4 de dezembro de 2010

This is THE END!




Por que parar de sonhar quando você acorda?


Tive a impressão de que a moda do Brasil esse ano foi o Brasil. É, quanto mais eu conheço o Brasil mais eu me estrangeiriso - não é culpa minha.
2010 foi ano de... Gritos. A plenos pulmões. E de silêncio absoluto.
Ano de altos e baixos, como todo ano.
As vezes você consegue o que queria não como queria. Foi o que aconteceu comigo.
Três livros: "Os sofrimentos do jovem Werther" (Goethe); "Dom Casmurro" (Machadinho de Assis) e "Cem anos de solidão" (Gabriel Garcia Márques). Recomendo.
Dois filmes: Robin Hood, The Princess Bride (não sei o nome em português)
Uma música, ao leitor (aproveita):


(See you in 2011)

28 de novembro de 2010

Cinco minutos

Eu disse: você tem cinco minutos. Estava farta - você implorava - e eu não sou paciente como um santo. Eu achei que você era só mais um louco. Me enganei. E estava certa. A verdade é que cada louco é único. Não leve a mal, antes louco que apático. Eu disse: cinco minutos - e você teve cada minuto, cada segundo, como se fosse o último da humanidade. Achei graça. "Afinal", eu pensei, "cinco minutos são suficientes para salvar o mundo". No quinto minuto você não cessou, falava da sua vida, me dizia poder contar contigo, dizia querer ajudar. Interrompi: pois bem, quando precisar, afirmei, espere que eu chamo. Eu chamo, e que esteja disponível. Você disse que estaria. E eu achei que não chamaria. Mas onze dias depois, nas suas próprias contas, eu chamei e você não estava. Mais uns três dias, talvez, e você trombou comigo. Você mal parava de falar, e eu só olhava. "O que as pessoas veem de bom em mim?", pensei. Eu não quis me expor. E o mundo ainda que salvo é cheio de imprevistos. Você perguntou muito e eu respondi pouco. Eu me perguntei: "qual é o segredo dessa persistência?" Eu dizia: por favor, não hoje - e você dizia: tudo bem, quando quiser. Eu queria ter um milésimo da paciência que você tem. Filantropia é uma coisa que eu desconheço, meu caro. Mas é uma coisa que eu gostaria de entender. Eu queria ter um milésimo da paciência que você tem. Eu disse: Tá ocupado? Você disse: cinco minutos... só. Espere.  Eu não sou paciente como um santo. Eu achei que eu teria paciência pelo menos uma vez na vida. Me enganei. E estava certa. A verdade é que louco é aquele que se engana consigo mesmo. Não leve a mal, antes louca que apática. Você disse: só cinco minutos. E cada minuto - para mim - passou como um milhão de anos. E eu vi a ironia em mim mesma. "Afinal", pensei, "em cinco milhões de anos, surge um novo mundo".

(E aposto que você entendeu nada)

7 de novembro de 2010

Enem 2010 e sua pérolas

Acabou. Fim. O tão comentado ENEM, afinal, não é tudo aquilo que diziam. Na verdade não é nem 10 por cento do que diziam. O exame que eu e mais um punhado de jovensinhos por aí fizemos ontem e hoje estava meio... Sem noção? Não tem termo certo para tal. A provinha sempre recorre ao politicamente correto, o que eu chamo de hipocritamente aceito. Não sei, o cara que elaborou as questões deve ter sérios problemas afetivos; as questões abordavam temas "corretos" como preconceito contra homossexuais e racismo sem que tais fossem necessários para chutar inferir na resposta, sem contar que esse cara devia amar indígenas a ponto de usa-los como enfeite de várias questões. Que decepção, meu primeiro Enem... O porque disso eu não sei, mas eu não vou levar nada como lição e a sociedade só fica mais ridícula depois de uma prova assim. Na boa, na verdade ninguém liga para temas sociais e o Enem só piorou a situação. Segundo o Enem, Tiradentes fez um cover de Jesus, e os tropeiros mudaram o rumo do país com o seu feijão, e é possível tomar vacina contra o despotismo. Deixando de lado as questões: gabarito com erro no enunciado, questões com alternativas repetidas e cheias de impressões digitais (aposto que vazou de novo), tudo isso na prova amarela do primeiro dia que eu tive a sorte de pegar e mais gente reclamou. E o andamento então, ah, revoltante: havia um punhado de regras, que inclusive você se acostuma a elas fazendo simulados, mas na hora H deixam o povo atrasado entrar, usar lápis, borracha, canetinha colorida a gel e com cheiro mesmo que tenham dito que só era permitido o uso de caneta preta transparente, sem contar que tinha gente que levou uma cestinha de lanche e a cada questão comia uma guloseima. Ontem uma guria tinha "esquecido" o celular no bolso, tocou e o fiscal simplesmente recolheu. Ué, não tinham dito que "o candidato seria eliminado"? Na hora eu não dei muita atenção; estava muito ocupada chutando as questões de Química, sem ter muita sorte. Aliás, sorte foi o que me faltou nesses dias. Errei no gabarito, confundi alternativas, pulei exercícios, e hoje eu tentei fazer as questões de Matemática sem chutar, até que o fiscal disse que faltavam vinte minutos e eu tinha ainda trinta exercícios pela frente, e aí não teve jeito. Ó vida frustrada. Pelo menos na redação eu me dei bem, se não for eu mato pessoalmente quem elaborou aquela proposta from hell. Por último, me diga você: o que o Voleibol tem a ver com Linguagens, Códigos e suas Tecnologias?

