31 de outubro de 2016

Grana$


Ahh, a vida adulta. Nunca quis chegar até aqui. Acordar cedo, trabalhar, perder horas no trânsito, me estressar... Parece um ciclo tão obrigatório quanto o ciclo da vida: nascer, crescer, envelhecer e morrer. Parte da vida adulta consiste justamente em cair no mundo e se virar. Somos obrigadas a nos submeter. E eu aqui, como qualquer pessoa, triste por não poder ser exceção a essa sórdida regra, morrendo de vontade de pedir demissão, ansiando por me tornar alguém diferente e fazer fortuna com uma ideia extraordinária. Mas não. Até agora só me provei uma pessoa a mais, sem nada a acrescentar, e, como todo mundo, sonhando lunaticamente com rios de dinheiro.

27 de outubro de 2016

Reforma



Pois bem, admiráveis internautas. Infelizmente eu não tenho o feedback todo expresso em comentários que eu gostaria, mas eu vou propor algumas mudanças aqui nesse espaço virtual, que algumas pessoas já vinham sugerindo ou eu já tinha visto como recomendável em algum lugar ou outro. Já passou da hora, aliás, de repaginar as ideias. Vamos lá:

- Sim, eu vou mudar de layout - assim que eu tiver tempo para isso (o que está difícil ultimamente); mas aceito sugestões nesse ínterim;

- E sim, vou "responder" a todos os comentários e vou visitar os seus vossos respectivos blgs, só não prometo que farei isso imediatamente e nem me comprometo a seguir (e claro, a minha resposta/visita vai ser do mesmo nível que o seu comentário/visita; então se você comentar algo na linha de "oi, legal seu blog, passa lá no meu", a minha resposta será algo como "oi, legal seu blog tb, bjs");

- Não, não pretendo ter um domínio particular do tipo ".com", por mais que eu tenha condições para isso. Sinto que o domínio ".blogspot" é mais amador e é justamente o amadorismo que eu aprecio na blogsfera;

- Quanto a "parcerias", não faço mais isso. Os blogs que eu recomendo aqui na barra da direita são aqueles que eu realmente aprecio e acompanho, sem compromisso com os seus respectivos autores. Posso mudar de ideia futuramente com relação a isso, mas por hora eu não preciso tão urgentemente aumentar o fluxo de visitas.

- Tenho redes sociais e as acesso esporadicamente, mas como eu já disse em alguma postagem anterior, eu evito investir muito tempo nelas. De vez em quando posso até fazer alguma publicidade via instagram/facebook, mas não espere muito fluxo não;

- Faço sim postagens sobre o que me sugerirem, contanto que tenha sugestões; enquanto não tiver vou escrever sobre o que me der na telha e seguirei acreditando que está bom. Tinha até pensado em mudar o estilo de postagem mas por agora não tenho nem ideia de como "mudar" (se é que eu ou qualquer pessoa realmente consegue mudar o seu estilo de escrita).

- Se você tem um blog/site do estilo literário (de resenhas de livros/filmes, de publicações pessoais amadoras ou não, de eventos literários et cetera), deixe um comentário que eu darei especial atenção, pois esse é o tipo de blog que eu mais gosto ♥

Era o que eu tinha para hoje.
Bjs flw vlw tchau.

24 de outubro de 2016

Monografia (Episódio IX)



O prazo está apertando, e o meu orientador não diz nada mais. Eu tenho medo de estar a escrever um milhão de coisas desconexas e sem sentido, na ânsia de fazer um bom trabalho. De início eu senti raiva, depois eu senti satisfação, e em seguida sentia-me cansada; agora, eu sinto medo, um frio na barriga e um calafrio - uma saudável adrenalina. Depois de todo um ano, agora só falta um mês - um mês apenas e parece que eu mal comecei. Um mês e eu enfrento a banca; um mês e acabou. Mas agora mesmo ainda tenho muito a ser feito, então, excuse-me...

16 de outubro de 2016

Cansei de ser sociável

Redes sociais definitivamente não são minha praia. Não me faz bem perder tempo com bobagens sensacionalistas amplamente compartilhadas e nem com misérias das vidas alheias. Tenho muito trabalho a fazer, livros a ler, lugares para ir, muita necessidade de malhar, organizar meus armários, planejar aspectos de um futuro imediato, et cetera. Paulatinamente vou excluindo ou abandonando um a um dos aplicativos, cortando a linha de internet da operadora e me abstendo de usar a internet sem fio. Eu quero viver. Sem mais milhares de fotos do "look" do dia, sem mais fotos dos livros (levava mais tempo tirando fotos do que lendo), sem mais fotos de comidas e bebidas, sem mais propagandas me induzindo a consumir. Sem mais nada disso, obrigada. Mudei a senha do facebook para alguma senha gerada automaticamente, imprimi essa senha em um papel, coloquei numa garrafa e atirei para longe: bye bye baby. E de qualquer forma, eu sempre serei a melhor pessoa que você vai encontrar para conversar: sempre bem disposta, mais intelectualizada do que a média (eu realmente leio e não simplesmente compartilho), sou capaz de olhar nos seus olhos durante a conversa como que o tempo todo e lhe ouvir - se é que isso realmente vai lhe importar.

