser vil e perigoso (e bom também) sem apelar para a vulgaridade.

A série se tornou um filme, estreado em Dezembro de 2004, com Jim Carrey (como conde Olaf), retratando os eventos dos três primeiros livros.

28 de janeiro de 2017

Escritalhada

Antes de mais nada, as introduções: Miguel Oliveira. Prazer meus caros leitores e Escritalhada (https://area-escritalhada.blogspot.com.br/) é o meu blog.

É muito difícil começar. Todos nós viemos de algum lado. Nascemos, crescemos, começamos de novo a viver em algumas etapas durante a vida.

Construir relações, terminá-las e começar novas.

Escolarmente falando, todos os anos iniciamos um novo ano cheio de desafios até vir a Universidade que complica tudo a cada semestre.

A própria vida não passa senão de um tiro no escuro, pois para ter sucesso em seja o que for, temos de começar em sair da zona de conforto e trabalhar os dias que forem precisos para que funcione. Podemos estar a falar na criação de uma empresa com as nossas próprias mãos.

Há sempre uma primeira vez para tudo. Falando nas relações afetivas, o primeiro beijo, o primeiro inocente e inexperiente namoro, lá para a frente a incerteza do casamento e o desafio do primeiro filho.

Quem fala em ter filhos, fala em escrever e publicar o primeiro livro, pois é um produto vindo de dentro da nossa pessoa.

A vida é feita de começos e todos os dias há algo diferente, esperando que algo se crie.
E assim acabei a primeira leva de “guests posts” neste blog! Foi um começo difícil…

Miguel Oliveira

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Essa postagem, como já mencionado no início, resulta da parceria à la Guest post com o digníssimo blogueiro portuga Miguel Oliveira do blog Escritalhada (daí a temática e nome do post), ao qual eu vos convoco a visitar por ter postagem de minha autoria com o nome deste finíssimo e ilustríssimo blog. Vai lá: https://area-escritalhada.blogspot.com.br/

23 de janeiro de 2017

Eu só queria um café



O mundo está tão cheio de livros mas grande parte deles não te estimula a sair da primeira página. Não nego que há muitos bons livros mas esses devem estar  bem escondidos atrás dos mais caros, com a melhor edição, capa mais pomposa. Os melhores não devem estar em e-book, circulando pela internet, para download em um blog. Não! Não querendo dizer que esses não sejam bons - não sei - mas eu busco algo... Diferente. Algo que não se faça com tanto esmero no século XXI. Um que não tenha vocabulário lugar-comum de best seller. Um que não tenha personagens mesquinhos mas que também não sejam perfeitos. Um que mostre não (só) os altos níveis intelectuais do autor; um que mostrasse uma brechinha da alma do mesmo. É pedir muito? Aquele livro que te prende, te vicia, te faz querer viver para ler as suas páginas antes de mais um gole de café - cadê? Aquele que marca a história, aquele que muda a sua vida. Aquele que te deixe triste quando acaba - não por o final em si ter sido ruim - mas pelo fato de ter chegado a última linha da última página e o encanto acabou. Que droga. E quando esse acaba, será que eu vou encontrar outro? Bem... Não sei se é a minha mente lunática, mas eu vou atrás de outro bom livro para ler como se fosse o último da minha vida. Mais um café, por favor.


Publicado originalmente em 15/08/2011.

20 de janeiro de 2017

Platônico



Platão morreu sem ter noção do significado que nas gerações posteriores seria atribuído ao seu nome. Eu acho que tal conceito alcançou uma dimensão mais avassaladora do que o filósofo poderia imaginar. O ideal, o perfeito, o belo... Você sabe como é isso na prática? Saiba que não é algo que com facilidade você ilustra com palavras. Pensa: você passou a infância sonhando com super-poderes e de repente você descobre que tem a habilidade de ser invisível e isso não é tão maravilhoso como parecia. De repente você descobre o ideal, o perfeito, o belo, mas não pode atingi-lo. Na sua condição de invisível, você pode somente observar com os olhos de um faminto que observa o banquete dos deuses... Você nunca vai alcançá-lo. Nunca. Jamais. Eis o fardo que você terá de carregar. E se você alcançá-lo - não, não tente alcança-lo, desista. Se você alcançá-lo ele não será mais ideal, perfeito, belo, e você descobrirá que o príncipe não é tão encantado como prometia. Ah, que droga.

Publicado originalmente em 2011.

16 de janeiro de 2017

100 tempo




Já não tenho mais a habilidade de fixar fisionomias e nomes... Na verdade eu nunca tive, mas hoje eu chego ao extremo de só lembrar o meu próprio nome; o resto eu confundo tudo... Alguém que eu nunca vi na minha vida me cumprimenta e sabe meu nome, me pergunta como vão as coisas... Quase não sei a diferença entre Um e Todo Mundo... Mas os aniversários eu lembro... Prazos, vencimentos, inícios e encerramentos - datas eu lembro... Enfim... Ops, me atrasei.

