6 de agosto de 2016

Monografia (Episódio VI)



Não sei se eu estou sempre cansada por hábito ou se eu simplesmente tenho dormido pouco. Minhas mãos - ambas - doem de tanto escrever, de tanto grifar, sublinhar, digitar quase ininterruptamente por horas a fio, desenhar esquematicamente ideias, folhear freneticamente páginas de uma penca de dúzias de textos que eu, agora, já quase decorei as páginas e citações. Minha mesa virou uma profusão de livros completos ou cópias de capítulos, impressões de artigos, leis e julgados avulsos decorados com minúsculas observações, caderninhos e agendas de anotações, dezenas de conjuntos de post-its com formatos e tamanhos diversificados, kits de marcadores florescentes e canetas hidrográficas coloridas, clipes, grampeador, tesoura, cola, borracha, lápis, fita adesiva, canetas-gel metálicas, meu próprio laptop amiúde auxiliado por um tablet (por mais que eu resista muito em me deixar auxiliar por dispositivos eletrônicos que só fazem me distrair) - enfim... Uma verdadeira visão de uma oficina no ápice de sua produtividade. O resultado ainda vai demorar. Ainda vai levar tempo e demandar muito empenho. Mas tudo bem: toda boa obra se faz em etapas; todo bom resultado observa um processo sadio. Por hora, mãos à obra.

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