31 de outubro de 2010

Os fungos obscenos

Feliz dia das bruxas. Ou Halloween, se você for estrangeiro. Hoje se comemora uma data não meramente comercial, mas simbólica; alguns povos antigos costumavam tirar um dia, acredita-se que nos solsticios de inverno, para prestar tributos aos seus mortos seguindo suas crenças. Mais tarde surgiu o Cristianismo, que reaproveitou muitos dos costumes pagãos e os moldou conforme a sua época e demanda, criando o nosso dia de Finados; dia das bruxas e Halloween já é algo folclórico, mas também advindo dos mencionados povos antigos (os Celtas em suma). É, pode crer que paganismo não é coisa do demo como você pensa. Mas então da onde vem a associação de medo que essa data trás? Das tradições pagãs? Vejamos: os vampiros, criaturas da mitologia eslava que hoje tem uma imagem deturpada, eram nada mais que zumbis noturnos chupa-sangue, que não amavam, não brilhavam no sol e nem tinham super-poderes; a brutalidade com que as crenças antigas se mostram aos nossos olhos conformistas e sedentários é o que origina o medo - eis minha teoria. Hoje, então, deveria ser o dia em que as pessoas acordam dispostas a enfrentar seus medos, certo? Em termos. Há quem encare e há quem fique roendo unhas.
Os que costumam testar os seus limites ou se destacam ou seguem o exemplo de alguém. Numa época em que a literatura era a melhor forma de entretenimento e o politicamente correto chegava a ser opressivo, Edgar Allan Poe publica as suas melhores histórias. Edgar Allan Poe é um nome que você passa a não esquecer a partir do momento que lê. Utilizando-se de apelo psicológico em seus textos, ele é considerado o pai da literatura de terror e outros gêneros; não só seus escritos são lidos até hoje como também ele influenciou as gerações posteriores de adeptos ao terror e o fantástico, como Howard Phillip Lovecraft, que era fã incontestável de Poe, e o contemporâneo Clive Barker. Mas a influencia não se limita a Literatura; um bom exemplo é a banda estadunidense Iron Maiden e a canção Murders in The Rue Morgue, que é uma referencia a um conto de Poe com o mesmo título (em português, Os Crimes da Rua Morgue).
Talvez você tenha reparado que eu nada citei sobre esse contexto dentro do Brasil. Ao meu ver é lamentável que a maioria dos autores daqui se vendam por pouco fazendo literatura pobre. Digo isso porque eu pouco entendo de cinema, mas eu duvido que a cinematografia local não deixe a desejar. Uma coisa que seria interessante é usar o nosso folclore explorando-o de modo engenhoso - quando eu era criança eu morria de medo da "Cuca", mas se bem explorada pode dar um susto até em um adulto - fica a dica, se você quer ser escritor de terror, senão deixe isso para mim. Eu fico por aqui, mas talvez eu vá votar contra uma bruxa. Ah, antes que eu me esqueça, o título é uma homenagem a Lovecraft; um dia eu estava a ler "À procura de Kadath" e eu me deparei com esse termo, fungos obscenos. O livro é cheio de termos assim, mas eu interrompi a leitura e fiquei uma meia hora imaginando o que seriam fungos obscenos na concepção do autor. A conclusão que eu cheguei é a mesma que você vai chegar...

21 de outubro de 2010

E agora?

O vestibular chegou,
A tensão acirrou
O mundo pressionou
O dia interveio.
E agora, José?
E agora, você?
Que concorre comigo
que olha ao redor
que toma notas
estuda, contesta

Está sem dormir
está sem comer
está sem rascunho
O tempo acabou
O texto acabou
A resposta não veio
o gabarito não veio
e o mundo parou.

E agora, meu Deus?
se você calculasse
se você respirasse
se você lembrasse
a rima do macete
mas você não consegue
Você é burro, José!

Com a cabeça nas mãos
quer encontrar a resposta
não há resposta
pensa em colar...
Colar não consegue
Quer se jogar da ponte
a ponte está longe
quer mais uma chance
outro tem a sua chance
E agora?

