17 de outubro de 2009

Profs, essa é para vocês

Outubro, nunca tive um outubro como esse. As matrículas já estão abertas pra quem quiser estudar ano que vem. Eu quero estudar ano que vem, só não sei se eu quero que ano que vem seja o último. Não que eu ame a escola, mas na faculdade os professores parecem zumbis, entram e saem, se duvidar nem dizem bom dia ou boa noite, eles fazem o que querem, simplesmente, como se tivessem sozinhos no mundo, nem aí pra nada. Minha mãe disse que "é porque eles são adultos dando aulas para adultos, não para um bando de crianças".
Adultos. Incrível, professores são adultos, não robos que nasceram para dar aula. E tem uns que ainda gostam da profissão, vê se pode. Eu tenho vagas lembranças das "tias" da creche, quando eu era tão minúscula que eu nem conseguia subir uma escada, minhas pernas eram muito curtas. Essas sim deviam gostar da profissão, cuidar de um bando de criancinhas cabeça de vento como eu, que volta e meia caiam e se sujavam, se perdiam, brincavam e misturavam os piolhos, que ficavam berrando na porta pra voltar para casa. Mas logo quando eu já conseguia subir uma escada, eu fui para uma escola de verdade. Não mudou muito, lá tinha tias, hino nacional, outros bebezinhos e lanche. Isso era a escola para mim. Eu lembro o primeiro dia, minha mãe foi comigo, mas no segundo ela só foi até o portão. Eu implorava para voltar pra casa, tentava fugir da escola, corria e corria.
Mas aí lá vem o primário. As então professoras quase morreram para me ensinar as letras e os números que eu sempre esquecia. Eu corria, era maior que as outras crianças e levava vantagem, mas sempre levando sermão. Infância é a melhor fase, você corre, brinca de coisas toscas, leva picada de abelha, se queima no sol, se perde, mata as professoras e monitores de preocupação e não ta nem aí. Mas isso se supera, se eles tiverem paciencia com você, como provavelmente tiveram comigo, me fazendo re-escrever palavras, explicando o erro, ensinando brincadeiras nas quais nós não nos machucaríamos, ensinando coisas como amarrar o cadarço e não se cortar com a tesoura, cantando e ensinando músicas, dando prémios, passeando connosco e etc. A vida foi boa até os dez anos. Mas aí veio uma outra questão: o ensino fundamental. Sinceramente, não via graça nenhuma nos adolescentes, eles eram feios, problemáticos, rebeldes e roqueiros. E eu nem queria crescer...
Mas crescer é inevitável. Quinta série e os professores nos tratavam como "gente". Eles ficavam falando que não tiveram a oportunidade que estávamos desperdiçando, que com a nossa idade eles já trabalhavam e blá blá blá. Eu, por minha vez, achava que eles só estavam fazendo o trabalho deles, não gostava de nenhum e também não respeitava. O secundário foi o oposto do primário, a diferença é que eu ainda não gostava de escola. Quem me conhece hoje não acreditaria, mas eu travei uma guerra contra os professores que me tiravam da sala por mau comportamento, recolhiam de mim celulares, MP3, livros e outras coisas mais, também me faziam limpar carteiras que eu rabisquei, pedir desculpas a colegas que eu ofendi (outra guerra que eu tinha), e reclamavam dos meus atrasos, indisciplina e notas ruins. Veja só, eu me tornei tudo o que eu temia: Com a puberdade não tinha mais o rosto liso, criava problemas, também não aceitava as coisas na boa, e com um desenvolvi um gosto musical não muito aceitável. Preciso dizer mais?
Calma, as coisas mudam. Uma hora eu troquei meu egoísmo por cordialidade, meus Harry Potteres por clássicos e best sellers, arrogância por simpatia, fones de ouvidos por conselhos. Ensino médio. Agora perecia que os meus professores sabiam meu nome. Eles conversam comigo, me emprestam ou recomendam livros, alguns até lêem meus blogs. Ei, profs, essa postagem é pra vocês. Longa jornada escolar essa, para mim falta pouco para terminar, e uma vez na vida eu não quero fugir da escola. Eu ainda me pergunto como vocês podem gostar da profissão, lidando com aborrescentes filhos dos outros. Mas pensando bem, o que teria sido de nós sem vocês? Ei, profs, parabéns, feliz dia dos profs (atrasado), e pensando bem, todo dia, é o seu dia.

