26 de agosto de 2011

Sem Permissão Para Dirigir

PEu me lembro de ter assistido três filmes dos anos 80: Curtindo a vida adoidado (1986), Te pego lá fora (1987) e Sem licença para dirigir (1988). Eu vi esses filmes na Sessão da Tarde na época em que eu tinha tempo de sobra, e, além de não entender o enredo ficava me perguntando porque as pessoas do filme tinham o cabelo zuado e usavam as calças na altura do umbigo. Assistindo Sem licença para dirigir, eu pensava: "Nossa, dirigir deve ser muito legal", e não via a hora de dirigir também. E deve ser mesmo legal, caso você viva em uma cidade rural de três mil habitantes; porém, imagino que numa cidade como São Paulo só vai ser legal se for literalmente, tendo a carteira de habilitação. Aí que impera o problema: A maioria das pessoas acha que ter um carro basta e aprende a dirigir em cinco minutos, e quando vai tirar a carteira meio que desanima toda aquela burocracia do Departamento de Transito. Wow, eu queria que a vida fosse que como um filme americano que se você não passar no exame do Detran você pega o carro do seu pai escondido e vive uma aventura muito louca. Mas a vida real é como aqueles documentários horrendos de catástrofes de trânsito e você se conforma a, em caso de reprovação, esperar eternos quinze dias úteis para poder fazer o exame de novo. Eu vou contar para os meus netos (se eu tiver) que em 2011 eu tirei, ou pelo menos tentei tirar, a minha PPD. Descobri uma coincidência interessante: No dia em que eu fiz o exame prático do Detran, dia 18, uma celebridade muito "querida" chamada Justin Bieber fez o exame junto comigo. Tanto lá nos Estados Unidos quanto aqui na minha cidade, nesse dia, chovia pra caramba, condição que torna o teste mil vezes pior. Cometi uns errinhos mas passei, o que não aconteceu com Bieber. Mas não, infelizmente, eu ainda não tenho a habilitação provisória... Falta a categoria A, em que eu reprovei duas vezes. Oh, God. Agora sei lá quanto tempo ainda vai levar, mas vou ter que fazer como o rapaz do filme e dirigir mesmo sem Permissão Para Dirigir.


21 de agosto de 2011

O diário de Nina Lugovskaia

"... De fato eu estaria bem, se não fosse por essa gente fastidiosa e insuportável. Eles zumbem ao meu redor como moscas, importunam, irritam, golpeiam-me no ponto em que busco me proteger de qualquer contato indelicado".

Há quem diga que Nina Logovskaia foi uma jovem revolucionária; outros diriam que foi só mais uma menina vivendo num período histórico complicado. Eu penso que ela foi os dois ao mesmo tempo: Nascida numa família de intelectuais, tinha uma visão da vida que não se esperaria para uma adolescente, e, ao mesmo tempo, as páginas do diário que ela nos deixou não deixam de conter as angústias e anseios da menina que, apesar da maturidade exemplar, não deixava de fazer coisas que os adolescentes de treze a dezoito anos fariam. Eu recomendo o livro para aquelas que se interessarem em uma realidade completamente diferente da sua, aqueles que se instigam a seguir o exemplo de vida de boas pessoas como a autora desse diário. Não recomendo se você não teve um diário nos seus treze anos e/ou simplesmente não aprecia esse gênero de monólogo. Boa leitura.
Nota: O Google Books  disponibiliza o livro online, dê uma olhada aqui.

15 de agosto de 2011

Eu só queria um café

O mundo está tão cheio de livros mas grande parte deles não te estimula a sair da primeira página. Não nego que há muitos bons livros mas esses devem estar  bem escondidos atrás dos mais caros, com a melhor edição, capa mais pomposa. Os melhores não devem estar em e-book, circulando pela internet, para download em um blog. Não! Não querendo dizer que esses não sejam bons - não sei - mas eu busco algo... Diferente. Algo que não se faça com tanto esmero no século XXI. Um que não tenha vocabulário lugar-comum de best seller. Um que não tenha personagens mesquinhos mas que também não sejam perfeitos. Um que mostre não (só) os altos níveis intelectuais do autor; um que mostrasse uma brechinha da alma do mesmo. É pedir muito? Aquele livro que te prende, te vicia, te faz querer viver para ler as suas páginas antes de mais um gole de café - cadê? Aquele que marca a história, aquele que muda a sua vida. Aquele que te deixe triste quando acaba - não por o final em si ter sido ruim - mas pelo fato de ter chegado a última linha da última página e o encanto acabou. Que droga. E quando esse acaba, será que eu vou encontrar outro? Bem... Não sei se é a minha mente lunática, mas eu vou atrás de outro bom livro para ler como se fosse o último da minha vida. Mais um café, por favor.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...