29 de setembro de 2016

Monografia (Episódio VIII)



Queria descobrir como é cursar engenharia, arquitetura, ciências da computação, física ou matemática, ou qualquer dessas graduações em ciências exatas onde a incidência de homens é gigante. Porque sempre que eu vou à biblioteca da faculdade estudar - e nessa fase tem sido mais frequente - me deparo com dezenas desses graduandos aparentemente fazendo trabalhos em grupos, ou estudando, ou discutindo fórmulas estranhas em voz alta e frequentemente brigando feito piazinhos ranhentos. Justamente pela presença em peso do pessoal de exatas eu tenho que dividir uma mesa ou uma sala de estudos com mais um ou dois, e não raro três outros estudantes com os seus respectivos laptops, e os corredores das prateleiras de livros ficam tão circulados quanto pubs, mesmo no acervo de direito. Agora tem um garoto que pelo que eu noto estuda administração aqui na minha frente, provavelmente tão empenhado no trabalho de conclusão quanto eu. Semana passada tive ao meu lado uma estudante de arquitetura, e eu ri-me de como ela tinha pequenos desenhos de plantas de imóveis no seu trabalho, e ela estranhou-se de ver no meu tantos "julgados". Mas bem. Não poderia ser outro o tema dessa postagem; eu não consigo pensar em outra coisa, a não ser, com intervalos, no resultado do Exame de Ordem. Estou cansada, e acho que não conseguiria redigir sobre outra coisa que não a tese que pretendo defender e todo esse cansaço. E se agora me dão licença, meu orientador chegou.

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