24 de setembro de 2009

O Mapa Dos Ossos

Para aqueles que admiram J. K. Rowling, Stephen King ou Isaac Assimov, a realidade concreta não faz parte. Comédia é rotina, e rotina não seria bem o caso. Histórinhas melosas de amor também não é o vosso forte. O que, então? Fantasia? Terror? Ficção Cientifica, Sensacionalismo?... Eu disse sensacionalismo?

O Mapa dos Ossos, é um romance policial publicado em 2006 - também recomendado para quem aprecia drama ou contos ao estilo Sidney Sheldon - escrito por James Rollins, médico legista, mergulhador profissional e espeleologista (preciso dizer que é romancista também?)
O livro é o primeiro de uma série fictícia cujo personagem principal, Grayson Pierce, se torna encarregado de comandar uma missão, do serviço especializado, SIGMA, a fim de impedir uma misteriosa seita pagã, a Corte do Dragão, a cometer atrocidades e roubos contra a Igreja Católica. Ele conta com seus hábeis colegas de trabalho, entre eles seu amigo Monk, e, inesperadamente, com um padre, a serviço do Vaticano, e sua sobrinha especialista em roubos de obras de arte, Rachel Verona. Do lado inimigo se encontram Seichan, agente inimiga da SIGMA, e Raoul, nobre herdeiro que cobiça o poder total. A Sigma e a Corte se cruzam diversas vezes na corrida para a descoberta do poder, percorrendo a Europa em busca de enigmas, baseados no mistério que cerca a ossada dos três Reis magos. Porém os adversários acabam se unindo quando, em Alexandria... Vou parar por aqui, é melhor que você leia o livro.

Comparação:
Código da Vinci X Mapa dos Ossos
.

Os livros tem uma enorme semelhança, você nota se ler. Segundo eu soube, a obra também tem uma boa conformidade com "Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada", mas não cabe a mim comparar. O Código Da Vinci, é a versão pagã, mostra a Igreja como manipularia, machista, ignorante e medieval, ao passo que OMDO é o oposto, mostra os pagãos como presunçosos, maquiavélicos e machistas. Também é preciso ressaltar que ambos os romances entram em harmonia em certos pontos, como teorias sobre a origem da sexta feira 13 e como algumas semelhanças no enredo.
.

Outros da série:

  • Segredos Da Sigma

  • A Ordem Negra

  • A Traição de Judas

  • O Último Oráculo

  • "The Doomsday Key"
.
Site oficial do autor:

16 de setembro de 2009

Famosos Desconhecidos.

Você ta lá na prova, não sabe nada, aí você pede ao seu colega a resposta da 5, digo, a borracha, e quando você pega a borracha, em vez de você se concentrar na maldita resposta da 5, você repara pela primeira vez na vida no homenzinho estampado na borracha. E aí você começa a pensar em pessoas como o homenzinho: O véio da caixa de aveia, a moça do leite moça, a rapariga dos palitos. Afinal, quem é esse pessoal que não nos deixa comer em paz? Eles existem mesmo?
O jeito é perguntar pro tio Google. Tio, quem é o cara da borracha?
Eu cheguei a achar que era uma representação de Alexandre, o Grande, mas na verdade é uma representação do deus Mercúrio, o mensageiro dos deuses (daí o nome da marca Mercur). Cheguei até perto da resposta, já que o conquistador era filho de Zeus. Quanto aos outros?
O idoso Quaker parece não ser ninguém em especifico, uma representação dos Quaker, que são um grupo religioso criado na Europa, que buscavam a paz e o bem estar e trouxeram ao Brasil e ao mundo a marca da aveia.
E eu achei interessante a história da rapariga dos palitos. Era uma modelo disputada, chamada Zofia Burk, brasileira apesar do nome, que representou a Gina por quase trinta anos. Ela ainda está viva, você pode até encontrá-la no Yorkut. E a respeito da outra rapariga em questão... Já ouviu falar que se não tem no Google, não existe? Pois é, mas eu não acho que de fato não exista; deve ser uma representação da moça doce e meiga do campo que está ficando cada vez mais rara.
Bem, depois dessa viagem toda, você pode voltar (ou no mínimo, tentar) a se concentrar na sua prova. Que o deus Mercúrio te abençoe e... Ei, quem eram as pessoas na página inicial do Orkut a um tempo atrás?



