30 de abril de 2016

A Dança da Morte/The Stand - Stephen King (Resenha)


Não que eu seja grande fã de Stephen King, mas eu poderia classificar este extenso livro (ou série, se você preferir), entre os melhores do autor. A obra de 1978 tem a sua versão em um volume único de 1439 páginas, que foi a que eu adquiri (e sinceramente não recomendo, porque "engolir" um livro dessa dimensão de uma vez só pode desencorajar) e também tem a sua versão fragmentada nos três livros, que são: Captain trips, In the border e The Stand.

O romance narra como a sociedade norte-americana rui e depois se restabelece e se reorganiza depois que uma misteriosa doença dizima cerca de dois terços de sua população. As pessoas que sobrevivem percebem que são imunes a essa doença, e, depois de vaguear pelas cidades sem saber o que fazer, desnorteados pelas dimensões da catástrofe, muitos deles caem em si e buscar outros sobreviventes. Nessa busca, as pessoas começam a se reunir e se dirigir a uma direção, alguns seguem para o norte, outros seguem para o sul, instintivamente seguindo a orientação que lhes foi passada por entidades sobrenaturais - do bem ou do mal - através de sonhos, sinistros sonhos que todos tem mas ninguém admite ou se atreve a contar.

Na minha opinião, o autor faz uma excelente construção dos personagens, excelente desenvolvimento temporal (desde a superveniência da doença até a parte em que os personagens se encontram e por fim se confrontam, sem deixar de fazer a devida individualização de qualquer um deles), esboça com maestria sociológica como seria uma sociedade efetivamente pós-apocalíptica e não faz nenhuma digressão (ou fuga do cenário principal) que não seja intrigante. Minha única crítica é justamente essa lutinha de bem contra o mal que no fim se mostra completamente ridícula.

Eu li o livro no idioma original, portanto nada posso opinar sobre a tradução, muito embora o título em português - A Dança da Morte - me pareça descabido.

Nota: 9 / 10.

28 de abril de 2016

Inverno



É a estação em que você tem a chance de esfriar seus neurônios 
e esfriar seus hormônios 
e congelar seus anseios 
e refrescar seus instintos. 

É a sua grande chance de se afastar, 
de recobrar o juízo 
e sopesar o prejuízo.

Hora de aproveitar o momento
- e apenas o momento - 
e só com as ferramentas que você tem
e apenas com as pessoas que estão ao seu lado,
Já que o súbito nevoeiro impede de enxergar mais adiante.

Não mais sofrimento
Sem mais sentimento.

Chegou a hora de vestir o que há de melhor
O traje ao rigor da estação
Com somente cores sóbrias
Frias
Sem hospitalidade
Sem humanismo
Com muita lã e muita distância
Muito lenço e pouca pele
Luvas, botas, chapéus e nada de cafuné
Nada de chamego
Nada de vacilo, de choro, 
Nada de ressentimento
Nem de remorso.

Afaste-se e sinta o vento cortar a sua pele.

25 de abril de 2016

Carta aberta aos meus amigos


A amizade e o namoro são coisas completamente distintas na infância e na fase adulta.

Na infância, todo mundo pode ser amigo de todo mundo, por mais que por vezes tenha brincadeiras só de meninas ou de meninos; e o namoro é repugnante, é incompreensível, inadmissível.

Já na fase adulta parece que tudo se inverte. A regra é o namoro - ou talvez a obrigação é o namoro - e você não pode ter amigos, ou melhor, não pode ter muitos amigos; e se você é mulher você não pode ter amigos homens, e homens comprometidos igualmente não podem ter amigas mulheres porque nossa, onde já se viu, nós humanos somos seres totalmente impulsivos e temos que estar obrigatoriamente enclausurados se comprometidos, pois caso o contrário nós vamos necessariamente pular a cerca. Ter o mínimo de maturidade e confiar na pessoa com quem você partilha os seus sentimentos parece irracional. Afinal, se a pessoa quiser se relacionar com outra, porque ela iria querer manter um relacionamento?