A sua antologia
a sua calculadora
a sua biblioteca
a sua tabela periódica
a sua Internet
a sua ignorância
os seus nervos - e agora?

o ENEM melhorou
sem aliviar o peso...
sem estrangular o medo.
morrendo por dentro
como que envenenado
com a própria agonia
Tenta se acalmar
Como, José - COMO?


Nota: Enem é uma b*sta, mas na época eu não sabia.

4 de setembro de 2010

Mais um ano no ar!

Ladies and gentlemen, hoje, não oficialmente, esse blog completa dois anos. De todos os blogs que eu tive, esse foi o que mais deu certo - já tive outros, uns 5 desde 2007. Eu me pergunto o que leva alguém a ler as abobrinhas que eu publico, e ainda avaliar as postagens, e ainda voltar e pior ainda seguir o site (e raramente comentar, tsc tsc tsc). Não sei o que os leva a fazer isso, mas isso é o que me leva a continuar postando (se bem que as vezes eu penso seriamente em suicídio virtual). Não sei qual foi o máximo de tempo que um blog perdurou, não sei quem foi o autor anónimo que mais teve sucesso no blogger; o que eu sei é que eu pretendo ficar por mais tempo, enquanto existir blog e enquanto eu estiver viva no mundo real e quem sabe um dia assim como a minha avó me conta um monte de coisas que eu não faço a menor ideia de o que se tratam, quem sabe do mesmo jeito eu conte para os meus netos (se eu chegar a ter) que eu tive um blog e que através dele eu me expus parcialmente ao mundo e conheci gente sem precisar encará-las e que foi legal enquanto durou... Nunca me perguntaram, mas eu vou contar: O nome do blog eu tirei de um livro. É; lá em 2008 eu tinha de fazer um blog por causa de um trabalho escolar e como eu pretendia permanecer eu queria um nome, digamos... Tosco, comunsinho mas pelo menos criativo. Então eu abri qualquer página do primeiro livro que eu tinha pela frente e daí surgiu essa frase que de fato você encontra em qualquer livro e qualquer texto e que a princípio daria ao site uma ideia de lugar-comum, mas que no entanto o conteúdo que eu tinha em mente seria uma contradição com o título; comum contra o senso-comum. Pois bem, todo bom político tem o seu discurso. Thank you, everybody.

28 de agosto de 2010

Pelo fim do apelo visual

Faço aqui um apelo ao fim da combinação de cores extravagantes somado a poluição sonora. Já basta na Copa do Mundo termos de aturar aquelas malditas vunvunzelas e gritos e buzinas e bandeiras verde e amarelas  e outras por todo canto e agora pior ainda, as eleições se aproximando e os políticos espalham posteres, outdoors, bandeiras, panfletos e carros de som com aquelas músicas irritantes em qualquer hora do dia. Ora, seu time não vai ser melhor por causa do barulho que você faz, e nem a opinião pública se altera na base saturação de propaganda. O gestores de propaganda talvez estejam tentando criar um "efeito RESTART" para os candidatos: Querem induzir os eleitores a vestir as suas camisas (ou calças), a cantar as musiquinhas alienadamente, e claro, a votar neles. Deveriam proibir toda essa putaria. E quanto as próprias bandinhas coloridas do momento, essas eu não critico; é uma questão de preferência, ninguém é obrigado a aturar e duvido que alguém colocaria uma música dessas criaturas no máximo volume. Mas tem outra coisa, como diria um professor meu: Os Teletubies e o Tiririca são coloridos a mais de 10 anos e são tachados como ridículos e esse bando de bobos alegres veste uma calça amarelo-banana e acreditam estar "apavorando".

28 de julho de 2010

Ambrosia


E finalmente eu tenho na ponta dos dedos o poder de transformar o mundo. Até os deuses me temem! Eu pretendo subir ao mais alto castelo de mármore e destronar o deus dos deuses. Eu posso petrificar o mundo, se eu quiser, e admirar a sua macabra beleza solitário, enquanto o Sol inveja a minha mão. As Moiras se preparam para cortar o fio. O Oráculo amaldiçoa o dia em que ele me apontou como Rei. Sim, eu sou Rei, o Senhor do Ouro, e todo aquele que quiser compartilhar comigo a eterna riqueza sentirá na pele a minha carícia e então irá direto para o Hades. O mais miserável dos homens poderá ser tão precioso quanto o nobre metal. E tudo será meu! A mim pertencerá a eterna glória, as rosas a mim reservarão seu perfume e toda a música será cantada em glória ao meu nome. Pobres dos deuses, cujos poderes decaíram... Eu lhes roubei o controle da Natureza e eles agora nada podem fazer. É a minha perfeição. Não desejo nada mais, consegui tudo que eu queria. Agora eu sou um deus!

Nota: all rights reseved

24 de julho de 2010

Tente novamente...



Já tentei. Já falhei. Não importa. Tente de novo. Falhe de novo. Falhe melhor.

