4 de junho de 2012

Vende-se este blog


Isso mesmo. Uma vez eu vi um "avaliador de sites pessoais", que com base em sabe-se lá que dados ele te dava um valor analisando o endereço do seu domínio. O meu, na época (uns dois anos atrás), deu cinco mil reais; hoje eu acho que valeria, sei lá, uns dez mil... Se você for meu inimigo eu te dou de graça o blog, mas tem que ser hater declarado, okay?

O fato é que eu já não tenho mais saco pra manter um blog. Não sai mais nada de legal da oficina, e quando eu forço sai aquelas coisas bem sem sal. E também não tenho mais saco para conferir a blogsfera; apesar de ainda ter muita gente dedicada e intelectualmente esclarecida, 99% da literatura que eu encontro na internet é estritamente amadora. O autor golpeia golpeia e golpeia mas nunca sai o corte perfeito.

Aliás, esse negócio de literatura hoje em dia é uma lástima. Você nem precisa ler um livro inteiro para ser escritor, basta ter um papai rico e doses generosas de hipocrisia para distribuir. Eu não sei onde é que ficou a nossa avant-garde e o espírito revolucionário, mas não consigo mais encarar o sentimentalismo exagerado à la Clarice Lispector, e nem discussões políticas e sociais acaloradas e vazias.

Enfim... Saturou. Eu era mais feliz lá em 2008, logo que eu creiei o blog, quando eu me contentava com qualquer aventurinha adolescente. Hoje eu tô chata e impaciente demais com tudo, e justamente por isso tô pulando fora. Vou ficar com Ruy Barbosa, por hora. Se me der na louca e eu quiser voltar com esse negócio de blog (eu não sei o que esperar nem de mim mesma) eu faço outro e anuncio aqui pros que sentirem saudades.

Um beijo aos que ficam,

Ana Ruppenthal.

21 de maio de 2012

Mau humor


Não importa se eu não dormi direito, se eu não me alimentei bem, se a vida particular está um caos, se o dólar está alto, se a educação é uma farsa, se metade do mundo é depressivo; o sistema vai continuar cobrando. Ahh, que se dane. Danem-se todas essas pessoas, a economia e a hipocrisia. Se eu pudesse eu arranjava uma bomba biológica que desse um final à humanidade, com a ilustre exceção da minha preciosa pessoa. É. Agora que você leu isso, volta pra sua vidinha perfeita, vai.

18 de maio de 2012

S.M.I.L.E.



Porque tão sério?
Porque tão mal humorado, indisposto, fechado?
Porque tão obsessivo, depressivo, destrutivo?
Porque tão apressado, afinal; porque tão sem tempo?

28 de abril de 2012

Título

Texto texto texto texto, texto texto texto texto, texto texto. Texto texto texto - texto texto - texto texto (texto texto) texto. Texto texto? Não texto texto! texto texto, texto, texto, texto-texto. Texto... texto texto; texto texto texto texto texto texto texto. Texto. Texto texto textotextotexto. TEXTO Texto texto. Texto/Texto. Texto ttxeo texto faz texto otxet  texto texto texto etxot. "Texto texto texto texto", texto texto: texto texto texto texto. Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto. Texto textotex totex totexto texto texto tex- to texto texto. Texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto diferença.