Mas o pior não são essas neuras de casal; não, o pior é o boicote generalizado e espontâneo que se faz à vida social quando sobrevém a relação afetiva. Eu comprometida vejo todas as minhas amigas indo festar e, lesada pela paixão, fico em casa, idolatrando o meu par; mas quando eu me vejo solteira eu me vejo forçada a fazer instantaneamente novas amizades, porque as que eu já tinha previamente estabelecido estão todas comprometidas e inaptas a pensar em bares e baladas.

E se querem saber, estimadas amigas e amigos que estão lendo isso (já que eu não posso falar-lhes diretamente, pois os seus namorados e namoradas são deveras ciumentos), felizes éramos nós aos cinco anos quando, descobrindo a nossa primeira paixão por um garotinho, escondíamos com todas as nossas forças esse sentimento e íamos brincar sem ponderar mais.

Minha dica é: Terminem logo esses relacionamentos entoxicados de neuras e se redescubram, se libertem e amem a si mesmos. Só lembrando que a festa é dia 30 e lá ninguém entra acompanhado. 

22 de abril de 2016

A Estrada 47

Se você é desses que pensa que a indústria cinematográfica brasileira não tem boas produções, bem, então eu fortemente recomendo que revise seus conceitos. Eu, ultimamente, tenho buscado explorar mais o cinema brasileiro e latino-americano e, a despeito de grande parte dos cineastas simplesmente imitarem o cinema estadunidense, não raro eu me surpreendo com produções excelentes.

É o caso de "A estrada 47". Produção ítalo-brasileira, de 2013, dirigido por Vicente Ferraz, mostra a jornada de cinco integrantes da Força Expedicionária Brasileira que foram enviados à Itália para dar reforços ao exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Dramático, sem ser sangrento, o filme retrata (baseado em fatos reais) como os soldados se encontravam em desamparo quando enviados à Itália. Quando por um incidente a tropa se dispersou, alguns soldados e um jornalista reunidos tentaram orientar seus caminhos rumo ao comando estadunidense mais próximo, tendo que, para isso, passar por uma estrada minada - e é aí que a história começa.

Nota: 10/10.

19 de abril de 2016

Valor Feminino: desperte a riqueza que há em você - Andréa Villas Boas (Resenha)

Inicialmente, parece se tratar de um livro sobre finanças, mas creio que não seja bem sobre isso - ou não apenas. Com um vocabulário acessível sem deixar de ser uma leitura rica, Valor Feminino aborda todos os aspectos psicológicos que normalmente envolvem a vida de uma mulher - trabalho, carreira, relacionamentos - e mostra como as exigências sociais e mesmo as predisposições do gênero feminino tendem a lidar com as adversidades. Aborda a questão do investimento, do dinheiro: Porque ter medo de lidar com grana? A autora ressalta que as mulheres não são melhores nem piores que os homens no aspecto financeiro; são simplesmente diferentes. As mulheres tem características evolutivas que podem lhes auxiliar nas relações interpessoais, e, se bem aplicadas e desenvolvidas, nas relações de trabalho e investimento também. É uma obra embasada em pesquisas que traçam o perfil econômico de mulheres de todo o Brasil - mulheres de diferentes classes sociais, etnias, opções sexuais, faixas etárias, de diferentes regiões -, avaliando quais seriam as atitudes ideais a se tomar para uma maior participação feminina no mercado financeiro. Considero uma leitura muito útil não somente às mulheres mas também a todos aqueles que queiram sentir-se mais seguros no quesito finanças. Minha única crítica é: Apesar do currículo fenomenal da autora, o livro deixa escapulir algumas referências vagas, o que pode ser corrigido em próximas edições.

Nota de 0 a 10: 9.

18 de abril de 2016

O que você precisa saber sobre o impeachment

Pois bem, pessoas da blogsfera e internautas afora. Essa postagem promete ser breve.

Não quero me manifestar politicamente - até porque eu faço da política meu objeto de estudo, e não meu estilo de vida - mas acho digno que se esclareçam alguns termos chave sobre a situação política da nossa pátria, que muitos parecem confundir.