16 de julho de 2010

Olho por olho

E por fim ele disse alguma coisa, olhando diretamente nos olhos.
- O que eu estou fazendo agora, não é por traição ou vingança. Simplesmente o destino tem um humor sarcástico e cruzou nossos caminhos. Onde está o seu deus agora? Chame ele, ele não deve ser melhor que você. Adoraria acabar com os dois. Ha, você tem que ver a sua cara. Parece que seus olhos vão lhe saltar da face. Se eles falassem, eles estariam gritando agora. Tudo isso é medo? De mim? Você sempre tão covarde... Seus olhos fazem uma cena deplorável; brilham de desespero e estão quase completamente vermelhos. Se importa se eu os conservar depois, como se conserva um inseto? Não me leve a mal, só quero lembrar de você quando eu precisar rir... Não, os vermes farão melhor proveito. Sinto ter que fazer isso... Na verdade, não sinto não. 
E por fim ele puxou o gatilho. O tiro acertou em cheio a testa da vítima, que estava amarrada numa cadeira e amordaçada; a cadeira tombou em cima de um rastro de sangue e miolos. Mas seus olhos continuaram abertos. Bem abertos. E o assassino continuou com a arma empunhada, como se ela fosse um amuleto. Aqueles olhos já não tinham mais vida. Não mais brilhavam, mas encaravam fixamente o outro, como se o deus invocado estivesse agora usando o cadáver para intimidar. Talvez estivesse paranóico, mas o assassino ficou mais de quinze minutos completamente imóvel, quase tremendo. Com os olhos bem abertos, agora era ele que tinha os olhos brilhando. Mas não o brilho por nós conhecido; um brilho azulado, mortal, como se ele tivesse brincado com a morte e agora ela viesse brincar com ele.

13 de julho de 2010

Viva o Rock

Ouvi dizer que hoje é o dia do rock. Um salve a todos aqueles que fazem a diferença nesse género que se difere e ao mesmo tempo se funde com muitos outros. Um viva aos metaleiros, aos punks, aos góticos, aos indies, até mesmo aos poucos raros emos que seguiram o caminho certo e a todos os outros que definem um estilo. Parabéns aos revolucionários, aos depressivos, aos frustrados, aos românticos, aos inconformados, aos cristãos, aos satânicos, aos ateus - a todos que fazem do rock um estilo de vida,. Um salve dobrado aqueles compositores que fazem e fizeram história, e também aqueles que exibem seu talento no cenário atual. Parabéns adiantado a quem for capaz de subir ao palco e igualar (ou até mesmo superar) os grandes nomes. Parabéns a nós, que obtemos uma ideologia por trás das guitarras, baterias e vozes. Um agradecimento a quem não tiver preconceito contra o rock nosso que vem do céu (ou do inferno, ou da terra mesmo). Essa breve postagem é para vocês, e a vocês, dedico uma música.


5 de julho de 2010

O suicidio do jovem Werther

Existem certas coisas nessa vida que eu creio que só eu encaro. Outro dia, por exemplo, eu acabei encontrando um livro que eu não tenho notícia de nenhum ser vivente que tenha lido, nem mesmo os meus professores de literatura, no entanto, o autor é de nome popular: Goethe. Eu tenho vicio por esses autores estrangeiros cujos nomes eu mal sei pronunciar, mas esse em particular me fascinou. É o drama de Werther, um jovem muito apaixonado que, por não ser correspondido por sua amada, se reclue a ponto de cometer o suicídio. Na época, a obra gerou uma onda de suicídio em massa tanto que chegaram a censurá-la para conter essa onda, tamanha era a profundidade das palavras do autor. Queria eu viver na época do Romantismo e simplesmente "morrer de amores". Hoje em dia, quem ler o livro vai dizer que se trata de um jovem tolo cujo único remédio era mesmo a morte. Mas quem disser isso provavelmente deve ser um(a) fã de "Gossip Girl" que não sabe compor um texto que vá além de superficialidades. Mas o que são a maioria das pessoas senão isso? Werther viveu por amor e morreu por iniciativa própria; obviamente, isso vem a ser trivialidade hoje em dia, pois as pessoas não mais amam e muito menos são corajosas o suficiente para ir dizer um olá ao pai celestial. Sim, estou querendo dizer que, sim, suicídio é um ato de coragem, e, por favor, não seja você um evangélico hipócrita a ponto de querer encontrar uma passagem na bíblia afirmando que suicidas não vão para o céu (se é que existe um), por que, o suposto Deus, se for realmente justo, vai recompensar os que sofreram - pois quem se suicida não virá a cometê-lo por que quebrou a unha, não é mesmo? Se bem que... O suicídio, hoje em dia, deve ser causado, não pelo amor, mas pela falta dele. A solidão é o motivo mais comum, e a Internet parece que só afasta as pessoas e dificulta o relacionamento real. No caso de pessoas assim, porque o suicídio seria "covardia"? Quem não tem ninguém não tem responsabilidade para com ninguém a não ser a si próprio, e, adiantar a morte talvez seja a lamentável solução. Mas sem dúvida, suicídio é covardia quando se trata de alguém cujo cargo exige uma grande responsabilidade: Dizem que Hitler se suicidou (eu, particularmente, duvido), mas caso fosse, esse sim teria sido um covarde exemplar, como Getúlio Vargas (outro que eu duvido). As vezes eu acho que alemães devem ter uma tendência maior ao suicídio; eu mesma sou descendente e conto com alguns casos na família. Sim, também já pensei em suicídio (talvez mais uma das coisas que só eu encare...), mas um dia eu descobri que eu tenho muito a descobrir, então resolvi adiar o prazo final. Até lá, só me resta tremer pelo jovem Werther.