(Uma das postagens mais lida desse blog com somente um mísero comentário tsc tsc tsc)

9 de setembro de 2009

Ei Michael, eu NÃO te amo!

Foi só o Rei do Pop bater as botas que o número de seus fãs praticamente triplicou; as comunidades do Orkut lotaram e um pessoal de uns 11 aninhos de repente virou fã-natico pelo astro, sendo que mal haviam nascido durante último sucesso do astro. Eu, particularmente, conheci umas ou outras músicas do cara, acompanhei algumas polémicas e já vi filmes - como no caso de muitos outros artistas, sem me tornar fã, no mínimo admirando, e sem duvida respeitando - tudo isso quando ele ainda estava vivo, e, não seria agora que eu mudaria só para dar um adeus falso.
Mas não seria Michael Jackson o primeiro a morrer para ser lembrado. Muitas pessoas hoje em dia esperam familiares morrerem para perceberem seu valor e só então sentirem sua falta. Já vi casos de pessoas que pelo resto da vida ficam dizendo: "Eu tinha pai... eu tinha mãe... e não dei valor...". Eu me pergunto se essas pessoas realmente se lamentam pelo parente falecido ou pela parte deles que foi junto, eu digo, em muitos casos a morte também leva embora a mordomia.
E pior ainda são aqueles que tiram proveito de um falecimento de alguém, mesmo que não seja parente, para tirar vantagem ou simplesmente fazer drama tentando chamar atenção das pessoas ao redor. Em outras palavras; existem aqueles que esperam o primo de quarto grau morrer para tirar um mês de luto e também há aqueles que esperam a empregada da vizinha do tio do amigo morrer para fazer aquele tremendo drama, oh, como a vida é injusta, oh, que tristeza, blá blá blá.
E enfim eu vou terminar a lista de hipocrisia social, não porque ela acaba aqui, mas porque eu não quero escrever um livro e eu odeio hipocrisia. Quanto ao Michael Jackson, bem, eu faria um tributo melhor a ele se eu fosse fã, ou se eu fosse jornalista ou operadora de marketing e quisesse lucrar em cima; aliás eu não duvidaria de jeito nenhum que essa morte foi tudo uma armação da midia para multiplicar a fortuna do cantor que ainda possivelmente (ou não) esteja vivo. Não duvido de mais nada.