14 de janeiro de 2017

Tempestade e Ímpeto


Para uma grande amante de literatura como eu, esse movimento literário alemão do século XVIII - sturm und drang - é um delírio, em vários sentidos. Pois veja que a sua proposta é justamente algo impraticável: a abdicação da razão em prol dos sentimentos, ora sentimentos puros e ingênuos, ora sentimentos maiores e nobres, e não raro sentimentos mesquinhos e torpes. Tudo depende da ótica. Mas o que eu mais gosto é do romance - e por romance eu quero dizer história de amor - da época: caracterizado por um sofrimento e angústia extremos, geralmente fadadas à morte. O amor parece um erro, um pecado, um crime capital. Mas, de qualquer forma, essas visões romantizadas, puritanas e fantasistas são interessantes justamente quando entrechocadas com a realidade - a nossa realidade do século XXI e a realidade dos próprios autores, de quatro séculos atrás, posto que o mundo nunca foi tão assim bonitinho. Amor, ah, o amor. É interessante como fenômeno social, mas como questão rotineira e pessoal você se pergunta se realmente existe. Repare que nunca dá pra falar em sentimentos no aspecto social sem se relacionar com milhares de estigmas e dogmas e comportamentos socialmente esperados. Não seria, então, apenas um instinto humano de afeto, que pode se relacionar de milhares de formas - muito além do amor romântico? Eu não sei mais. Uma hora a gente fica descrente e até indiferente, apática. Não querendo mais saber dessas mentiras moralizantes que nos contaram por séculos. Dizem que amor é expressado nas famílias, mas o que eu mais vejo é famílias inteiras brigando selvagemente. E, por outro lado, o amor ao trabalho, ao conhecimento, à natureza e a qualquer outra coisa que não seres humanos me parece muito mais puro e tenro. Na verdade, eu não sei o que é o amor. Ninguém sabe. É interessante vê-lo trabalhado na concepção artística de movimentos literários, mas na essência ninguém capta, ninguém explica. Pois veja: afora as tempestades e os ímpetos, a nobreza de espírito, o egoísmo e os instintos humanos, o que é o amor?

11 de janeiro de 2017

Sobre o que atualizar?



Sem discurso de começo de ano, não vejo utilidade nisso. A questão é que me pediram para atualizar com mais frequência e eu disse que faria o possível, me disseram que qualquer coisa que eu escrevesse, qualquer coisa mesmo, ficaria bom, e eu acreditei, mas... Escrever qualquer coisa ao meu ver é o mesmo que colocar uma roda em cima de uma banqueta e afirmar que aquilo é arte e querer ser bem aceito.  Férias, férias, férias. São cáusticas, e eu não sei quando elas vão acabar. É horrível ter que ficar o dia inteiro tentando arranjar algo para fazer. Parece que nenhum livro é bom, as músicas enjoam, as pessoas enjoam. Quando a oficina fica estática por muito tempo ela começa ficar propensa ao mal... Dessa vez eu não arranjei nenhuma figura para encher linguiça em postagens breves como eu já fiz outras vezes, nem uma frase clichê, nada. Ausência completa de alternativas descartáveis. Só eu e a minha mente, num monólogo intermitente. Eu queria saber fazer poemas, mas eu sou muito desorganizada para construir versinhos. Eu queria ser ourives e fazer peixinhos de ouro. Eu queria é voar!... Voltando: Terminando, na verdade: Daqui uns dias eu vou achar essa publicação um estrume e vou apagar, como eu faço na maioria das vezes. Pronto, pronto; já escrevi qualquer coisa que você queria, agora tchau.
Sobreviva mais um ano  Tenha um bom ano.

Publicado originalmente em 2010.

5 de janeiro de 2017

Procras...

Procrastinação: ato ou efeito de adiar, de postergar. Preguiça. Moleza de espírito. É aquilo que você sente quando você não tem nada para fazer e ainda assim não quer ter algo para fazer, ou, pior ainda, quando você tem milhares de coisas a fazer e quer se ver livre de tudo, espontaneamente alérgico a rotinas e obrigações. Não que o que você faça e o ritmo que você leve sejam obrigatórios; você faz se você quiser, mas se você não fizer você se ferra. Nessas horas você se arrepende de não cursar mais a sétima série e ter rezado tanto para se formar... É um tédio passivo, um estoicismo vadio. Ojeriza. Indisposição, descrença egoísta, ócio destrutivo. Se você considera a morte não é que você seja depressivo mas sim que você tem preguiça de viver. Ah. E de que me adianta saber tudo isso? Não sei. Eu tenho muitas coisas a fazer, mas até de terminar esse texto eu tenho preguiça. (Que feio).


Publicado originalmente em 26/11/11.
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