27 de abril de 2012

Como ser um bom leitor

Eu acho que deveria existir algum projeto, ou talvez já exista, estimulando não só a leitura como também a circulação de bons livros por preço acessível ou de graça. O Brasil precisa disso. Eventos literários só fazem atrair pessoas que lêem pouco para comprar livros e esquecê-los nas estantes, acumulando pó. Enquanto isso muita gente sem boas condições financeiras fica sem ler... Isso é fato. Eu passei minha vida toda lendo livros emprestados, e quando eu comecei a ter condições financeiras para adquirir eu não achei legal a ideia de ter que pagar antes de saber se o conteúdo vale a pena. Então... Eu anuncio que eu vou doar, não sei quando, provavelmente nas férias, grande parte dos meus livros. Você não precisa ter aquela pilha de livros consigo. Vai na biblioteca que, além de não precisar gastar horas tirando pó, e mais horas ainda procurando, você socializa. Quer ser um bom leitor? Se livre dessa ilusão burguesa de "cheiro de livro novo". Compre novo, compre usado, pegue emprestado, roube, faz download, ganhe, doe... Ler o livro é o que importa, não é? A literatura não a relíquias ou peças únicas, como as outras formas de arte... Eu só recomendaria a aquisição de livros para estudo, mas ainda assim eu acredito que eles desempenham melhor sua função social na fundação cultural. 
Uma pena que ninguém (se é que vai ter alguém) vai dar muita atenção para essa postagem, mas fica aqui a dica de três sites que disponibilizam centenas de obras na íntegra:

Vision Vox - 22.000+ obras

Projeto Gutenberg - 38.000+ obras

Domínio público - projeto governamental

21 de abril de 2012

Comunicado

Meu amigo Fabio acabou de criar um blog com enfoque voltado para a cultura underground, dá um help pra ele:
"Tubarão HARDCORE - O que você nunca verá no top 10 da sua TV"
http://tubaraoharcore.blogspot.com.br/

Eu também criei um tumblr, mas infelizmente algum mal amado já tinha o meu domínio.
Me sigam:
http://damnedpoltergeist.tumblr.com/

10 de abril de 2012

El tercer idioma


    Não faz nem um mês que eu vi na internet, e infelizmente não consegui reacessar a fonte, uma matéria que dizia que o interesse pela língua portuguesa no exterior vem crescendo, já que aumenta a popularidade do nosso nobre Brasil lá fora. 


Pode até ser possível, mas eu não acredito que seja bem assim. Não que o Brasil não tenha de fato melhorado sua estima para os gringos, mas, vivendo numa cidade turística não é isso que eu vejo. Não; os europeus, americanos e asiáticos vem para cá com o espanhol na ponta da língua. Eu acredito que isso aconteça porque os outros países da nossa humilde América Latina também estejam mais pop: Argentina, México, Bolívia e Equador também são destinos anexados ao Brasil quando se trata de uma rota turística. Em muitos casos os turistas passam um único mês numa escala Rio de Janeiro-Foz do Iguaçu e já zarpam rumo Machu Picchu ou Buenos Aires.

E não é só isso. É cada vez mais notável a preferência da mídia pelo espanhol, depois do inglês. Ainda esse ano eu vi um popular canal americano no YouTube fazendo vídeos em versões em espanhol, sendo que o primeiro idioma que os americanos pensam em aprender é o espanhol. Se você busca exercitar um idioma em sites voltados para isso, não se iluda pois o português é um dos últimos idioma que você vai utilizar. Várias vezes eu acessei sites desse gênero e tive que falar em espanhol com gente de tudo quanto é canto do mundo (e o meu espanhol é péssimo). Geralmente quem se interessa são latinos de outros países e pessoas que já falam quatro idiomas ou mais.

Ou seja, o povo lá fora até se interessa pelo português, mas para eles aprender a nossa língua é que nem para nós aprender o alemão. O espanhol é uma língua mais cultural, enquanto o inglês é mais técnico. As pesquisas indicam que o espanhol se classifica entre as três línguas mais faladas do mundo - na frente até do inglês - enquanto o português fica em sexto, isso quando leva alguma consideração.

Fica a dica para quem se interessa em aprender um novo idioma, e ainda não fala nenhum: opte primeiro pelo espanhol ou inglês. Não vale cair na burrada de achar que o espanhol é um português mal falado e enrolar um portunhol, pois acredite, falantes nativos do espanhol geralmente falam bem melhor que nós, brasileiros. Se você se interessa pelo francês, alemão ou mandarim a dica é deixar para depois, a não ser que você queira falar sozinho(a).

4 de abril de 2012

It's over...

Pra quê?