5 de agosto de 2009

Respiração

Era noite, ainda faltando muito para o dia seguinte, as nuvens encobriam as estrelas, a luz da lua era fraca, mas eu ainda podia ver a luz de seus olhos perdendo o brilho. Aqueles olhos castanhos tão profundos... Agora com o olhar vago, inconsciente. Não me restava mais nada a fazer, estava ficando cada vez mais frio e eu não queria juntar-me a ele que tão logo se esvanescia. Era melhor eu agir rápido.
.
Ele fora tudo para mim. "Feitos um para o outro" não seria melhor empregado para nenhum outro casal a não ser a nós; gostávamos das mesmas coisas, tínhamos os mesmos costumes, as mesmas crenças. Havíamos nos conhecido na faculdade, pois cursávamos o mesmo período, e até fisicamente nos parecíamos um pouco: cabelos e olhos castanhos, baixinhos e atarracados. Nossas famílias aprovaram nosso romance, todos nossos amigos se conheciam e nós não ficávamos muito tempo separados, onde um estava, o outro estava por perto. Ele era tudo para mim, e aqueles olhos castanhos que para mim eram únicos me diziam o mesmo.
Mas brigas acontecem. Éramos os últimos a sair naquela noite fria, apagávamos as luzes daquele lugar isolado. E antes de descermos para fechar as últimas portas no andar de baixo, tivemos uma séria discussão, próximo a escada. Eu odiava brigar com o meu amor, mas não teve outro jeito senão retrucar. E a briga acabou indo para uma série de ofensas em voz alta, quase gritada, numa disputa para ver quem agredia mais moralmente ao outro. Me dói lembrar, mas em um momento eu passei dos limites, e a reação dele foi me dar uma bofetada no rosto. Eu, irada como estava, segurei seu braço antes que me tocasse, investindo meu peso contra seu corpo, que se desequilibrou no topo da escada, e antes que eu pudesse ao menos perceber, ele rolou escada a baixo...
Se as paredes pudessem falar, elas comprovariam que não era de minha intenção essa queda. Mas aconteceu. Eu desci, a luz estava apagada e eu não tive coragem de acender. Não tive coragem nem ao menos de olhar-lhe de soslaio, e saí correndo feito uma louca, o vento gelado me congelando em movimento. Mas de repente eu parei para recuperar o fôlego, pensei melhor, ou em outras palavras, pensei um pouco (pois até então eu havia agido sem refletir) e decidi voltar. Perguntariam por ele depois!
Eu liguei a luz. Céus, ele estava todo torto, sangrando bastante, mas ainda vivo. Provavelmente havia quebrado alguma coisa. Respirava pesadamente e gemia. Sua respiração agoniada parecia fumaça, mas não fumaça comum, uma fumaça sinistra que ia levando aos poucos sua alma. Eu entrei em desespero. O que eu poderia fazer? Havia mais um lance de escadas, e eu não era forte o suficiente para carregá-lo. Eu tive que fazê-lo rolar mais uma vez.
E já no térreo eu não liguei nenhuma luz. Eu não queria ver aquele respirar doentio outra vez, e só de sentir o cheiro de sangue e de ouvir seus murmúrios eu me atormentava. Então, no escuro, só me restou arrastá-lo. A questão era: O que fazer agora? Ele não veria o sol nascer novamente, disso eu tinha certeza. Então pra que compartilhar o sofrimento com outras pessoas, pra que leva-lo de volta a sua família? Seu corpo perdia o calor, e a morte vinha sorrateira para nos separar. Triste fim, meu querido.
Estávamos, ou melhor, eu estava perto de um rio. Porque não joga-lo n'agua? Ele se afogaria, em sua última agonia a agua entraria em seus pulmões deixando seu corpo mais pesado, mais denso que a agua, fazendo com que ele fosse para o fundo, ou então, com a correnteza forte, ele viraria comida de peixes e pássaros em alto mar. Mas esse não era um fim digno do meu amor.
O carro da empresa que ele jamais ousaria pegar, foi um dos meios para carregá-lo mais facilmente que usei. Havia um cemitério ali perto, com algumas covas recem abertas. Uma definitivamente simples, que não passava de um buraco foi a que eu escolhi. Coloquei-o ao lado do buraco para me despedir. Por um instante as nuvens abriram e a luz lunar mostrou-me mais uma vez seu olhar perdido e uma última espiral de ar saindo de suas vias respiratórias. Estremeci e fechei seus olhos. Ele ficava belo como morto.

