13 de janeiro de 2009

Sonhos

Eu estava lá no fundo da minha antiga casa, na área de serviço. Pelo telhado do vizinho e pelos muros passavam vários gatos. Bem, na verdade o lugar estava infestado de gatos. Eu tinha que matar todos os gatos que tivessem olhos azuis para levar para um vampiro instalado na rodoviária, caso contrário ele ameaçava congelar toda a cidade... Calma, eu não estou "viajando", isso foi só um sonho. O vampiro era personagem de um livro que eu estava lendo na época do sonho, chamado "Os Sete". Parecia até sacanagem; nos agradecimentos do autor no segundo volume, ele dizia algo como: Agradeço a todos os leitores e fãs que telefonaram, mandaram e-mails, tiveram pesadelos...
Bem, o meu sonho não foi exatamente um pesadelo. É o que nos acontece quando nós ocupamos a cabeça demasiadamente com algo; a gente acaba sonhando com esse algo. Você já deve ter reparado, os nossos sonhos geralmente não tem uma visão nítida, sempre tem algo que nos envolve, algo que está na nossa mente. Dizem que os sonhos são apenas uma maneira que o nosso organismo tem de organizar os nossos pensamentos (predominantes ou não) para nos manter saudáveis. Será mesmo?
Um grande estudioso, Carl Jung, discordava. Ele acreditava que os sonhos são uma maneira que o organismo tem de buscar equilíbrio, que o subconsciente tem de expressar a realidade. Segundo ele, tudo nos nossos sonhos tem um significado, como uma linguagem própria dos sonhos, basta saber interpreta-la.
Isso quer dizer que no meu sonho tudo teria um significado, e não apenas o vampiro; a minha antiga casa, os gatos, a rodoviária... Provavelmente os sonhos são uma mensagem do subconsciente para o consciente, em busca de equilíbrio mental, na linguagem simbólica. O que me chama a atenção é que até mesmo os bebes durante a gestação têm sonhos. Mas o que será que ocupa a mente ainda não formada dos que ainda não viram a luz do mundo? É uma boa pergunta. Se eles ainda não têm consciência...
Se alguém lembrar, por favor, me conte. Enquanto isso o ideal é ficar com os nossos sonhos atuais... O que significavam os gatos? Bem, bem, sonhem com os anjinhos.


12 de janeiro de 2009

Voo

As pessoas não são como os aparelhos eletronicos
que quando incomodam
você pode simplesmente desligar e guardar.
Quando você conquista alguém,
esse alguém pode ficar na tua cola para sempre
ainda que você não goste dele.
Então é melhor você ouvir,antes que seja tarde de mais:
Acabou. Já deu, se é que era pra dar.
Então, por favor, me esqueça
Esqueça tudo.
Que tal me deixar em paz?
É o cúmulo eu ter que me esconder pra te evitar
Ou você acha que eu mereço isso?
Pense o que quiser, eu não ligo
Só quero você fora do meu caminho
Peque um voo só de ida pra fora da minha vida
me de a honra de te ver partir.
E antes que você diga qualquer coisa
Eu não te odeio, apenas não te suporto mais.
Odeio ter você por perto.
E pensar que eu já gostei de ti...
Mas tudo bem, desencantei.
Ou melhor, abri os olhos.
Você também deveria perceber
que o convívio já não é mais o mesmo,
que quanto mais longe você estiver, melhor.
Se não quiser ir, tudo bem.
Então fique longe.
Se algum dia eu for, não atraz
e nem espere que eu mude de ideia.
É melhor assim.


(Sim, fui eu que escrevi essa baboseira hihi)

8 de janeiro de 2009

3.600 segundos.