Dessa vez não vou explicar tudo com as minhas palavras, por mais que eu mesma não goste de simplesmente "delegar" a explicação; ocorre que existem conteúdos mais completos internet afora e eu pretendo simplesmente repassá-los aqui.

Então dessa vez repasso uma vídeo-aula que explica, de maneira didática, o passo a passo de um processo de impeachment. Creio que lhes será útil.

E por hoje é só. Em breve teremos mais da série "O que você precisa saber sobre...", só que de maneira menos precária.


15 de abril de 2016

Monografia (Episódio II)


Eu não pedi para que fosse fácil, eu só pedi para que fosse um pouquinho mais humano, um pouco mais próxima da nossa realidade. Meu orientador quer que eu sature a minha tese com citações em cinquenta idiomas de caras cheios de títulos que disseram isso ou aquilo mas que não corroboram e nem mesmo incrementam em nada; o professor revisor em vez de verificar a forma fica opinando, dizendo que discorda - I'm so sorry mas sua opinião não é relevante. E eu, apesar de todas essas fórmulas estáticas de referência, justificativa, objetivos, et cetera, que deixam o texto sem vida, mantenho a escrita com o meu estilo, junto cada informação com esmero, me esforço acreditando (e insistindo em acreditar) que o resultado será uma pesquisa relevante à sociedade.

12 de abril de 2016

Vade retro



Eu acho que as relações humanas seriam mil vezes mais seguras se houvesse um Código de Ética e de Conduta que as orientasse. Esse Código estabeleceria como proceder. Ele ensinaria como demonstrar o afeto, e como percebê-lo - bem como demonstraria quando ele é claramente inexistente. Nesse caso, deveria existir um crime com severa punição que proibisse que uma pessoa corra atrás de outra que não se importa com ela. E essa pena seria aumentada, talvez de um terço a três quintos, se a pessoa tiver deixado claro o seu menosprezo, o seu não interesse. A pena seria a reeducação emocional. A redescoberta de si e do amor próprio. A obrigação de uma prisão solitária para perceber que nascemos sozinhos e ser sozinha é a unica certeza no mundo, muito antes da morte...
Mas não existe esse Código. Estamos fadados - e condenados - à eterna incerteza do que o outro sente e pensa. E você pode até tentar deixar tudo claro, sempre - não, eu não te quero, segue a sua vida, me deixa em paz, stay the fuck away, mantengate lejos, vade retro - mas quanto mais você se irrita, mais aquela pessoa palerma parece grudar no seu pé, enquanto o alvo do seu desejo, ele sim reluzente como um deus, ele se afasta, não deixando claro que te quer ou se não quer, apenas deixando umas insinuações suspensas no ar...
E a vida, então, apresenta um cenário miserável: Uma pessoa detestável obstruindo o seu caminho e uma pessoa incrível, que parece cada vez mais inatingível - e você mesma, se perguntando se também não faz o mesmo papel de pessoa inatingível pra um e detestável pro outro.
Mas bem... Se houvesse um Código afetivo, talvez ele simplesmente definisse que o amor é um jogo em que as chances de perda são sempre maiores. E você, cansada, recupera-se. Até quando perder?

9 de abril de 2016

10 dicas para aprender um novo idioma


Pois bem, estimadas pessoas da blogsfera. Acho que depois de aprender o inglês, espanhol e o francês (e querendo aprender outros idiomas num futuro breve), seria bom repassar algumas técnicas de aprendizagem essenciais para os idiomas. Lá vão:

1 - Música

Essa dica é bom para começar. Quando você ainda não está adaptado aos fonemas do novo idioma, quando tudo ainda parece uma fala enrolada e sem sentido para você, o ideal é você encontrar cantores ou bandas do estilo que você goste. Claro que cada um tem o seu estilo, mas o ideal é que você busque músicos que sigam um estilo mais pop, porque estilos muito diferenciados podem conturbar a pronúncia ao cantar (como o caso do rap) e você não aproveita nada.

Dica de música para quem está aprendendo espanhol: Henrique Iglesias - Bailando.