6 de julho de 2009

Sangue, Suor e Porrada II

Aquela manhã foi uma manhã de inverno em que, literal e figuradamente, se fechou o tempo. Entenda melhor: Estava nublado, uma temperatura de aproximadamente 15 graus com um vento fazendo uma sensação térmica de dez. Dando uma olhada no local se notaria que os alunos mais velhos estavam fora das classes; estavam nos corredores, na biblioteca, na fila da cantina, no portão, no pátio, na quadra jogando linha, ou basquete, ou simplesmente quicando, ou sentados observando e conversando, alguns comendo, outros tirando fotos de si mesmos, outros ainda compartilhando fones de ouvidos ou qualquer porcaria moderninha, com pouca liberdade perante a monitoria.
Mas ai aparece uma garota, de cabelos intencionalmente presos para trás, andando determinada com um olhar penetrante nas costas de uma outra. Essa garota chamava-se Tainá Ramos Matias, mais conhecida como "Tái", era aluna do primeiro ano, tinha catorze anos, 1,77, fazia judo e academia, e agora tinha um assunto em mente para ser resolvido imediatamente. A outra garota, estava num lado extremo da quadra, quicando, mas quicando muito mal, machucando aos outros e rindo falsamente. Ela se chamava Camila Hoffmann, conhecida como "Cacá", aluna da oitava série, também tinha seus catorze anos, 1,72, jogava volei e fazia academia, e não tinha nem ideia do que viria a seguir.
E o que veio foi um trovão terrivelmente estrondoso, tão estrondoso que seria capaz de rachar o mundo. De reflexo Cacá se abaixou desequilibrada como se o estrondo tivesse atingido algo acima dela; com as mãos sobre os orelhas e o cabelo no rosto não percebeu quando Tái se aproximou e só a notou quando sentiu seu chute nas costelas, tentou por-se ereta mas levara uma rasteira batendo com a cabeça no chão e retardando os movimentos. A essa altura os monitores se voltaram para a briga. O primeiro tentou afastar as duas e foi ao chão. O segundo tentou segurar uma das duas e foi ao chão. O terceiro nem tentou, com os olhos arregalados falou no interfone e deu as costas apressado em diração a diretoria. E os alunos ficaram livres para formar uma roda em volta das duas tirando fotos, filmando, apostando e sancionando; a principio o ensino fundamental por Cacá e o médio por Tái, mas depois começaram a surgir rumores a respeito do motivo da briga e muitos dos estudantes se reposicionaram.
Quem pôs ordem no local foi o Coordenador, com o reforço de dois professores e três alunos para separar as duas. Tái segurava o cabelo de Cacá com uma mão e com a outra dava socos alternados quando finalmente cedeu. Os alunos deram passagem para as alunas lutadoras, cada uma encaminhada para um lado diferente. O motivo da briga só elas poderiam responder no momento, mas acreditavam os alunos que era uma questão de honra para Tái; pois a adversária espalhara mentiras comprometedoras a seu respeito e durante a desavença ela a intimidava a desmentir tudo. Por fim, o sinal bateu, os alunos voltaram para a classe em meio a murmúrios, e na última aula, quando Tái voltou para a sala, seus colegas se levantaram e aplaudiram, deram tapinhas nas costas e a parabenizaram como se tivesse ganhado uma disputa de boxe, faltando apenas ganhar um buque de rosas.

29 de junho de 2009

Flyleaf

Flyleaf é uma banda americana de Alternative Metal cristã, formada em 2000. Seu som pesado pode agradar fãs de qualquer género de rock. É caracterizada principalmente por músicas que retratam conflitos e aflições. "Flyleaf é a página branca da frente de um livro" explica a vocalista, "é a página da dedicatória, o lugar onde tu escreves uma mensagem a alguém que queres dedicar o livro e é o tipo que nós queremos que as nossas canções sejam - mensagens pessoais que derivam de alguns momentos de claridade antes de a história começar."
A banda diz ter influências como Foo Fighters, Incubus, Nine Inch Nails e Nirvana.
 
Membros:

  • Lacey Mosley – vocal
  • Sameer Bhattacharya - guitarra e vocal de apoio
  • Jared Hartmann – guitarra
  • Pat Seals – baixo
  • James Culpepper – bateria

 

 
Álbuns:
  • Flyleaf (2005)
  • Memento Mori (2009)

 

 
Ouça: Fully Alive (Acústico)

24 de junho de 2009

Sangue, suor e porrada.