27 de junho de 2010

Robin Hood

Cara, se eu fosse rapaz, a essa altura eu estaria louco para me alistar no exercito;  estaria sonhando em perder a vida numa possível Terceira Guerra Mundial, rs. Mas eu não sou, e sei bem que se eu fosse um "soldado" meu serviço seria recolher destroços em cenários de catástrofes. De qualquer forma, eu só sei que eu adoro tudo que for relacionado com guerras. Quando eu era criança eu brincava de ser "Viking", e desde que eu tinha 12 anos eu leio sobre a Segunda Guerra Mundial, tanto que quando ela caiu na prova a minha nota foi a maior da classe (SORRY). A Segunda Guerra é a minha favorita, mas, ultimamente eu tenho me interessado bastante por medievais, que são as melhores. Ontem eu fui ver um filme e escolhi ao acaso "Robin Hood". Não me arrependi da escolha; é um filme medieval, que retrata a história de um bravo herói que não se sabe se existiu ou não. Recomendo. Também gosto de ler, e, se você gostar do género também, recomendo ler qualquer obra de Bernard Cornwell, que é o mestre em literatura de guerras medievais. Esses filmes medievais muitas vezes veem de livros, que bem podem ser lidos, como o famoso "Senhor dos Aneis" (é fictício e envolve muito a mitologia da antiga Inglaterra, assim como "Cronicas de Nárnia"), também tem "O Gladiador", se eu não me engano, "Tróia", e outros que eu não conheço ainda. De qualquer forma, se não houver livros, eu fico com os filmes; pode crer que vale mais a pena perder tempo vendo um bando de homem lutando do que vendo um bando de homem correndo atrás de uma bola.

20 de junho de 2010

Sobre o que atualizar?

Eis uma bela desvantagem em se ter um blog próprio: chega uma hora que você não tem mais ideia do que escrever. Normalmente você acompanha o momento e fala a respeito, já fiz muito isso, mas eu não to com o menor ânimo pra falar de Copa do Mundo - sem contar que eu to muito por fora. Nessas horas eu acabo sempre pensando no pior; passar o blog adiante, deletá-lo, ou simplesmente abandona-lo, deixando ele empoeirar - eu já fiquei mais de um mês sem atualizar. Mas assim também não dá... E o que me resta fazer? Copiar algum texto ou poema de qualquer um e postar? Já fiz isso, mas deixa o blog meio lugar-comum demais. E aí? Já pensei em abrir o blog para a outras pessoas atualizarem, mas ninguém escreve como eu, nem do jeito que eu aprovo pro meu blog, e, eu sei que assim eu to sendo chata, mas eu não criei um blog pra deixar que ele vire a casa da mãe Joana - prefiro "suicídio" a isso. E aí? E aí... sei lá. Recomenda um livro, um filme, um artista, faz uma crítica a qualquer coisa, cria uma história e publica em série (I, II, III) - isso quando tiver inspiração e criatividade suficiente; quando a oficina estiver vazia, fale a respeito do eco dentro dela.