A gente não nasce amarrada a ninguém. Então... Por quê, meu Deus...?
Porquê às vezes a gente faz isso contra si mesma?

Ficar se reverenciando para um ser que não está nem aí para você. Um ser egoísta, orgulhoso, mentiroso... Que exige tudo de você e não dá nada em troca. E por mais que você faça de tudo para agradá-lo, nunca é suficiente. E por mais que ele esteja errado, a culpa é sempre sua. E nunca dele. Nunca.

Ausência de sentimentos não deveria ser "desvio de caráter" e sim um dom.

Bem... Não me culpem, eu não pedi para chegar a essa conclusão.
Mas... às vezes eu acho que são todos iguais. Todos. Desculpem se tem alguma "exceção" a ler isso, mas todo santo que eu conheço jura que é a única exceção, e eu chego à conclusão de que as exceções formam e regra.

(Ode à desilusão).

Fim.

2 de abril de 2012

Criatividade não tem preço

A fotografia é uma das formas de arte mais moderna. Tal como um pintor se utiliza de tela e tinta ou um escritor se utiliza de palavras, um fotógrafo se utiliza de lentes e luz.
Testemunhe com seus olhos:





image

(amostra grátis que eu vi circulando na internet mais de duas vezes...)

1 de abril de 2012

The river

Mais uma da série "hope you enjoy".

Tenham um bom mês.



I confess I'm a sinner
I've seen a vision of my life
And I wanna be delivered...

30 de março de 2012

O milionário da caverna (re-escrito)

Eu li esse livro quando eu tinha 12 anos, e fiz a primeira resenha aos 15; eu ainda não tinha o hábito da escrita e nota-se que a resenha não era lá das melhores.

A Casa Publicadora Brasileira, que é a editora que trouxe o livro ao Brasil, tem vários biografias de várias pessoas não famosas em diferentes lugares do mundo e em diferentes épocas. Muitas vezes a vida real é muito mais interessante do que qualquer conto de ficção. A editora é voltada para a literatura religiosa, e justamente isso que torna as vidas narradas das pessoas interessantes: o fato de elas defenderem uma fé que muitas vezes contrariava como um todo o meio cultural em que elas viviam.

O caso de Doug B (alguma coisa) era um pouco diferente. Ele vivia num país democrático e "livre" e nada lhe faltava. Inicia a narrativa na mesma idade que eu tinha ao ler, quando ele toma uma decisão: ou ele acabava com a vida dele naquele instante, que por alguma razão não tinha sentido, ou ele vivia a vida intensamente - entenda-se intensamente o modo mais pleno possível, sem responsabilidade, de certa forma seguindo o movimento hippie que teve popularidade na época em que ele foi adolescente (anos 70).

Dos 12 aos 17 anos ele fez as coisas mais irresponsáveis e absurdas que alguém pode imaginar. Esteve entre a vida e a morte, entre a disciplina e o total descaso, entre o luxo e o lixo. O auge foi quando ele e mais uns amigos experimentaram uma droga que surtiu efeitos alucinantes por quatro dias seguidos, e aí a polícia o encontrou e mandou ele ir para a casa de um tio se reabilitar. Os outros que estavam com eles tiveram sequelas graves e um nunca mais foi visto.

Um certo tempo em que ele passou morando numa caverna (por isso o nome do livro), ele se pôs a ler uma bíblia abandonada que ele ali encontrou, e isso foi o que mudou o rumo da vida dele. Nos anos seguintes ele se converteu, saiu da caverna, e basicamente a partir daí acaba a parte irresponsável da vida dele e entre a parte mais difícil, em que ele tem que enfrentar todas as consequências que o estilo de vida anterior lhe trouxe, como a dificuldade em abandonar o vício e lidar com o prejuízo que ele trouxe para a vida de outros.

E por fim, quando tinha seus trinta anos, ele... Não vou contar o final, mas na época em que eu li eu não gostei. Eu queria que ele tivesse morrido - o que seria tecnicamente impossível, porque foi ele mesmo que contou a sua história.