Bernardo saiu com o espírito tenso e suas joelheiras, mas acabou voltando com o espírito transtornado e um nariz sangrando. Ele não escondeu de ninguém seu aborrecimento; prometeu nunca mais jogar futebol.
Aconteceu que mais cedo ele havia ido com um amigo jogar uma partida de futebol. Porém, por mais que ele tentasse, ele não conseguia se concentrar completamente, o que levou sua equipe a derrota. Os outros jogadores vieram tomar satisfações:
-Ei, otário! É bom treinar mais, mocinha!
-Que nada, vai brincar de boneca, vai! , ...
É mais apropriado de minha parte não publicar o que o então ex-jogador respondeu, mas saiba que foi suficiente para que ele levasse um murro e derramasse mais sangue do que conseguiria explicar.
Bernardo tinha dezoito anos, e era muito cedo para dizer adeus ao seu esporte favorito, pensava ele. Mas é claro que ele não se afastaria sem uma boa despedida! Ligou para Pietro, um guri riquinho e rodeado de puxa-sacos que lhe devia um favor.
Horas mais tarde, Pietro junto com uma dúzia de garotos de bom porte físico, encontraram Bernardo, ainda com o nariz sangrando, no campo, para a "despedida".
Acho que não preciso explicar o por quê: Bernardo sentiu um cheiro intenso de sangue que sem dúvida não era seu. E para o cara que o havia chamado de otário, um beijo especial da "mocinha": direto de seu punho para o nariz dele.ausencia do link, por favor se manifeste. :*

19 de maio de 2009

O adolescente em sociedade

Eu estava lá no aeroporto, afim de fazer uma viagem, como qualquer outra pessoa no mundo. Era a minha primeira viagem de avião, e eu estava só - o que torna aceitável o fato de eu ter requerido ajuda. Ocorreu que a aeromoça que havia sido solicitada para ajuda olhou-me nos olhos e me perguntou a idade. Eu tinha catorze anos, próxima dos quinze. Então você ainda é criança, ela disse.
- Desculpa aí, , velha.
Não, eu não respondi isso, mas eu bem queria. Apesar dos quase dois metros de altura, eu não daria vinte e três anos para aquela rapariga. Me intriga a maneira como esses caras que têm entre dezoito e vinte e cinco anos se consideram muito adultos simplesmente pelo fato de acabarem de ter ganho a maioridade. Quando eu tinha onze anos, ainda que contrafeita, eu até consentiria, pois naquela época eu ainda brincava no recreio. Mas chegaram os doze - com o mesmo procedimento - os treze, os catorze, os quinze e finalmente os dezesseis. Pode me dizer que vai chegar a minha vez de agir de tal modo, mas eu ouvi de adultos de verdade que a adolescência só termina aos trinta e seis anos.
Houve um tempo em que os teens já eram considerados gente. Não somente para se casar ou tocar o negócio do pai, mas alguns também eram respeitados e fizeram coisas ilustre, como dar aulas em universidades aos dezesseis anos, conquistar nações aos vinte, tornar-se um consagrado escritor antes dos 20 ou se tornar um exemplo a ser seguido por muitos desde os dose anos. Álvares de Azevedo, um escritor da segunda geração romântica no Brasil, seria um ótimo exemplo a ser dado, pois ele viveu somente seus vinte anos e a sua curta vida foi completamente celebre.
Mas hoje em dia as coisas não são mais as mesmas. Eu sei, nós, adolescentes, fazemos parte e de certa forma influenciamos a sociedade, mas eu, com os meus desesseis aninhos assisto a adultos temerem qualquer um que esteja usando gorro, não confiarem em palavra dita por menores, verem os mesmos como indivíduos de fraca opinião e espirito rebelde. Os pais, aqueles que se podem julgar de bons pais, tentam proteger-nos de nós mesmos.
Mas analisando mais clinicamente: a culpa é toda nossa. A maioria dos adolescentes tem de fato um quê de rebeldia e opinião chula. Tendem a ser drásticos - muitos querem se tornar "os fodas" tendo um corpo bombado e calçando um par de nike; fazem loucuras com os corpos e os cabelos (e as vezes com o meio) para ganhar status.
Naquela viagem eu cheguei ao meu destino sem nem me esquentar um tiquinho com a hospedeira de bordo. Não haveria necessidade com relação a isso, de certo modo eu realmente ainda era criança. Eu me lembrei de uma vez anos antes quando eu definitivamente decidi que não queria crescer. Estava eu certa: ser criança foi bom, adolescente, nem tanto, e adulta, nem quero esperar para ver.

