27 de fevereiro de 2012

OFF - F.A.Q.

Uma postagem "em off" aproveitando as baixas do carnaval.

Perguntas frequentes:

1 - Ana, qual a sua idade?
R: Ressalto: eu não tenho 30, 45 ou 11 anos como por vezes perguntam. Nasci em 1993. Calcule. 

2 - Porque você não coloca foto sua?
R: Evitar assédio. Explico: Se só com o nome eu já recebo mil propostas de casamento (e outras coisas que eu prefiro não comentar), imagina se eu mostrar a cara...

3 - Segue o meu blog?
R: Me siga primeiro e eu penso a respeito.

4 - Me segue no twitter?
R: Idem resposta anterior.

5 - Posso lhe adicionar no facebook?
R: Pode. E eu posso não aceitar a solicitação. ;)

6 - Vamos fazer parceria?
R: Veja bem: Eu prefiro "fazer parceria", ou troca de banners ou links com quem eu já fiz uma certa amizade. Então pede pra fazer amizade e eu repenso.

7 - Como posso entrar em contato com você?
R: damnedpoltergeist@yahoo.com

8 - "Comenta lá no meu blog?" "Passa 'lá' depois?"
R: Posso fazer isso, mas eu não disponho de tanto tempo como eu gostaria, e não tenho a habilidade que vocês tem de fazer uma réplica espirituosa à postagem; por isso as chances de eu deixar um comentário bem sem sal numa postagem excelente é astronômica. Fique claro que eu leio todos os comentários e os considero, bem como apago os censuráveis. 

Mais perguntas? Sugestões? Críticas? Comente. =)

19 de fevereiro de 2012

A droga do carnaval

Panis et circenses - Capítulo II: Dorgas, Jesus e luz vermelha


featuring: Ogroland
http://ogroland.blogspot.com/


Um dia lindo de sol e calor. Além de domingo é feriado, o que devia ser proibido, já que é um absurdo desperdiçar feriado com domingo. E esse feriado tem origens de difícil compreensão, esse tal de carnaval é muito estranho. Quem diz que não gosta de carnaval logo tem algum dedo apontado em sua direção, em reprovação, com insinuações irritantes de que “não sabe curtir a vida”. Ora, meus caros, curtir a vida é relativo. Cada um gosta de uma coisa... quem não faz o que você gosta não sabe curtir a vida? Esperava mais de sua parte.

Dizem pessoas mais vividas que eu que antigamente esse evento brasileiro denominado Carnaval era aromatizado à lança perfumes, que parece ser uma espécie de alucinógeno aromático; um belo dia o legislador viu que tava dando merda e resolveu proibir, como se amenizasse os mórbidos efeitos do período de pão e circo. Historicamente, o carnaval é um período de festa para se preparar para os sacrifícios que nos aguardam na quaresma. Aí fica mais esquisita a coisa. Sacrifício da quaresma? Sacrifício onde, meldels ducel?

O que se vê no carnaval é apenas uma festa mais intensa e extensa do que as outras do resto do ano. E como há excessos, nesses dias de folia o risco de morte cresce drasticamente. As mesmas almas que serão plantadas nas sepulturas com seus corpos hoje serão colhidas daqui a nove meses. Põe na conta de alguns instantes alucinados. Sexo e drogas, e por favor, volta rock''n''roll.

Dizem os antigos, que em tempos passados, esse evento nacional, o Carnaval era aromatizado sem o uso do Bom Ar, mas com muito lança perfumes que parece ser uma espécie de alucinógeno. Um belo dia O Legislador viu que tava dando merda e resolveu proibir, como se amenizasse os mórbidos efeitos do período de pão e circo.

Wow, mas o álcool ainda rega a parafernália. Aliás, sabia que houve um tempo em que o álcool era ilegal? Muitos séculos atrás era considerado uma droga hedionda consumido às escondidas, pela nobreza e pela plebe... E um dia a indústria falou mais alto que a moral, e que se jorre álcool pra todo lado. Alguém tem dúvida do efeito devastador que a bebelança provoca nas pessoas? Sendo Carnaval ou não, quantas tragédias já começaram com uma simples cervejinha ou uma inocente pinguinha para esquentar o peito?

 Não adianta tentar tampar o sol com o copo de cerveja! O álcool é um tipo de droga, a polêmica maconha o é; o café que você toma todo dia, a acetona com que você remove o esmalte, o chimarrão dos gaúchos, até a coca cola, tudo isso é droga, só que legalizada; a diferença é modo com que a sociedade encara cada substância. A maconha, que segundo os adeptos é relaxante, é proibida, enquanto determinados chás alucinógenos que já geraram muita dor de cabeça são legalmente consumidos em rituais religiosos. 

Mas o carnaval ainda tá de pé, temos segunda e terça pela frente. E não tenham esperança, não adoradores da festa, ano que vem tem mais. Vamos mais uma vez parecer uma versão genérica de Sodoma e Gomorra aos olhos do mundo inteiro, ano após ano. Que não é só de hoje e não é só no Brazil eu bem sei; várias outras nações tiveram e tem sua sorte de festinha na luz vermelha; mas a nossa, compatriotas, chegou além da depravação. Uma depravação permitida por lei, financiada pela indústria, pelo dinheiro dos contribuintes e perdoada por Jesus no resto do ano. Ah não... que desânimo. E para não dizer que não vemos nada de positivo no Carnaval, vamos enaltecer um ponto: o feriado é bom demais.

Bom feriado e juízo.