Fizeram já um documentário sobre a vida dessa célebre figura, e o livro em si é meio difícil de encontrar (a menos que você esteja em São Paulo). Literariamente falando, o livro não é muito superior ao comum best seller, mas já basta porque Doug não exerce a profissão de escritor. Se gostou de "A cabana" vai gostar desse livro também.

24 de março de 2012

Desabafo...


São sabe-se lá quantos milhares de pessoas gastando as suas melhores horas do dia fissuradamente conectadas...

Já não existe mais calma, apreciação e perícia.

É tudo cada vez mais rápido, mais curto, mais superficial.
E quanto mais ostensivo mais desprovido de conteúdo.

Então faz o seguinte: vai jogar futebol, tocar violão, passear com o seu cachorro, visitar seus parentes, ler um livro, cortar os pulsos, se drogar, queimar uma casa, assaltar um banco ou o que você quiser, mas não fique 24 horas no facebook. Isso enche o saco.

E não se iluda que a gente não vai revolucionar a sociedade por meio de redes sociais.

(status: off)

17 de março de 2012

De novo

Essa postagem é dedicada a todos aqueles e aquelas que, como eu, dominam a arte de escrever muito e nada dizer.

Dedicada a todos os lugares-comuns, jargões, provérbios chulos, melodramas e expressões de desilusão.

Reticências.

Uma postagem para quem, como eu, tem o dom de cometer um erro e jurar para si que nunca mais vai cometê-lo, e depois reincide, e jura para si mesmo de novo, e mais uma vez reincide, e de novo, e de novo, e de novo, até o infinito...

E chega uma hora em que você não diz: Nunca mais, porque você sabe que você sempre disse isso e nunca se corrige.

Talvez essa seja a minha natureza. Fraca natureza.

Para que insistir?

Eu apanhei demais na escola para não ter aprendido - e aprendi, mas ainda assim eu insisto.

Não vou dizer que não sinto vergonha, melancolia, e de certo modo medo. Não. Eu já passei por isso mais de um milhão de vezes.

100 milhões de vezes.

Que mania de acreditar que no fundo não são todos iguais...

Ponto final.

E lá vou eu de novo...

27 de fevereiro de 2012

OFF - F.A.Q.

Uma postagem "em off" aproveitando as baixas do carnaval.

Perguntas frequentes:

1 - Ana, qual a sua idade?
R: Ressalto: eu não tenho 30, 45 ou 11 anos como por vezes perguntam. Nasci em 1993. Calcule. 

2 - Porque você não coloca foto sua?
R: Evitar assédio. Explico: Se só com o nome eu já recebo mil propostas de casamento (e outras coisas que eu prefiro não comentar), imagina se eu mostrar a cara...

3 - Segue o meu blog?
R: Me siga primeiro e eu penso a respeito.

4 - Me segue no twitter?
R: Idem resposta anterior.

5 - Posso lhe adicionar no facebook?
R: Pode. E eu posso não aceitar a solicitação. ;)

6 - Vamos fazer parceria?
R: Veja bem: Eu prefiro "fazer parceria", ou troca de banners ou links com quem eu já fiz uma certa amizade. Então pede pra fazer amizade e eu repenso.

7 - Como posso entrar em contato com você?
R: damnedpoltergeist@yahoo.com

8 - "Comenta lá no meu blog?" "Passa 'lá' depois?"
R: Posso fazer isso, mas eu não disponho de tanto tempo como eu gostaria, e não tenho a habilidade que vocês tem de fazer uma réplica espirituosa à postagem; por isso as chances de eu deixar um comentário bem sem sal numa postagem excelente é astronômica. Fique claro que eu leio todos os comentários e os considero, bem como apago os censuráveis. 