8 de junho de 2010

Orgulho sul-africano

Esses dias eu acabei descobrindo uma coisa que eu nunca tinha pensado a respeito antes, e isso justamente por causa da Copa do Mundo. Ao folhear umas revistas, dessas fúteis de famosidades no salão, eu vi uma foto com três modelos, as três brancas, lindas e loiras, e uma legenda que dizia algo na linha de: Uma modelo brasileira, uma australiana e uma sul-africana. Não, para tudo: Sul-africana? Desculpe a minha ignorância, caso você já estava ciente disso; mas para mim até então a África do Sul era um país onde só tinha neguinho passando fome, calor e pobreza. Eu nem tinha pensado no nome da cidade "Joanesburgo", que é europeu de mais, e nem sabia que J. R. R. Tolkien, o autor de O Senhor Dos Anéis, também branco, era sul-africano, e nem sabia absolutamente nada sobre país que agora cedia a Copa.
Mas também não me interessa saber sobre um país lá em outro continente que sofre o mesmo senso comum desprezível que o país que eu vivo. Muitos estrangeiros acham que no Brasil acontece a mesma coisa; um país cuja população é formada inteiramente por negros ou mestiços. Mas é claro que isso não é verdade. Dizem que no Norte ainda existem tribos indígenas completamente isoladas, no Nordeste uma grande maioria negra e no Sul, em algumas cidades do interior você vê só gente branca. Mas tem gente que jura que todo brasileiro é mestiço. Sim, uma boa parte da população o é, um 40 por cento, digamos. Mas ta bem distribuído, não? (Se tiver duvidas, olha no site do IBGE). Mas saindo dessa questão racial que é um grande ponto de discussão: também temos a vulgaridade sempre atribuída a imagem nacional. Graças ao Carnaval, ao funk carioca, ao "Jeitinho Brasileiro"; graças aos próprios brasileiros que querem vida fácil e ainda se acham no direito de reclamar quando um americano vem com uma ideia dessas.
Aliás, esses americanos... Eles influenciam muito o nosso país ao mesmo tempo que divulgam a nossa má fama - que parece que, graças a Deus, está mudando (pra melhor). De qualquer forma, eu ainda mantenho uma (leve) esperança nesse país, e é bom conhecer países sem sair da cadeira e sem usar o Google Earth, e é bom ler as revistas (as decentes) para se manter atualizado, e é bom mudar seus conceitos.

6 de junho de 2010

A arte de amor

Esses dias eu me peguei imaginando como seria o amor se ele fosse uma obra de arte. Talvez fosse uma tela abstrata onde cada ser racional veria algo diferente, não? Deve ser uma obra perfeita para um romântico, e uma tela em branco para um psicopata. Para mim seria uma imagem muito cabulosa, um cenário distorcido, querendo ganhar forma, pintado em vermelho. Vou tentar imaginar: Num canto o que parece ser um sol meio sedentário, pode ser também um buraco negro do inferno; ao fundo, o que parece ser duas colinas no fim do mundo e uma chuva muito densa pode ser um pântano em forma de labirinto sem fim e dois barcos se aproximando. Eu também veria uma silhueta humana, provavelmente masculina, quem sabe um semi-deus se exibindo para as mortais, ou talvez um demonio com o mesmo poder se sedução... E o autor, quem seria? Vamos tentar traçar seu perfil: arruaceiro, egocentrista, desprezível e esnobe - o Cupido - que pintou com lágrimas e sangue (não me pergunte de quem) e, em vez de assinar, deu uma lambida na sua mórbida obra... Esqueça o que acabou de ler. E você, o que veria?

30 de maio de 2010

Alesana

"O amanhecer está se aproximando da pequena cidade de Slough, na Inglaterra, durante o ano de 1898. Um desenhista local, conhecido por nós simplesmente como "o Artista", está deitado numa cama ao lado da mulher de seus sonhos, "Annabel". Quando os primeiros raios de sol penetram pela janela, ele rola para despertar sua amada com um beijo. Seus lábios frios revelam um corpo, outrora tão belo, agora sem vida. Seu primeiro e único amor foi assassinado e nada é o que parece. Quando se revelam quais mãos poderiam ter sido as responsáveis, ele implora para que tudo isso seja um pesadelo horrível."



Uma história com trilha sonora, ilustrações, e até uma breve performance, publicada ainda esse ano por uma banda norte americana. Tal banda, uma das mais ilustres do género Post-HC e Screamo, mostra a nós que tem muito mais conteúdo do que música pesada; Inspirado no poema "Annabel Lee" de Edgar Allan Poe, o álbum "The Emptinees" (O Vazio) foi um projeto que os fundadores da banda tinham desde quando começaram, antecipado por outros dois, um baseado na Mitologia Grega, e outro, nas histórias dos irmãos Grimm.

Alesana, site oficial:
http://www.alesanaofficial.com/

26 de maio de 2010

Bullying

Look at you, you miserable fool!
Get off your knees, your prayers fall upon deaf ears
Gods turned his back on you, heavens gates are shut
And now you're knocking on the devils door!

Esses dias eu vi uma matéria sobre bullying: um estudante que cursava a sétima série teve que pagar uma indenização de 8 mil reais para uma colega a quem oprimiu durante um período na escola. Claro que o aluno não vai tirar dinheiro do próprio bolso para pagar qualquer coisa; seus pais entraram com um pedido de revogação (não sei se essa é a palavra certa) e disseram que é um exagero. É até meio exagerado sim - mas é muito injusto. Injusto com aqueles que tiveram que passar a vida inteira sofrendo desse mal sem receber o mínimo de atenção. A moda agora é ser ecológica e politicamente correto, então qualquer filinho de papai que se sentir oprimido pode chorar um pouco mais alto. Tudo bem, tudo bem; não é só porque você tem um pouquinho mais de grana que você vai estar imune a isso. Mas o caso que eu citei foi em colégio particular numa cidade grande, e quem lembra dos demais? Quem já foi vitima disso tem que aprender a superar o trauma por conta própria, e, cerca de 90% das vitimas consegue, dependendo do grau de agressão. Mas é como uma cicatriz, as marcas ficam... Talvez seja pra isso que sirva a vida académica, para dar um choque social nos estudantes. Ou talvez seja só para perder tempo mesmo... De qualquer forma, eu nunca tive gosto em frequentar tal instituição. Daqui uns meses eu recebo meu bónus e passagem para a próxima fase, e o que me conforta é que poderia ter sido muito, muito pior.