2 - Leitura (básica)

Outra dica essencial para quem está começando, principalmente se quiser se familiarizar mais com termos novos e não ter tanta dificuldade com a gramática, é ler. Mas se você for iniciante no inglês, por exemplo, não vá direto ler o Drácula numa edição de 1915. Vá com calma: Comece com artigos na internet, notícias, contos infantis ou adaptados para iniciantes. A leitura é excelente ferramenta mas se você não começar com a leitura certa você dificilmente fará progresso.

Dica de leitura básica para quem está aprendendo inglês: Brothers' Grimms Tales.

3 - Assistir vídeos ou documentários

O YouTube, ao meu ver, pode ser uma ferramente muito útil para quem quer aprender um novo idioma - não apenas ouvindo música, como na dica anterior. Se você já tem uma base do idioma, é interessante que você comece a assistir vídeos no YouTube - daí vai do seu gosto, também: animes, tutoriais, vídeos sobre séries, vídeos de opinião, política, et cetera. Essa dica é boa para quem está iniciando no nível intermediário e precisa começar a inserir o seu crescente vocabulário em um contexto cultural, e os vídeos são bons porque geralmente são curtos e trazem as questões quotidianas de pessoas nativas daquele idioma, bem como diferentes pronúncias e expressões.

Dica de canal no YouTube para quem está aprendendo francês: La Tribu (Aufemininlatribu).

4 - Escrever

Outra dica voltada para quem está começando no nível intermediário é escrever. Se você estuda por conta própria, busca comunidades de troca de conhecimento linguístico (à exemplo do Busuu) e peça para algum nativo voluntário do idioma que você está aprendendo corrigir algum pequeno texto escrito por você. Ou então, se você frequenta algum curso, peça para o seu professor realizar atividades de escrita. 

A escrita é muito importante para você conseguir raciocinar no seu novo idioma, bem como para aplicar a gramática corretamente (alguns cursos focam muito a gramática, por isso, nesses casos, eu acredito que a escrita deve ser reforçada).

5 - Conversar com os colegas ou outras pessoas

Essa dica é mais voltada para quem está no nível intermediário já se encaminhando para o avançado. A regra é simples: Converse! Combine com os seus amigos do curso de irem pro bar e se permitirem conversar entre si apenas no idioma que vocês estão estudando (se vocês ficarem bêbados isso vai ser bem louco!). Ou então encontre fóruns de idiomas - também indico o Busuu aqui - onde existam pessoas dispostas a conversar no idioma que estão aprendendo por intermédio de uma câmera. Devo ressaltar que é mais importante conversar falando do que trocando mensagens, pois assim você melhora a sua pronúncia.

6 - Leitura (avançada)

A verdade é que eu recomendo a leitura em qualquer idioma, esteja a pessoa aprendendo ou não. Agora, se você já está se encaminhando para o nível avançado do idioma, então, pessoa, é hora de começar a encarar umas leituras mais extensas e considerar fazer uma imersão total no idioma. Infelizmente os livros em formato digital em idiomas estrangeiros não são de disponibilidade tão grande quanto os livros em português, mas de qualquer forma existem milhares de livros sendo esquecidos pelos gringos nos aeroportos e hotéis de toda a nossa pátria amada; vale a pena buscar.

7 - Assistir filmes (sem legenda)

Também para quem já está no nível avançado e já experimentou as dicas anteriores. Obviamente, a dica é assistir filmes estrangeiros, no idioma que você está aprendendo, sem legenda e sem dublagem. Os filmes seguem a mesma função dos vídeos, com a diferença é que geralmente serão mais complexos. Se você gosta de séries a dica é válida nas mesmas condições.

8 - Viajar

Essa é a melhor dica de todas: Além de você ter uma oportunidade inédita de aprimorar o seu idioma estrangeiro, vai poder se divertir a beça e conhecer uma nova cultura de perto. Claro, requer um investimento financeiro que pode ser voluptuoso, mas vale a pena um planejamento a longo prazo nesse caso - e para quem está aprendendo espanhol lembre-se que temos muitos vizinhos aqui na América Latina que oferecem um turismo a menor custo.