Mais perguntas? Sugestões? Críticas? Comente. =)

19 de fevereiro de 2012

A droga do carnaval

Panis et circenses - Capítulo II: Dorgas, Jesus e luz vermelha


featuring: Ogroland
http://ogroland.blogspot.com/


Um dia lindo de sol e calor. Além de domingo é feriado, o que devia ser proibido, já que é um absurdo desperdiçar feriado com domingo. E esse feriado tem origens de difícil compreensão, esse tal de carnaval é muito estranho. Quem diz que não gosta de carnaval logo tem algum dedo apontado em sua direção, em reprovação, com insinuações irritantes de que “não sabe curtir a vida”. Ora, meus caros, curtir a vida é relativo. Cada um gosta de uma coisa... quem não faz o que você gosta não sabe curtir a vida? Esperava mais de sua parte.

Dizem pessoas mais vividas que eu que antigamente esse evento brasileiro denominado Carnaval era aromatizado à lança perfumes, que parece ser uma espécie de alucinógeno aromático; um belo dia o legislador viu que tava dando merda e resolveu proibir, como se amenizasse os mórbidos efeitos do período de pão e circo. Historicamente, o carnaval é um período de festa para se preparar para os sacrifícios que nos aguardam na quaresma. Aí fica mais esquisita a coisa. Sacrifício da quaresma? Sacrifício onde, meldels ducel?

O que se vê no carnaval é apenas uma festa mais intensa e extensa do que as outras do resto do ano. E como há excessos, nesses dias de folia o risco de morte cresce drasticamente. As mesmas almas que serão plantadas nas sepulturas com seus corpos hoje serão colhidas daqui a nove meses. Põe na conta de alguns instantes alucinados. Sexo e drogas, e por favor, volta rock''n''roll.

Dizem os antigos, que em tempos passados, esse evento nacional, o Carnaval era aromatizado sem o uso do Bom Ar, mas com muito lança perfumes que parece ser uma espécie de alucinógeno. Um belo dia O Legislador viu que tava dando merda e resolveu proibir, como se amenizasse os mórbidos efeitos do período de pão e circo.

Wow, mas o álcool ainda rega a parafernália. Aliás, sabia que houve um tempo em que o álcool era ilegal? Muitos séculos atrás era considerado uma droga hedionda consumido às escondidas, pela nobreza e pela plebe... E um dia a indústria falou mais alto que a moral, e que se jorre álcool pra todo lado. Alguém tem dúvida do efeito devastador que a bebelança provoca nas pessoas? Sendo Carnaval ou não, quantas tragédias já começaram com uma simples cervejinha ou uma inocente pinguinha para esquentar o peito?

 Não adianta tentar tampar o sol com o copo de cerveja! O álcool é um tipo de droga, a polêmica maconha o é; o café que você toma todo dia, a acetona com que você remove o esmalte, o chimarrão dos gaúchos, até a coca cola, tudo isso é droga, só que legalizada; a diferença é modo com que a sociedade encara cada substância. A maconha, que segundo os adeptos é relaxante, é proibida, enquanto determinados chás alucinógenos que já geraram muita dor de cabeça são legalmente consumidos em rituais religiosos. 

Mas o carnaval ainda tá de pé, temos segunda e terça pela frente. E não tenham esperança, não adoradores da festa, ano que vem tem mais. Vamos mais uma vez parecer uma versão genérica de Sodoma e Gomorra aos olhos do mundo inteiro, ano após ano. Que não é só de hoje e não é só no Brazil eu bem sei; várias outras nações tiveram e tem sua sorte de festinha na luz vermelha; mas a nossa, compatriotas, chegou além da depravação. Uma depravação permitida por lei, financiada pela indústria, pelo dinheiro dos contribuintes e perdoada por Jesus no resto do ano. Ah não... que desânimo. E para não dizer que não vemos nada de positivo no Carnaval, vamos enaltecer um ponto: o feriado é bom demais.

Bom feriado e juízo.