9 de maio de 2010

Operação anti-vampiro

Acendam as fogueiras, preparem suas tochas, saiam a noite, a caçada começa agora. Vamos queimá-los enquanto é tempo, eles são o mal do século. Sem dó nem piedade; façamos isso durante a noite até porque o sol "está do nosso lado". Nada de estacas, alho ou água benta; basta arrancar-lhes as cabeças, enforcar-los, jogá-los do precipicio (quero ver onde estão os "super poderes"). Não, não estamos na Idade Média, nem vamos caçar as bruxas. Eu só faço um apelo ao fim dessa mídia vampiresca que vem batendo sempre na mesma tecla, desses seres fictícios, atribuidos à cultura do terror, mas que não botam medo nem em criancinhas. Com exceção do clássico "Dracula", esses sangue-sugas albinos são nada mais do que uma jogada comercial ao público teen; com ar de aventura pras os garotos e de romance para as garotas. E não faço mais nenhuma exceção; nem Edward Cullen, nem Lestat de Licourt, nem Blade, nem Os Sete, nem nada - se bem que é isso que eles são: nada.
Pros meus coleguinhas leitores(as), aqui vão recomendações de livros ou séries de aventura, romance ou terror alternativas:
  • Harry Potter (Eterno \o/)
  • Percy Jackson e os Olimpianos
  • Fronteiras do Universo
  • Desventuras em Séries
  • O Mapa dos Ossos
  • A Menina que Roubava Livros
  • Pollyanna (clássico)
  • Frankenstein
  • Qualquer um de Stephen King
  • Qualquer um de Dan Brown

2 de maio de 2010

O Machado

Artur sentou-se. Respirou fundo. Já acabou. Daniel estava certo. Aliás, todos estavam certos, só ele mesmo que não. Quanto ao ex-cunhado, só tinha a lamentar; ambos foram vítimas. Agora ele via tudo num flash: o machado de baixo da cama, as fotos tenebrosas, os corpos... As cartilagens humanas, dispostas como que numa coleção... Como ela pode? Aliás, como um ser humano poderia ser tão vil? Tais visões lhe custaram longas noites de sono, e agora ele estava pálido como um cadáver, e com olheiras profundas. Se pelo menos ele não tivesse sido tão teimoso, e dado atenção ao que lhe diziam... Ele se sentia culpado. A morte de Gabriela era sua culpa. E talvez amasse mais ainda Mariana por causa disso... Tremeu com esse pensamento. O que mais lhe atormentava era Daniel. E se ele acabasse do mesmo jeito?...

12 de março de 2010

Uma Canção

Eu não sei quem eu sou, não sei onde estou, não me pergunte. Talvez eu seja um átomo nessa atmosfera pesada, ou talvez eu seja o Sol a ouvir, melancólico... De qualquer modo, eu só sei o que eu ouço. E eu ouço um piano, uma harpa, um violoncelo, e três vozes; duas masculinas, e uma feminina. Eles cantam num tom triste, entoam uma situação de puro frenesi destrutivo. Eu preferia poder não ouvir isso. A primeira voz masculina, é mais aguda, constantemente faz coro com a feminina, como se eles se lamuriassem um para o outro. Ambos têm vozes altivas, porém melancólicas. Provavelmente eles sejam rei e rainha, diante de uma guerra prestes a ser perdida. Em alguns momentos eu ouço somente o suposto rei e o piano, ele canta lentamente como que segurando a respiração. E mais uma vez a dama canta junto a ele; eles enfatizam mais a voz, num tom apaixonado, desesperado, como se estivessem observando a morte caminhar direto para eles (ainda bem que eu só ouço). E a terceira voz, também canta lentamente, mas com real calma, como se estivesse falando ao casal, e agora, eu só ouço ele, e os instrumentos em alguns intervalos. Ele canta com uma dignidade.. E o rei canta para ele, agora num tom humilde, se lamenta, pois suas ações o levaram a decadência (essa me é uma língua estranha). O outro homem, que possivelmente é um soldado, ainda com a voz calma, tem a certeza de que mesmo que nunca mais veja a mãe ou a esposa por causa de um erro que não foi seu, mesmo que precise dar todo seu sangue pela sua pátria e tudo que lhe reste seja a sua própria espada, ele crê que certamente os deuses lhe darão um lugar dentre os heróis. Eu queria poder vê-los... As vozes se alteram, os instrumentos cedem bruscamente. O inimigo chegou.

