27 de abril de 2009

Uma garota chamada Anne Frank

Segunda Guerra Mundial, conflito político que tirou a vida de aproximadamente 60 milhões de pessoas, dentre esses, estima-se que 6 milhões eram judeus. Muitos alemães acreditavam que a raça germânica era superior, e que se devia eliminar as raças "inferiores" como os semitas - que foram exilados, perseguidos, humilhados, mortos e alguns deles usados como cobaias - o que gerou, segundo historiadores, um dos maiores holocaustos da história. Poucos judeus sobreviveram, e dos que se foram se tem muito pouco registro. Anne Frank, uma jovem vitima, deixou o seu diário, que revelou seus segredos e a rotina estressante de seu esconderijo.



Anne Frank

Nasceu em 12 de Junho de 1929, em Frankfurt na Alemanha. Aos treze anos foi exilada por causa da guerra, e ela e sua família se viram obrigados a se esconder num refúgio por eles chamado de "Anexo Secreto", juntamente com outra família, sobrevivendo com ajuda de conhecidos em liberdade. No diário que ganhara de aniversário, ela relata não somente a rotina, mas também seus sentimentos em ralação a isso, seu ponto de vista em relação ao mundo, o seu amor à natureza, seus planos para o futuro, seus segredos. Ela se mostra uma garota muita avançada para sua época, com seus pensamentos e atitudes; não queria ser apenas mais uma dona de casa e mãe de família (como se era de esperar para uma garota da época), mas ela queria ser lembrada, o que foi possível graças ao fato de seu diário ter sido encontrado. Depois de dois anos vivendo no Anexo Secreto, foram descobertos por uma denúncia, sendo então levada para um campo de concentração. Morreu em Março de 1945.




O diário


Encontrado no meio de outras coisas no Anexo Secreto, foi entregue a Otto Heinrich Frank, pai de Anne. Publicado pela primeira vez em 1947, actualmente é um dos livros mais lidos do mundo, traduzido em 68 idiomas (inclusive ao Português), e o original está exposto ao publico no Anexo Secreto, que hoje é um museu.




Instituto Anne Frank

Uma ONG fundada a partir de uma atividade académica desenvolvida na Fundação de Ensino Superior de Olinda - FUNESO. Um dos principais objetivos da instituição é a repressão do avanço do anti-semitismo global, além do incentivo ao retorno dos judeus as suas origens.




Mais:
- Museu Anne Frank (em inglês):

- Fundação Anne Frank (em Alemão):

25 de abril de 2009

Conceito de preconceito

O Brasil, um país que tem tanta diferença étnica, religiosa e cultural, infelizmente é um país onde ainda existe muito preconceito. Já foram criadas leis que determinam que todo e qualquer tipo de preconceito no país, é considerado crime. Ao que consta, até mesmo estrangeiros residentes no país são protegidos por lei. Então, porque ainda existe preconceito?

Ao contrário do que se pensa, o povo brasileiro não é formado por pura miscigenação. Graças à imigração feita por diferentes povos no passado, hoje o Brasil tem uma boa variedade cultural. Mas, o fato de que eles imigraram para regiões em específico faz com que as regiões se diferenciem: no nordeste, mais negros; no norte, mais pardos; no sul, mais brancos. Obviamente, esta não é a maioria absoluta, mas é o factor responsável para que haja tanta desigualdade em uma só nação.
Porém, é preciso tomar nota de que preconceito não é apenas racismo, mas é toda ou qualquer forma de conceito formado antes de se ter um fundamente profundo em algo ou alguém; é uma espécie de cegueira moral, onde se chegam a conclusões sem nada além da primeira impressão. Por isso existe tanto preconceito; contra negros, contra pardos, contra brancos, contra mulher, contra homossexuais, contra jovens, contra velhos, contra nordestinos, contra gaúchos, contra mineiros, contra rockeiros, contra emos, contra raggaeros, conta budistas, contra ateus, contra agnósticos, etc.

Então, hoje, quem não pode dizer que nunca teve alguma forma de preconceito ou já foi vítima de outra? No caso de algum individuo que conhece o que se tem aversão, que já leu a respeito e/ou tem dados concretos a favor da antipatia, ótimo, então esse individuo não tem preconceito, mas sim ódio. É claro que esse caso é raro, ninguém para para saber a respeito de nada a não ser pelo que se tem simpatia - fazendo valer a ignorância, e a imoralidade se agrava.

Mas está claro: o mundo muda. Assim como os americanos são capazes de eleger um presidente negro os brasileiros são capazes de não levar a fundo esse tipo de preconceito, esquecendo as diferenças, dando as mãos, sendo todos iguais.

23 de abril de 2009

Crianças

Infância, quando nós começamos a ter uma noção da vida, onde o mundo é um reflexo do mundo adulto, porém com um toque de inocência. A fase da vida em que se tem pouca ou nenhuma responsabilidade, quando se tem as primeiras experiências que provavelmente serão usadas para o resto da vida. Quem diz que não teve infância, me desculpe, esse alguém perdeu muito.
Mas o impressionante é a maneira com as crianças se organizam muitas vezes até melhor do que os adultos. Já reparou? Uma vez eu estava navegando aqui mesmo pela "blogsfera", e li, não lembro em que blog, um texto sobre três crianças europeias que fugiram para a África, as duas mais velhas, um menino e uma menina de sete e oito anos, com o objectivo de se casar, e a mais nova, com, se eu não me engano cinco anos (se o autor estiver lendo, por favor, se manifeste), ia junto para ser testemunha da união. União não adequadamente dita, porque com essa idade é meio difícil saber a seriedade de um enlace, não? Mas eles planearam tudo, inclusive o lugar da futura lua-de-mel, "onde é exótico e faz calor", com os mínimos detalhes, inclusive a testemunha. Outro caso digno de destaque é o de um grupo de crianças americanas, entre oito, nove e dez anos que se organizaram para matar a professora. Eles haviam se organizado tão bem que cada um trouxe de casa algum utensílio necessário para o planeado homicídio e cada um faria a sua parte - inclusive limpar o local do crime. Felizmente e para a sorte da professora, as crianças foram descobertas e nada aconteceu.
Viu? Existem crianças que são capazes de passar por cima das criancices quando determinadas, e serem mais eficientes que máquinas - ainda que o objectivo procurado não tenha muito nexo, como nos casos citados. Mas, como tudo na vida, são as mínimas coisas que alegam as grandes, como se percebe; talvez as crianças que queriam se casar se tornem românticos assumidos, e a criança que teve a ideia de matar a professora, não necessariamente se torne um assassino, mas um bom líder. Não é a toa que dizem que as crianças são "projetos de gente".
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