27 de abril de 2009

Uma garota chamada Anne Frank

Segunda Guerra Mundial, conflito político que tirou a vida de aproximadamente 60 milhões de pessoas, dentre esses, estima-se que 6 milhões eram judeus. Muitos alemães acreditavam que a raça germânica era superior, e que se devia eliminar as raças "inferiores" como os semitas - que foram exilados, perseguidos, humilhados, mortos e alguns deles usados como cobaias - o que gerou, segundo historiadores, um dos maiores holocaustos da história. Poucos judeus sobreviveram, e dos que se foram se tem muito pouco registro. Anne Frank, uma jovem vitima, deixou o seu diário, que revelou seus segredos e a rotina estressante de seu esconderijo.



Anne Frank

Nasceu em 12 de Junho de 1929, em Frankfurt na Alemanha. Aos treze anos foi exilada por causa da guerra, e ela e sua família se viram obrigados a se esconder num refúgio por eles chamado de "Anexo Secreto", juntamente com outra família, sobrevivendo com ajuda de conhecidos em liberdade. No diário que ganhara de aniversário, ela relata não somente a rotina, mas também seus sentimentos em ralação a isso, seu ponto de vista em relação ao mundo, o seu amor à natureza, seus planos para o futuro, seus segredos. Ela se mostra uma garota muita avançada para sua época, com seus pensamentos e atitudes; não queria ser apenas mais uma dona de casa e mãe de família (como se era de esperar para uma garota da época), mas ela queria ser lembrada, o que foi possível graças ao fato de seu diário ter sido encontrado. Depois de dois anos vivendo no Anexo Secreto, foram descobertos por uma denúncia, sendo então levada para um campo de concentração. Morreu em Março de 1945.




O diário


Encontrado no meio de outras coisas no Anexo Secreto, foi entregue a Otto Heinrich Frank, pai de Anne. Publicado pela primeira vez em 1947, actualmente é um dos livros mais lidos do mundo, traduzido em 68 idiomas (inclusive ao Português), e o original está exposto ao publico no Anexo Secreto, que hoje é um museu.




Instituto Anne Frank

Uma ONG fundada a partir de uma atividade académica desenvolvida na Fundação de Ensino Superior de Olinda - FUNESO. Um dos principais objetivos da instituição é a repressão do avanço do anti-semitismo global, além do incentivo ao retorno dos judeus as suas origens.




Mais:
- Museu Anne Frank (em inglês):

- Fundação Anne Frank (em Alemão):

25 de abril de 2009

Conceito de preconceito

O Brasil, um país que tem tanta diferença étnica, religiosa e cultural, infelizmente é um país onde ainda existe muito preconceito. Já foram criadas leis que determinam que todo e qualquer tipo de preconceito no país, é considerado crime. Ao que consta, até mesmo estrangeiros residentes no país são protegidos por lei. Então, porque ainda existe preconceito?

Ao contrário do que se pensa, o povo brasileiro não é formado por pura miscigenação. Graças à imigração feita por diferentes povos no passado, hoje o Brasil tem uma boa variedade cultural. Mas, o fato de que eles imigraram para regiões em específico faz com que as regiões se diferenciem: no nordeste, mais negros; no norte, mais pardos; no sul, mais brancos. Obviamente, esta não é a maioria absoluta, mas é o factor responsável para que haja tanta desigualdade em uma só nação.
Porém, é preciso tomar nota de que preconceito não é apenas racismo, mas é toda ou qualquer forma de conceito formado antes de se ter um fundamente profundo em algo ou alguém; é uma espécie de cegueira moral, onde se chegam a conclusões sem nada além da primeira impressão. Por isso existe tanto preconceito; contra negros, contra pardos, contra brancos, contra mulher, contra homossexuais, contra jovens, contra velhos, contra nordestinos, contra gaúchos, contra mineiros, contra rockeiros, contra emos, contra raggaeros, conta budistas, contra ateus, contra agnósticos, etc.

Então, hoje, quem não pode dizer que nunca teve alguma forma de preconceito ou já foi vítima de outra? No caso de algum individuo que conhece o que se tem aversão, que já leu a respeito e/ou tem dados concretos a favor da antipatia, ótimo, então esse individuo não tem preconceito, mas sim ódio. É claro que esse caso é raro, ninguém para para saber a respeito de nada a não ser pelo que se tem simpatia - fazendo valer a ignorância, e a imoralidade se agrava.