11 de outubro de 2016

Noite e Dia - Virginia Woolf (Resenha)


Pois bem, respeitáveis internautas. Sempre que eu trago uma resenha, busco dar uma prévia da história, dar a minha própria crítica e fazer as minhas recomendações acerca de que tipo de leitor talvez apreciasse ou não a obra - tudo isso sem, contudo, dar spoilers. Na obra de hoje, contudo, isso vai ficar um pouquinho mais difícil.

Mas não se preocupe, não terá spoilers.

Primeiramente, uma prévia da autora: Virginia Woolf viveu entre 188 e 1941, nasceu na Inglaterra e tinha um pai que apreciava deveras a literatura - o que influenciou fortemente na sua formação, e isso me parece ser um traço biográfico na obra objeto desta resenha. Sua literatura é classificada como modernista, o que me parece correto, visto que ela faz vasta referência, na obra, a grupos de discussão e reforma política; mas por outro lado, em algumas passagens ela segue um estilo de escrita clássico - seguindo a literatura vitoriana, como ela mesma faz referência.

No que concerne à obra, confesso que não atendeu às minhas expectativas, sem, ainda assim, me decepcionar. A começar pelo fato de ser de uma das escritoras mais aclamadas da literatura inglesa (por escritoras, devo frisar, quero dizer entre as mulheres na literatura inglesa), me fez esperar uma obra fantástica - o que não foi o caso. Pode ser pelo fato de não ser uma das obras primas dela, mas, de todo o caso, não me parece o seu melhor trabalho.

Primeiramente, pela técnica ou estilo. A autora se afunda em descrições meticulosas não dos cenários ou das personagens, mas sim das mentes dos personagens. Quero dizer que, a cada vez que a autora chega em uma personagem, vai até as mais recônditas profundezas da alma dessa pessoa, desvendando seus sentimentos, características e ideais; demonstra uma habilidade espetacular, obviamente, mas isso torna a leitura pesada e cansativa.

Tudo bem até aí. Pode ser apenas uma questão de estilo explicável pelo fato de ser uma escritora com forte influência de autores clássicos, como Shakespeare e Hathaway (por isso eu não recomendo para quem não esteja acostumado a ler clássicos). Mas o enredo também me pareceu denso e confuso.

Quanto ao enredo, vamos a ele: A trama se passa em torno da vida de Katharine Hilbery, neta de um famoso poeta inglês e filha de um casal que na nossa cultura seria equivalente à classe alta, mas na cultura inglesa do período essa condição social implicava em rijos padrões de comportamento e costumes, de modo que o romance começa justamente com Katherine recebendo pessoas mais velhas em sua casa para o chá das cinco, típico costume inglês. E logo de cara (depois de uma breve digressão psicológica de Katherine) entra em cena Ralph Denham, jovem advogado que trabalhava com o seu pai e que foi convidado para o chá nesse domingo, a quem Katherine insta mostrar as relíquias de seu avô poeta - e é aí que a trama começa.

Digamos que o cerne do romance é basicamente os encontros e desencontros das personagens - alguns com a literatura, como no caso da mãe da Katherine, outros com amores e pessoas, ou, no caso da própria Katherine, por ela mesma, encontro esse que ela teve justamente ao encontrar o amor.

É uma leitura muito bonita, mas não digo que é um livro apto a satisfazer ânsias românticas de quem aprecia histórias de amor. Tem algumas críticas à sociedade da época, mas eu entendo que é melhor não fazer referência a isso para não incidir em um odioso spoiler (o aspecto social em crítica parece ir de encontro diretamente ao cerne da vida da personagem). Algo que me parece digno de destaque, sem embargo, é o fato de que a autora parece apreciar oscilar entre as visões femininas e masculinas de uma situação, sem confrontá-las ou sequer criticá-las. E claro, é uma leitura riquíssima, que eu recomendo principalmente para quem está farto de ser presenteada com best sellers estúpidos e quer levar a sua mente para um novo grau de crítica (daí a dificuldade da leitura).

9 de outubro de 2016

Friendzone



Aquele falso discurso todo moralista, todo religioso de respeito e de ética e todos os nomes que você puder dar para sua hipocrisia - que veio agregado num completo descaso, em desculpas constantes, deixando você pra hora que for conveniente apenas para ele, dizendo que não pode assumir compromisso agora, dizendo-se muito ocupado, preferindo fazer tudo às escondidas. E se você criar expectativas, tudo bem, não é problema dele; pelo menos com sentimentalismo fica mais fácil de ele ter sexo. Beleza, status, grau de formação ou aspecto financeiro não vão importar nada quando ele decidir que você não é mais conveniente e te dispensar como um simples objeto. Precisando ou não, ele vai sempre te empurrar para uma conveniente friendzone.

4 de outubro de 2016

Esquecer



Caminhar na rua sentindo apenas o vento, os aromas estranhos do mundo, a irregularidade do chão - e apenas isso - é tudo o que eu queria. Não sentir mais nada a não ser o que os meus sentidos me fornecem imediatamente. E poder desassociar essas sensações de lembranças de momentos e pessoas - esquecendo, inclusive, o meu próprio humanismo. Queria sentir a liberdade da vida, e não a prisão de uma realidade incompreensível. Longe das pessoas, longe de tudo. Esquecendo da própria distância.
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