31 de março de 2011

Que pena...

José Alencar morreu.

Poxa, ele se foi sem nem autografar um exemplar de "Iracema" ou "O Guarani" para mim...

(Brincadeira)

29 de março de 2011

Nota pública

Eu sei que o blog ficou com cara de Halloween, mas o Blogger tem uma tecnologia incrível e pode lhe dar muita dor de cabeça se você não fizer bom uso dela.

Com o antigo layout muita gente não conseguia comentar. Agora você já pode. Diga o que achou.

Aos parceiros: Perdi um ou outro link, se o seu não consta na guia ao lado, me avise. Não se esqueçam de atualizar o banner.

Thank you, guys

26 de março de 2011

O verdadeiro nome

Mundo, mundo, mundo - vasto mundo... Se eu me chamasse Ana Raimunda não seria rima nem solução. Porque toda "Ana" tem que ter um segundo nome? Porque as pessoas complicam com nomes "compostos"? Tudo bem. Ninguém escolhe o próprio nome, não é mesmo? Ainda que seu nome seja ridículo ou não tenha nada a ver consigo, ele é um fardo que você vai carregar até morrer (na maioria dos casos). Lembro de uma série de ficção épica que eu lia com uns 13 ou 14 anos, em que as personagens tratavam de conhecer seus "verdadeiros nomes" a partir de mágica e um idioma antiguo que era usado para a prática de tal; cada pessoa tinha de descobrir três adjetivos nesse idioma que em conjunto a definiam, e se uma pessoa descobrisse o verdadeiro nome de outra pessoa teria total controle sobre ela. O livro: Eragon, Ciclo da Herança. Pode dizer que não é uma referência digna, mas muitos livros infanto-juvenis que seguem esse estilo tem muita coisa nas entrelinhas enquanto a maioria acha que é mero entretenimento. Enfim: a trama de Eragon levanta uma questão folclórica, mística e até filosófica. Folclórico porque de fato faz parte de crenças como dos escandinavos e anglo-saxões - um bom exemplo é a canção "Nemo", do Nightwish, banda da Finlândia. No clipe a banda aparece num lugar de muito frio - o que eu penso ser uma referência ao Valhalha, inferno gelado da crença antiga deles - e uma pessoa anda sem rumo, com expressão de tormento, enquanto a canção fala justamente sobre isso, a procura de um "verdadeiro nome" para voltar a ter esperança (e esse nome "Nemo" é tirado diretamente do latim, que é uma língua antiga, mas não a mais antiga de todas). É místico: o nome que seus pais lhe deram se passa por um título, e você tem que olhar para si mesmo, se questionar, "se descobrir" - assim como pregava Sócrates - e descobrir o nome que lhe define. Parece coisa de louco, mas tem sentido. Mas ora, eu cheguei a lugar nenhum. Ainda que fosse possível conhecer o verdadeiro nome, ninguém compartilharia, e continuaria carregando o nome de batismo sem conseguir nada a não ser se conhecer melhor.
(Ah, o meu nome "composto" é Ana Paula).

Correção: o inferno dos Nórdicos se chamava Hel.

7 de março de 2011

Panis et circenses

Tem alguma coisa acontecendo no Brasil. Alguma coisa que eles chamam de cultura, mas eu não entendo. Não entendo porque tantos deles fogem para a Argentina.

E a última vez que eu vi um pedaço dessa "cultura", ou seja lá o que for, eu me lembrei da chegada de Cleópatra a Roma, em vários filmes, como por exemplo Cleópatra, de 1963 (não, eu não nasci nessa década. 30 anos depois...) ou então a comédia de 2002, Asterix e Obelix Missão Cleópatra.

Porque afinal, sem História a gente não vive. Pelo menos eu.

A comparação parece chula, mas se você for ver a origem desse tal de caranaval começa talvez lá na época do antigo Egito, e depois nas primeiros rumores de Brasil, mas por aqueles dias a celebração era mais mística e religiosa, e não necessariamente vulgar como se assumiu na atualidade. Não posso afirmar, porque não lembro de ter lido qualquer coisa a respeito, mas... Mas nada, cara. Pelo menos tem feriado.

Acontece que o Brasil não é herdeiro unicamente da África. Voltamos a Roma: Corrupção, fanatismo e violência. Para eles era o Senado, gladiadores e o exército. Ahh, tenho que mencionar outra ainda: a Grécia. A primitiva democracia, as Olimpíadas, guerras e Espartas da Vida.

E a gente tem políticos, futebol e o Rio de Janeiro. O que mudou? Digamos que na verdade as coisas evoluíram, não, não; Não existe evolução para pior; Digamos que as coisas se desenvolveram e se adaptaram. Se melhoraram é relativo.

Outro dia falei com um árabe de Iêmen. Disse a ele que a democracia não é nem de perto o melhor sistema político e que serviria para desconsolidar o Islã. Eu sei, disse ele, mas a situação tem que mudar; a gente tem que saber o que de fato acontece no país. Talvez num país menor que uma cidade de interior o povo consiga mesmo manter o controle político.

Pois uma vez que não consegue, não há nada a fazer. Só resta "ser feliz". Fingir que nada acontece, ou simplesmente ignorar, porque o que importa mesmo é "cultura" e alimentação. Flamengo, Coríntians (ou qualquer outro timesinho) e bolsa família.

E eu nem sei porque eu estou falando isso. Afinal, hoje é dia de "folia". Para que criticar o país? Para que pensar? Isso, pensar é muito difícil. E afinal, para que ler?

Para que ler um blog?

Não sei, cara. Como eu já disse, pelo menos é feriado.

(Dessa vez eu não me baseei em nada, escrevi de olhos fechados. Não to nem um pouco afim de me informar sobre esse evento cheio de transex e mestiças de toda sorte).

Ahhh... Se quiser, aqui vão sugestões de coisas mais proveitosas para se fazer em vez de "pular":
- Dormir
- Caçar mosquito da dengue
- Dormir
- Estudar árabe (é legal, tem quase os mesmos fonemas do português)
- Assistir um filme antigo
- Dormir
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