30 de janeiro de 2012

Come ooooon... Take me out

Primeira postagem com música do ano:
Franz Ferdinand - Take me out

Sugira música para as próximas postagens



Hope you enjoy.

27 de janeiro de 2012

Fora da lei

Esses dias, ou ontem mais precisamente, resolvi me atualizar quanto ao que está acontecendo no mundo. Você já deve estar a par: Um certo país do nosso continente com projetos de lei que prometem monopolizar e censurar a internet de modo absurdo. Pelo menos na minha opinião é uma tentativa desesperada de um império decadente de recuperar toda a sua antiga hegemonia com essa medida antiquada e babaca. Deveriam ter pensado nisso vinte anos atrás quando a rede global era só um esboço; hoje o impacto que isso pode trazer ao mundo é gritante. Várias empresas predominantes na internet, como o nosso nobre Google, fizeram protestos, e um grupo de hacker ativistas chamado Anonymous (que eu só soube ontem que existia) atacou e derrubou sites de governos e grandes gravadoras (inclusive no Brasil). É um rebuliço tão grande que dizem que isso pode desencadear (se já não está desencadeando) mais uma guerra mundial, mas uma guerra sem bombas, sem metralhadoras, sem trincheiras e protestos, e sim com inteligência e tecnologia. O grupo Anonymous - encontrei tanta coisa a respeito deles na internet que dá para escrever um livro - é como se fosse uma versão moderna do lendário outlaw Robin Hood; em vez de verde, identificam-se com uma máscara, e em vez da floresta eles "habitam" e conhecem bem a Internet; atacam os poderosos e ajudam os pequenos, e sem apesar disso - eles mesmo declaram - ter um líder. Nota-se que através das redes sociais eles tentam se banalizar, para conseguir o apoio das massas; isso só não está dando tão certo porque - pelo menos na minha opinião - eles são inteligentes demais para o povão. Pode ser tudo uma grande trollagem, e pode não ser. Mas saiba que no Brasil existem projetos de lei semelhantes e que se os EUA se sobressaírem nós, pessoas comuns, além de não podermos mais fazer downloads, seremos arbitrariamente censurados e, acredite, perderemos o acesso a imitações e falsificações das grandes marcas, tendo que vender nossa alma para poder ver um mísero filme. Recomendo: siga esses caras no twitter (@AnonIRC) e veja o que se pode ser feito. Se isso for sério mesmo - I don't know - não haverão tantos herois capazes de "salvar" o mundo.

24 de janeiro de 2012

Pelo fim do preconceito musical


Quase caí de costas quando eu soube que um certo paranaense só fica atrás do fenômeno mundial chamado Adele se for em ordem alfabética. Ele veio de uma cidade no interior do interior, e eu bem me lembro a época em que eu via meus colegas pagando quinze reais para ir num show dele. Não, Michel Teló não é o melhor músico do mundo, mas os russos lá do outro lado do globo tão ouvindo seu hit. Vergonha nacional? Não sei, mas porque seria? Só mais um cantor com o seu instante de glória, pode desaparecer tão rápido quanto surgiu num século em que tudo corre a mil. Uma das postagens mais vistas desse blog é "Conceito de preconceito". Veja bem: o preconceito musical é o mais idiota do mundo, porque é explícito; as pessoas evitam ou subestimam quem aprecia determinados gêneros musicais, e assumem - tudo isso num mundo em que todo mundo já superou o preconceito racial e a homofobia. Na minha curta vida eu já conheci gente que deixou de falar comigo por eu gostar de determinado gênero, ou, pior ainda, gente que tinha preconceito musical acirrado me acusando de ser preconceituosa. E isso mudou a minha vida? O fato de você saber tocar violão ou ter uma bandinha não te torna um crítico musical de renome, digno de desprezar tudo; e tudo bem que Lamb of God tem mais acordes e técnica do que o Restart, mas o fato de você ouvir um em vez doutro não vai te tornar superior a ninguém. Wake up, people. Tem ainda quem reclame que hoje em dia as coisas estão piores do que no passado, e que a cultura é muito massificada. Não te censuro; é normal as pessoas terem dificuldade de aceitar os novos tempos; mas lembra que só hoje um negro vale tanto quanto um branco, e é graças a essa massificação da cultura que eu e você sabemos ler. (Foto: piá do Restart que levou pedrada durante show)


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