16 de fevereiro de 2012

100 tempo


Já não tenho mais a habilidade de fixar fisionomias e nomes... Na verdade eu nunca tive, mas hoje eu chego ao extremo de só lembrar o meu próprio nome; o resto eu confundo tudo... Alguém que eu nunca vi na minha vida me cumprimenta e sabe meu nome, me pergunta como vão as coisas... Quase não sei a diferença entre Um e Todo Mundo... Mas os aniversários eu lembro... Prazos, vencimentos, inícios e encerramentos - datas eu lembro... Enfim... Ops, me atrasei.

10 de fevereiro de 2012

(Anti-)Vegetarianismo

Sempre vivi nesse conflito gastronômico-ideológico de vegetarianismo e carnivorismo. Em princípio porque eu estudava num colégio altamente religioso, onde o vegetarianismo é como se fosse parte da castidade. E depois a minha família tem a singular tradição de matar o que come. Sim: tem uma coisa que meus parentes fazem chamada "Morcília"; um nome bonito que leva um ingrediente bem exótico: sangue do animal. Nunca tive coragem de comer. Hoje em dia, os defensores de ambos os extremos se contradizem. O que eu acho mais interessante na religião do meu antigo colégio é que se trata de uma religião semi-mafiosa, discreta, não só uma Igrejinha de bairro e, segundo me diziam, pioneira nos estudos no Brasil de teologia, criacionismo e similares e apesar disso eu nunca conheci nem um praticante dessa religião vegetariano (e que realmente guardasse o sábado). Os verdadeiros vegetarianos que eu conheci eram aqueles que se firmavam na ingênua crença não-religiosa de não fazer mal a um ser vivo. Bem... O predatismo é instinto animal, e Homo sapiens também é animal. Um exemplo é aquelas pinturas rupestres dos homens da caverna cercando mamutes; ou seja, não é de hoje. Aí surge o argumento de que o ser humano tem a razão e pode subsistir sem maltratar animais. A nossa razão nos leva a poluir o meio ambiente, a fazer guerra, a abortar, a sermos injustos e egoístas; eu sou de opinião que nós só não maltrataríamos os animais se seguíssemos o modo medieval de caçar um javali que vive solto por aí para assar. Mas se já não existem tantos javalis o que resta é satisfazer os instintos do modo que o Sistema dispõe. Por outro lado, circulam por aí e-mails dos esquimós que são saudáveis e consomem somente alimentos de origem animal. Não dá para se basear nisso, porque eles levam um estilo de vida muito diferente do nosso - não tomam banho, só para citar, e isso no Brasil é condenável. Carnívoros geralmente pensam pelo paladar, o fato é esse. Também tem a questão da saúde. Especialistas apontam que o consumo de vegetais faz parte de uma vida saudável, mas isso não é suficiente para crer que dá para dispensar por total os derivados de animais - o leite materno é de origem animal humana e sem ele a gente não cresce fortinho. Então... Pra mim é bobagem seguir dogmas ou princípios num século onde o conhecimento é tão acessível e o mundo tem a mente mais aberta. Nem um extremo nem outro; a solução é equilibrar.

3 de fevereiro de 2012

Antipedagogia

9177676-graduation-mortarboard-and-scroll-tied-with-red-ribbon-on-top-of-a-stack-of-old-worn-books-on-a-ligh_largeQuando eu terminei o ensino médio, em 2010, o sistema de cotas, programas governamentais e o novo ENEM complicaram a minha vida ao mesmo tempo em que facilitava muito as vidas de tantos outros. Distribuir vagas assim deliberadamente é como ir na periferia e jogar dinheiro para o alto - beneficia o pobre, mas não necessariamente quem mais precisa ou vai fazer bom proveito disso. Tudo bem; na real o que importa é que cada vez mais gente (também não necessariamente jovens) tenha acesso ao ensino superior. Ainda não sou a favor do ENEM, que é mais um teste de resistência, quanto a multiplicar a nota para estudantes de escolas públicas... Eu vivo numa perspectiva de Brasil onde a estrutura educacional é exemplar e o sistema de saúde funciona; é, portanto, injusto dar essa "ajudinha". Pode discordar. O que eu penso é: o secular "problema da educação no Brasil" não é culpa do governo. Ou não só. Já dizia o antigo provérbio: a educação começa em casa. Eis o mito da "família brasileira"... Eu sei que não é regra, mas, generalizando, os pais, ricos ou pobres, não exigem que os filhos estudem, não ensinam a se comportar, a respeitar; e na hora de educar mesmo deixam isso a encargo da escola. E fica assim. Não existem mais professores com amor à profissão que prefiram dar aulas a turmas imaturas e selvagens de ensino médio, e os estudantes passam de ano fazendo o máximo para o menor esforço possível. No ensino superior o que muda é que talvez exista um mínimo de interesse e os então universitários passam a exigir que os conteúdos sejam baixados nos seus cérebros com apenas algumas aulas, sem nenhuma leitura complementar, sem discussão, et cetera. Claro que existem os autodidatas que frequentam as aulas mais para esclarecer eventuais dúvidas e seguir o calendário, mas eu diria que são minoria. O interesse é limitado ao diploma. Na verdade, eu creio que a função das instituições educacionais não é "ensinar", e sim formatar os indivíduos à sociedade, ou socializar. E, sinceramente, esse não é o meu forte. Detesto obrigações e que classifiquem a minha capacidade intelectual por um número vermelho num papel. Eu gosto de estudar, só não muito de socializar. Boas aulas para quem as tiver. Survive.
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