30 de maio de 2010

Alesana

"O amanhecer está se aproximando da pequena cidade de Slough, na Inglaterra, durante o ano de 1898. Um desenhista local, conhecido por nós simplesmente como "o Artista", está deitado numa cama ao lado da mulher de seus sonhos, "Annabel". Quando os primeiros raios de sol penetram pela janela, ele rola para despertar sua amada com um beijo. Seus lábios frios revelam um corpo, outrora tão belo, agora sem vida. Seu primeiro e único amor foi assassinado e nada é o que parece. Quando se revelam quais mãos poderiam ter sido as responsáveis, ele implora para que tudo isso seja um pesadelo horrível."



Uma história com trilha sonora, ilustrações, e até uma breve performance, publicada ainda esse ano por uma banda norte americana. Tal banda, uma das mais ilustres do género Post-HC e Screamo, mostra a nós que tem muito mais conteúdo do que música pesada; Inspirado no poema "Annabel Lee" de Edgar Allan Poe, o álbum "The Emptinees" (O Vazio) foi um projeto que os fundadores da banda tinham desde quando começaram, antecipado por outros dois, um baseado na Mitologia Grega, e outro, nas histórias dos irmãos Grimm.

Alesana, site oficial:
http://www.alesanaofficial.com/

26 de maio de 2010

Bullying

Look at you, you miserable fool!
Get off your knees, your prayers fall upon deaf ears
Gods turned his back on you, heavens gates are shut
And now you're knocking on the devils door!

Esses dias eu vi uma matéria sobre bullying: um estudante que cursava a sétima série teve que pagar uma indenização de 8 mil reais para uma colega a quem oprimiu durante um período na escola. Claro que o aluno não vai tirar dinheiro do próprio bolso para pagar qualquer coisa; seus pais entraram com um pedido de revogação (não sei se essa é a palavra certa) e disseram que é um exagero. É até meio exagerado sim - mas é muito injusto. Injusto com aqueles que tiveram que passar a vida inteira sofrendo desse mal sem receber o mínimo de atenção. A moda agora é ser ecológica e politicamente correto, então qualquer filinho de papai que se sentir oprimido pode chorar um pouco mais alto. Tudo bem, tudo bem; não é só porque você tem um pouquinho mais de grana que você vai estar imune a isso. Mas o caso que eu citei foi em colégio particular numa cidade grande, e quem lembra dos demais? Quem já foi vitima disso tem que aprender a superar o trauma por conta própria, e, cerca de 90% das vitimas consegue, dependendo do grau de agressão. Mas é como uma cicatriz, as marcas ficam... Talvez seja pra isso que sirva a vida académica, para dar um choque social nos estudantes. Ou talvez seja só para perder tempo mesmo... De qualquer forma, eu nunca tive gosto em frequentar tal instituição. Daqui uns meses eu recebo meu bónus e passagem para a próxima fase, e o que me conforta é que poderia ter sido muito, muito pior.

9 de maio de 2010

Operação anti-vampiro

Acendam as fogueiras, preparem suas tochas, saiam a noite, a caçada começa agora. Vamos queimá-los enquanto é tempo, eles são o mal do século. Sem dó nem piedade; façamos isso durante a noite até porque o sol "está do nosso lado". Nada de estacas, alho ou água benta; basta arrancar-lhes as cabeças, enforcar-los, jogá-los do precipicio (quero ver onde estão os "super poderes"). Não, não estamos na Idade Média, nem vamos caçar as bruxas. Eu só faço um apelo ao fim dessa mídia vampiresca que vem batendo sempre na mesma tecla, desses seres fictícios, atribuidos à cultura do terror, mas que não botam medo nem em criancinhas. Com exceção do clássico "Dracula", esses sangue-sugas albinos são nada mais do que uma jogada comercial ao público teen; com ar de aventura pras os garotos e de romance para as garotas. E não faço mais nenhuma exceção; nem Edward Cullen, nem Lestat de Licourt, nem Blade, nem Os Sete, nem nada - se bem que é isso que eles são: nada.
Pros meus coleguinhas leitores(as), aqui vão recomendações de livros ou séries de aventura, romance ou terror alternativas:
  • Harry Potter (Eterno \o/)
  • Percy Jackson e os Olimpianos
  • Fronteiras do Universo
  • Desventuras em Séries
  • O Mapa dos Ossos
  • A Menina que Roubava Livros
  • Pollyanna (clássico)
  • Frankenstein
  • Qualquer um de Stephen King
  • Qualquer um de Dan Brown

2 de maio de 2010

O Machado

Artur sentou-se. Respirou fundo. Já acabou. Daniel estava certo. Aliás, todos estavam certos, só ele mesmo que não. Quanto ao ex-cunhado, só tinha a lamentar; ambos foram vítimas. Agora ele via tudo num flash: o machado de baixo da cama, as fotos tenebrosas, os corpos... As cartilagens humanas, dispostas como que numa coleção... Como ela pode? Aliás, como um ser humano poderia ser tão vil? Tais visões lhe custaram longas noites de sono, e agora ele estava pálido como um cadáver, e com olheiras profundas. Se pelo menos ele não tivesse sido tão teimoso, e dado atenção ao que lhe diziam... Ele se sentia culpado. A morte de Gabriela era sua culpa. E talvez amasse mais ainda Mariana por causa disso... Tremeu com esse pensamento. O que mais lhe atormentava era Daniel. E se ele acabasse do mesmo jeito?...
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