9 de março de 2010

Onde estão nossos "musos"?

Ontem foi dia internacional da mulher. Parabéns para aquelas que merecem, para aquelas que honram o gênero e não ficam na vulgaridade (já elimina-se uns 60 por cento nesse parabéns). Pois bem, não vim aqui hoje, gastar meu precioso tempo de estudos pré-vestibulares para ficar fazendo apelo sexista. O apelo que eu farei é destinado ás minhas colegas de gênero, todas. Moças, onde está a inspiração? Dizem que as mulheres são românticas, sensíveis, mas... Convenhamos, poucas, poucas o são. Não é porque você é chorona que você é sensível, e não é porque você acha tudo "bonitinho, engraçadinho" que você é meiga. Se você é chorona você é fraca e se você acha tudo "inho" você é infantil (desculpe). Vejamos, as mais belas histórias de amor, foram... Escritas por homens. E, direcionando para uma coisa que eu aprecio, a Literatura, eu digo que nunca uma autora chegou a despertar em mim o romantismo. Mas houve Shakespeare, Homero, Lorde Byron... O que eles tem que nós não temos, gurias? Pode vir com esse assunto de que as mulheres não podiam ser escritoras no passado, tudo bem. Mas olhe para as escritoras contemporâneas. Superficial de mais, a maioria escreve não para fazer uma obra original, mas sim para vender (isso vale para autores também). Eu não os culpo, considerando os tempos modernos, tudo hoje em dia é assim. Vamos citar o modelo das mais famosas series: personagem principal desajeitada, que ama um cara "perfeito" na escola onde estuda, e de repente ele começa a olhar para ela. Não é assim? Meg Cabot, Stephanie Mayer, Talita Rebouças, etc. Essa última ainda faz apelo ao "jeitinho brasileiro-vulgar" nas suas publicações. Eu creio que nunca na história desse país se fez algo original. Quando eu estou numa livraria ou biblioteca, eu vou direto para os livros de terror, de ficção científica ou de qualquer outra coisa, de preferencia que tenha mais de 100 anos de publicação. Antes, quando eu me apaixonava ou estava inspirada eu procurava saber se houve alguém tão "louco de amores", como eu. Encontrei, mas nenhuma mulher. Elas não amam também? Elas não tem bom-senso poético? Eu desisti dessa questão faz tempo. Se você for mulher e quiser ser ou é escritora, por tudo que é mais sagrado, considere isso, por favor. Enquanto isso, fico com o bom e velho Edgar Allan Poe.

15 de fevereiro de 2010

Cansei de ser emo

Cara, quanto mais eu olho pros meus "miguxos" mais eu repudio esse negocio. Eles se dizem sentimentais, "emotivos", mas são o caralho! Talvez sejam emos de verdade integrantes de bandas do gênero - que aliás, eu não aguento mais! Pegando como exemplo o Nx Zero: o vocalista é péssimo, o baterista somente "toca" a cada 10 segundos, o guitarrista só usa duas cordas e eu acho que não tem mais membros, e se tiver, eles não fazem porra nenhuma. Não to querendo dizer que toda bandinha emo seja uma merda, não; algumas (raras) tem integrantes com talento, porém a maioria acha que talento é o dinheiro do papai. E sem contar que uma boa banda tem que ter boa composição musical no sentido poético, sabe, essa coisa toda de rima e etc. Falar sobre as lágrimas que vieram por causa do rímel que acabou antes da festa não garante qualidade. Mas que se dane. Eles cultuam a aparência, são extremamente consumistas, vítimas de uma moda pseudo-rock. O perfil de um emo: cabelo impecavelmente liso, preto ou colorido, com uma fiel franja, maquiagem unissexo e roupas justas com um apelo infantil. E se não for assim, não é emo. Me diga, pra que isso? Pra que eu iria estragar meu cabelo loiro dessa forma, pra que eu iria me entupir de maquiagem pra ir pra escola, pra que eu iria usar acessórios, não por gostar, mas sim por moda? Ridículo. O pior é que eu já vi negros em pleno "orgulho racial" alisando o cabelo, clareando a pele, usando lentes de contato e etc (chega a ser irônico). E ainda tem esses que, para parecerem mais "fodas" detonam a saúde fumando, bebendo, ouvindo música no máximo volume, se dopando ou tomando remédio pra emagrecer, ou se drogando mesmo. Tenso. Foda é que essa cultura teen-sem-futuro não é exclusiva do emocore. Viva nós, os CDFs, os excêntricos, os religiosos, os individualistas. Um brinde. A gente pode não viver na maior diversão, mas pelo menos a gente tem futuro.
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