16 de fevereiro de 2012

100 tempo


Já não tenho mais a habilidade de fixar fisionomias e nomes... Na verdade eu nunca tive, mas hoje eu chego ao extremo de só lembrar o meu próprio nome; o resto eu confundo tudo... Alguém que eu nunca vi na minha vida me cumprimenta e sabe meu nome, me pergunta como vão as coisas... Quase não sei a diferença entre Um e Todo Mundo... Mas os aniversários eu lembro... Prazos, vencimentos, inícios e encerramentos - datas eu lembro... Enfim... Ops, me atrasei.

10 de fevereiro de 2012

(Anti-)Vegetarianismo

Sempre vivi nesse conflito gastronômico-ideológico de vegetarianismo e carnivorismo. Em princípio porque eu estudava num colégio altamente religioso, onde o vegetarianismo é como se fosse parte da castidade. E depois a minha família tem a singular tradição de matar o que come. Sim: tem uma coisa que meus parentes fazem chamada "Morcília"; um nome bonito que leva um ingrediente bem exótico: sangue do animal. Nunca tive coragem de comer. Hoje em dia, os defensores de ambos os extremos se contradizem. O que eu acho mais interessante na religião do meu antigo colégio é que se trata de uma religião semi-mafiosa, discreta, não só uma Igrejinha de bairro e, segundo me diziam, pioneira nos estudos no Brasil de teologia, criacionismo e similares e apesar disso eu nunca conheci nem um praticante dessa religião vegetariano (e que realmente guardasse o sábado). Os verdadeiros vegetarianos que eu conheci eram aqueles que se firmavam na ingênua crença não-religiosa de não fazer mal a um ser vivo. Bem... O predatismo é instinto animal, e Homo sapiens também é animal. Um exemplo é aquelas pinturas rupestres dos homens da caverna cercando mamutes; ou seja, não é de hoje. Aí surge o argumento de que o ser humano tem a razão e pode subsistir sem maltratar animais. A nossa razão nos leva a poluir o meio ambiente, a fazer guerra, a abortar, a sermos injustos e egoístas; eu sou de opinião que nós só não maltrataríamos os animais se seguíssemos o modo medieval de caçar um javali que vive solto por aí para assar. Mas se já não existem tantos javalis o que resta é satisfazer os instintos do modo que o Sistema dispõe. Por outro lado, circulam por aí e-mails dos esquimós que são saudáveis e consomem somente alimentos de origem animal. Não dá para se basear nisso, porque eles levam um estilo de vida muito diferente do nosso - não tomam banho, só para citar, e isso no Brasil é condenável. Carnívoros geralmente pensam pelo paladar, o fato é esse. Também tem a questão da saúde. Especialistas apontam que o consumo de vegetais faz parte de uma vida saudável, mas isso não é suficiente para crer que dá para dispensar por total os derivados de animais - o leite materno é de origem animal humana e sem ele a gente não cresce fortinho. Então... Pra mim é bobagem seguir dogmas ou princípios num século onde o conhecimento é tão acessível e o mundo tem a mente mais aberta. Nem um extremo nem outro; a solução é equilibrar.