No colégio, eu tinha tanta coisa pra fazer que as vezes me dava um desespero. E, putz, eu tão acostumada com o desespero, que agora nas férias o desespero é não sentir desespero; parece até estranho você fazer o que bem quiser quando se está acostumado a ter uma rotina e inúmeras obrigações. Agora, bem, não tenho muitas obrigações e cada dia tem algo diferente do outro, então não tem rotina (quero só ver quando as aulas voltarem)
Então eu penso: No período letivo eu nunca tenho tempo pra nada, e na época das férias eu tenho tempo até pra ficar a toa, se eu quiser. Como isso é possível, se cada dia eu recebo os mesmos 3.600 segundos de sempre?
É aquela velha teoria de que o tempo é relativo. "A gente não passa pelo tempo, o tempo é que passa por nós." E aí o tempo passa (ou nós passamos por ele) mais rápido ou mais de vagar conforme a forma com que é empregado.
E ainda tem gente que acha que o último dia do ano é um dia especial. Porque seria, se tem os mesmos 3.600 segundos, o sol nasce, o sol se põe, o mundo gira, e etc? Talvez seja uma desculpa para os adeptos da filosofia "beber, cair, levantar", porque pra mim foi quase um dia comum e quente do verão.
Pra que pensar somente nesse dia em ter vibrações positivas durante o ano? Pra ter um ano melhor? Bem, nesse caso o ideal seria tentar fazer o hoje melhor que o ontem, e o amanhã melhor que o hoje, e seguir a filosofia "Positive Vibrations Always".

7 de janeiro de 2009

Desventuras em série

Desventuras em série é uma colecção de treze livros que narra a desafortunada jornada de trêz irmãos, que ao perder os pais, passam a viver na beira do perigo. Escrita por Daniel Handler, sob pseudônimo de Lemony Snicket, o primeiro livro foi lançado em 1999.
Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, os três irmãos recém-órfãos, vivem literalmente uma série de desventuras, vivendo em lugares diferentes, com pessoas diferentes e até mesmo sozinhos. Para fugir do conde Olaf, o terrível vilão que quer por as mãos em sua fortuna, tendo apenas um ao outro, os irmãos descobrem amigos, inimigos, amores, mistérios, segredos e bibliotecas por onde passam, e cada um com sua habilidade e muitas vezes com a ajuda dos livros, conseguem escapar das armadilhas planeadas por conde Olaf.
É indicada para todas as idades, crianças, jovem, adultos. Por ter os três personagens principais crianças, a série é mais procurada por crianças e adolescentes. Sem a magia e ficção encontrada em Harry Potter, a série mostra como o mundo pode ser vil e perigoso (e bom também) sem apelar para a vulgaridade.
A série se tornou um filme, estreado em Dezembro de 2004, com Jim Carrey (como conde Olaf), retratando os eventos dos três primeiros livros.

5 de janeiro de 2009

A história do xadrez

O Xadrez é um dos mais famosos jogos no mundo, sendo considerado um esporte, existem até mesmo competições oficiais de xadrez. Por ser matemático e bom para o desenvolvimento do raciocínio, atualmente muitas instituições de ensino o adotam para melhorar o rendimento académico de seus estudantes.
Não se pode dizer exatamente qual a sua origem, existem vários mitos que dizem a respeito, a mais famosa é a contada em 'O Homem que Calculava'.
A história diz que em uma determinada província indiana, um poderoso líder, entrou em profunda depressão ao perder um filho numa batalha. Certo dia, esse líder foi visitado por Lahur Sessa, um jovem indiano, que apresentou a ele um tabuleiro com 64 casas brancas e negras com diversas peças que representava a infantaria, a cavalaria, os carros de combate, os condutores de elefantes, o principal vizir e o próprio rei. Sessa explicou que a prática do jogo daria conforto espiritual ao rei, que finalmente encontraria a cura para a sua depressão, o que de fato aconteceu.
O líder, agradecido, insistiu para que Sessa aceitasse uma recompensa por sua invenção e o jovem pediu simplesmente um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta e assim sucessivamente até a última casa. Espantado com a modéstia do pedido, o rei ordenou que fosse pago imediatamente a quantia em grãos que fora solicitada.
Depois que foram feitos os cálculos, os sábios do rei ficaram atônitos com o resultado que a quantidade grãos havia atingido, pois, segundo eles, toda a safra do reino durante 2.000 anos não seriam suficientes para cobri-la. O jovem Sessa poderia ter perdido a vida por tamanha ousadia, mas preferiu tentar ensinar o seu líder a não prometer o que não pode cumprir, e este, impressionado com sua inteligência, o convidou para ser o principal vizir do reino, sendo perdoado a divida de trigo.
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