30 de dezembro de 2015

Partir


Vontade de simplesmente largar tudo e ir embora. Dar às costas a tudo e todos, a esse mundo que eu conheço e sumir, e nunca mais voltar.

Que vontade de me aventurar inconsequentemente.

Que vontade de algo novo, inimaginável.

Ficar me aventurando eternamente, sendo minha coragem e sede de aventura tudo o que eu preciso.

Ah, como eu queria ir embora.

24 de dezembro de 2015

Sapatos



“ L’acte le plus courageux est toujours de penser par soi-même. A haute voix.”
Coco Chanel
Eu quero ter aqueles sapatos que me deem poder. Aqueles que transformem todo chão sob os meus pés em mármore branco coberto por um tapete vermelho. Não um sapato de cristal, porque eu não quero ser mais um troféu em um baile, não; eu quero sapatos de puro ouro e diamantes, de rubi, pérolas, de preciosidades que combinem com a minha glória. Quero sapatos que me deem poder.

23 de dezembro de 2015

Vício



É algo totalmente inusitado na minha parca vida.
E é um desafio: eu jamais imaginei que eu fosse provar, e agora que eu provei eu jamais vou querer parar.
Porque jamais aqui e agora tem um significado intenso.
Eis uma substância nova que corre nas minhas veias, que eu inalo, bebo, aspiro e expiro em meus pulmões.
Que me trás euforia e regozijo, me leva às nuvens, me faz delirar, me faz dar a volta ao mundo em um segundo.
Me dá coragem, me domina, me controla, me move a enfrentar tudo e todos – inclusive a mim mesma.
Meu nirvana, meu êxtase supremo.
Mas que também – com a sua falta – me faz mal, extremamente mal.
Me causa espasmos deprimidos, me enfurece, me angustia, me desconcerta e me agita;
Me faz ter crises convulsivas e violentas;
Me motiva a destruir tudo que vejo pela frente.
E quando eu me injeto novamente a euforia é eterna.
Eu não como, não bebo, não respiro mais; só preciso de uma substância – uma única e nada mais;
É o meu narcótico maravilhoso
Meu psicotrópico divino
Meu tóxico sublime
Meu vinho maldito
Meu ópio irreal
E o meu bálsamo diabólico.
Você pode implodir o meu coração, diluir meu cérebro, estourar as minhas veias e esfarelar os meus pulmões
Eu não me importo
Pois é exatamente isso que eu quero!
De você eu quero a overdose mais medonha
Eu quero morrer mil vezes com a convulsão mais frenética
- eu vou para o inferno e volto quantas vezes for necessário para me intoxicar de novo
Me embriagar de novo
Me drogar de novo
Me envenenar de novo
Mergulhar num caminho sombrio e sem volta
Me entregar totalmente a esse breu, a esse abismo que é você.
Minha obstinação, meu único pensamento
O que me mantém viva e vai me matando aos poucos.
Já disse que eu não quero parar.
E eu não vou parar.
Ninguém vai me parar,
Nada vai me parar.
Não tenho discernimento mais,
Não tenho bom senso
- só é bom o meu tóxico –
Não existe mais o mundo, não existe mais nada
- só existe você –
Não me peça para moderar pois quanto mais você recua mais eu quero, mais eu insisto, mais eu exijo e me enfureço
Quanto mais o mundo me crucifixa com seus dogmas mas eu me destruo e destruo esse mundo que não existe
Eu não quero cessar do seu efeito por nenhum segundo!
Irritada, errada, irada, arrasada, pirada sobretudo viciada!
Eu perdi tudo
E estou disposta a perder ainda mais
- só não posso perder a você!
Pois compreenda:
Você é meu único pensamento
Minha única necessidade
Meu paraíso e minha perdição
Nessa altura eu já não consigo mais ouvir mais nenhum conselho sensato
Tal é o meu estado
Mas eu reitero que com todas as minhas forças vou lhe buscar cegamente e tomar doses ininterruptas de você que me faz tão bem.

22 de dezembro de 2015

SOS Ciências Humanas

Olá, pessoas. 

Caso eu não tenha alguma nova ideia de postagem para compartilhar com vós antes que termine o ano (eu já tenho bolado algumas), gostaria de partilhar com todos o meu outro blog, SOS Ciências Humanas (http://soscienciashumanas.blogspot.com.br/), onde eu pretendo partilhar textos, artigos e quaisquer coisas de relevantes no mundo acadêmico das ciências humanas, grande parte de minha autoria mas de livre compartilhamento. Ainda está em construção mas espero que seja útil.

Um grande abraço

18 de dezembro de 2015

Por que eu voltei


Olá, pessoas.

Depois de muito, mas muito tempo (nada menos que três anos) eu resolvi reativar esse blog.

E porque eu fiz isso?

Bem, primeiramente, quando eram meados de 2008 e eu criei este blog (e outros antes dele), eu era apenas uma garotinha esperando o ônibus da escola que tinha o prazer de escrever e tempo para escrever abobrinhas e ler o que os outros escreviam.

Mas chegou uma hora que eu enjoei de escrever e ler, além de ter assumido outras responsabilidades, sendo essa a razão pela qual eu "vendi" o blog.

Hoje, depois de anos, eu me deparei com um acervo gigantesco de resumos e trabalhos acadêmicos e livros e filmes e centenas de outras coisas que eu vi que seriam úteis se disponibilizadas livremente na internet através deste blog.

Não faço ideia se os meus antigos amigos e parceiros de blog ainda lembram que essa página existe (o próprio google pediu para eu confirmar a autoria), mas eu prometo que farei o que for preciso para que esta página seja o que era antes (e até melhor).

Se você é meu amiguinho dos meus velhos tempos de blog, por favor deixe um comentário.

Um abraço a todos que perceberam que o blog ressuscitou, desde já agradeço pelo apoio moral, e, por hoje, é tudo.

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