3 de fevereiro de 2012

Antipedagogia

9177676-graduation-mortarboard-and-scroll-tied-with-red-ribbon-on-top-of-a-stack-of-old-worn-books-on-a-ligh_largeQuando eu terminei o ensino médio, em 2010, o sistema de cotas, programas governamentais e o novo ENEM complicaram a minha vida ao mesmo tempo em que facilitava muito as vidas de tantos outros. Distribuir vagas assim deliberadamente é como ir na periferia e jogar dinheiro para o alto - beneficia o pobre, mas não necessariamente quem mais precisa ou vai fazer bom proveito disso. Tudo bem; na real o que importa é que cada vez mais gente (também não necessariamente jovens) tenha acesso ao ensino superior. Ainda não sou a favor do ENEM, que é mais um teste de resistência, quanto a multiplicar a nota para estudantes de escolas públicas... Eu vivo numa perspectiva de Brasil onde a estrutura educacional é exemplar e o sistema de saúde funciona; é, portanto, injusto dar essa "ajudinha". Pode discordar. O que eu penso é: o secular "problema da educação no Brasil" não é culpa do governo. Ou não só. Já dizia o antigo provérbio: a educação começa em casa. Eis o mito da "família brasileira"... Eu sei que não é regra, mas, generalizando, os pais, ricos ou pobres, não exigem que os filhos estudem, não ensinam a se comportar, a respeitar; e na hora de educar mesmo deixam isso a encargo da escola. E fica assim. Não existem mais professores com amor à profissão que prefiram dar aulas a turmas imaturas e selvagens de ensino médio, e os estudantes passam de ano fazendo o máximo para o menor esforço possível. No ensino superior o que muda é que talvez exista um mínimo de interesse e os então universitários passam a exigir que os conteúdos sejam baixados nos seus cérebros com apenas algumas aulas, sem nenhuma leitura complementar, sem discussão, et cetera. Claro que existem os autodidatas que frequentam as aulas mais para esclarecer eventuais dúvidas e seguir o calendário, mas eu diria que são minoria. O interesse é limitado ao diploma. Na verdade, eu creio que a função das instituições educacionais não é "ensinar", e sim formatar os indivíduos à sociedade, ou socializar. E, sinceramente, esse não é o meu forte. Detesto obrigações e que classifiquem a minha capacidade intelectual por um número vermelho num papel. Eu gosto de estudar, só não muito de socializar. Boas aulas para quem as tiver. Survive.

30 de janeiro de 2012

Come ooooon... Take me out

Primeira postagem com música do ano:
Franz Ferdinand - Take me out

Sugira música para as próximas postagens



Hope you enjoy.

27 de janeiro de 2012

Fora da lei

Esses dias, ou ontem mais precisamente, resolvi me atualizar quanto ao que está acontecendo no mundo. Você já deve estar a par: Um certo país do nosso continente com projetos de lei que prometem monopolizar e censurar a internet de modo absurdo. Pelo menos na minha opinião é uma tentativa desesperada de um império decadente de recuperar toda a sua antiga hegemonia com essa medida antiquada e babaca. Deveriam ter pensado nisso vinte anos atrás quando a rede global era só um esboço; hoje o impacto que isso pode trazer ao mundo é gritante. Várias empresas predominantes na internet, como o nosso nobre Google, fizeram protestos, e um grupo de hacker ativistas chamado Anonymous (que eu só soube ontem que existia) atacou e derrubou sites de governos e grandes gravadoras (inclusive no Brasil). É um rebuliço tão grande que dizem que isso pode desencadear (se já não está desencadeando) mais uma guerra mundial, mas uma guerra sem bombas, sem metralhadoras, sem trincheiras e protestos, e sim com inteligência e tecnologia. O grupo Anonymous - encontrei tanta coisa a respeito deles na internet que dá para escrever um livro - é como se fosse uma versão moderna do lendário outlaw Robin Hood; em vez de verde, identificam-se com uma máscara, e em vez da floresta eles "habitam" e conhecem bem a Internet; atacam os poderosos e ajudam os pequenos, e sem apesar disso - eles mesmo declaram - ter um líder. Nota-se que através das redes sociais eles tentam se banalizar, para conseguir o apoio das massas; isso só não está dando tão certo porque - pelo menos na minha opinião - eles são inteligentes demais para o povão. Pode ser tudo uma grande trollagem, e pode não ser. Mas saiba que no Brasil existem projetos de lei semelhantes e que se os EUA se sobressaírem nós, pessoas comuns, além de não podermos mais fazer downloads, seremos arbitrariamente censurados e, acredite, perderemos o acesso a imitações e falsificações das grandes marcas, tendo que vender nossa alma para poder ver um mísero filme. Recomendo: siga esses caras no twitter (@AnonIRC) e veja o que se pode ser feito. Se isso for sério mesmo - I don't know - não haverão tantos herois capazes de "salvar" o mundo.

24 de janeiro de 2012