9 - Estudar gramática

Essa dica eu recomendo só em último caso; só se você tiver real paixão pelo idioma e/ou tiver que encarar um DALF ou TOIC da vida, ou mesmo provas de ingresso em nível superior que exijam língua estrangeira. Vai ser o caso de você buscar uma escola de idiomas com um curso voltado para a gramática, ou de encarar uns livros cheios de regras de gramática. Mas se você não tiver estudando idioma por uma razão estritamente acadêmica, acho que pode pular essa dica.

10 - Praticar

Agora você vai fazer uma junção de tudo e aplicar; afinal, nada melhor do que por em prática lendo, ouvindo música, estudando ou conversando - e sobretudo, se divertindo e expandindo seu conhecimento!

6 de abril de 2016

Estresse


É como uma adrenalina envenenada correndo no seu sangue, e você tem que segurar o máximo possível, manter as aparências enquanto sua cabeça está fervendo. É engolir o grito de raiva, ruminar a insatisfação sem poder se manifestar. É um aumento de pressão interna, e sentir que qualquer hora seus órgãos vão implodir e a raiva vai sair em forma de gás letal pelas suas cavidades auriculares, expelindo todo o estresse do mundo.

4 de abril de 2016

Ariel - José Enrique Rodó (Resenha)

Carregada de brilhantes metáforas, a obra - que oscila entre o gênero puramente literário e a escrita científica - conta a história de um professor (Próspero, como era chamado pelos seus alunos, em homenagem a um mago) que, sentado à sua sala, fala aos seus alunos. 
Ele discorre sobre como esses alunos, jovens e cheios de vigor como são, são o futuro da América Latina; são a força propulsora capaz de mudar o presente e o futuro. 
Assim como a personagem Ariel na obra de Shakespeare, "A Tempestade", representa uma criatura alada, superior às brutalidades terrenas, assim acredita o professor que a juventude, com o vigor do início da vida e com a ânsia pelo conhecimento, com o potencial de se renovar a cada geração, é "o processo evolutivo das sociedades". 
Importante ressaltar que fica subentendido que por juventude, entende-se juventude latinoamericana. 
O autor faz parte do movimento literário conhecido no Brasil como modernismo, mas em sua vertente urugaia, que visa valorizar mais o aspecto regional em despeito das ideias estrangeiras, seguindo, ainda, o antigo ideal bolivariano de uma América Latina unificada. Críticos dizem que essa obra é um reflexo de um "pensamento histórico" em transformação, consideradas as circunstâncias.
Com a espessa alusão à juventude, o autor faz um apelo para que os jovens exerçam mais seu lado humano em detrimento do utilitarismo excessivamente racionalista dos norte-americanos.

—Mientras la muchedumbre pasa, yo observo que, aunque ella no mira el cielo, el cielo la mira. Sobre su masa indiferente y oscura, como tierra del surco, algo desciende de lo alto. La vibración de las estrellas se parece al movimiento de unas manos de sembrador.

3 de abril de 2016

Kissed By The Sun



Se existem sete bilhões de pessoas no mundo você nunca imaginaria que uma delas seria a pessoa ao seu lado que deixa de ir dançar numa festa pra te ouvir falar de Schopenhauer - e ainda retribuir. Eu fiquei confusa; será que isso é uma alucinação? Será que estou falando alguma besteira?  E fiquei impressionada - é dizer, estonteada - com a sua inteligência, seus modos; seus olhos fazem uma análise tão minuciosa de mim que mal me passa um pensamento e você já sabe que gênero de pensamento era. Mais tarde você vem me dizer que não sabia se era um sonho ou se eu esqueci; well, se foi um sonho, deve ter sido aqueles sonhos cheios de metáforas e coisas mirabolantes que mais parecem filmes; e se foi um filme ou apenas mais um episódio lá no mundo onírico, acho que sei qual seria seu título - isso com base na cor avermelhada do meu cabelo e da origem do seu nome. You said I'm glad you came as well. O dia chegava e você parecia tão bem, e ainda assim eu me sentia confusa. Eu caí no sono como que para acordar desse sonho e você partiu dizendo que volta - I'll be glad if you do. E não, eu não esqueci (como se isso fosse possível) e eu mal posso esperar pela próxima vez (que você disse que vai ser melhor). 
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