Mas está claro: o mundo muda. Assim como os americanos são capazes de eleger um presidente negro os brasileiros são capazes de não levar a fundo esse tipo de preconceito, esquecendo as diferenças, dando as mãos, sendo todos iguais.

23 de abril de 2009

Crianças

Infância, quando nós começamos a ter uma noção da vida, onde o mundo é um reflexo do mundo adulto, porém com um toque de inocência. A fase da vida em que se tem pouca ou nenhuma responsabilidade, quando se tem as primeiras experiências que provavelmente serão usadas para o resto da vida. Quem diz que não teve infância, me desculpe, esse alguém perdeu muito.
Mas o impressionante é a maneira com as crianças se organizam muitas vezes até melhor do que os adultos. Já reparou? Uma vez eu estava navegando aqui mesmo pela "blogsfera", e li, não lembro em que blog, um texto sobre três crianças europeias que fugiram para a África, as duas mais velhas, um menino e uma menina de sete e oito anos, com o objectivo de se casar, e a mais nova, com, se eu não me engano cinco anos (se o autor estiver lendo, por favor, se manifeste), ia junto para ser testemunha da união. União não adequadamente dita, porque com essa idade é meio difícil saber a seriedade de um enlace, não? Mas eles planearam tudo, inclusive o lugar da futura lua-de-mel, "onde é exótico e faz calor", com os mínimos detalhes, inclusive a testemunha. Outro caso digno de destaque é o de um grupo de crianças americanas, entre oito, nove e dez anos que se organizaram para matar a professora. Eles haviam se organizado tão bem que cada um trouxe de casa algum utensílio necessário para o planeado homicídio e cada um faria a sua parte - inclusive limpar o local do crime. Felizmente e para a sorte da professora, as crianças foram descobertas e nada aconteceu.
Viu? Existem crianças que são capazes de passar por cima das criancices quando determinadas, e serem mais eficientes que máquinas - ainda que o objectivo procurado não tenha muito nexo, como nos casos citados. Mas, como tudo na vida, são as mínimas coisas que alegam as grandes, como se percebe; talvez as crianças que queriam se casar se tornem românticos assumidos, e a criança que teve a ideia de matar a professora, não necessariamente se torne um assassino, mas um bom líder. Não é a toa que dizem que as crianças são "projetos de gente".

4 de fevereiro de 2009

Ontem

Mal colocamos os pés na rua e o céu pareceu desabar sobre nossos ombros. Apenas alguns instantes foram suficiente para me molhar até a alma. Eu e minha mãe saímos correndo, ela com aquele jeito de cocota, e eu correndo talvez pra me molhar ainda mais se possível. Sabe, eu não aproveito a chuva dessa maneira desde que eu tinha uns 9 ou 10 anos, e, sinceramente, eu adorei. Como é bom conseguir esquecer completamente do calor em pleno verão!
A gente chegou logo em casa, eu primeiro é claro. E você acha que eu dei o dia por vencido? Se acha, não me conhece, porque eu nem entrei em casa, fui de baixo de chuva mesmo chamar a minha amiga de infância e companheira de aventuras anormais, a Josi, para se molhar comigo. Ela estava até bem aconchegada, assistindo talvez Esqueceram de Mim 1544846, ou então A Lagoa Azul 2485844, ao agradável som do ronco da cunhada. E nem foi preciso eu fazer o convite; foi só eu aparecer na porta que ela já deu risada e foi pra fora com a roupa do corpo.
A gente saiu correndo feito dois demónios no juízo final; Pisamos sem estresse nas poças correntes de água; Usufruímos das gotas vindas directo do céu. Houve um momento em que a Josi deixou o chinelo escapar, a água o levou ladeira abaixo e ela teve que sair correndo e escorregando para evitar que o seu calçado caísse no bueiro e fosse literalmente por água a baixo.
Vários carros passaram por nós, talvez tenham se perguntado quem eram aquelas duas que esqueceram de crescer. Se você acha que um banho de chuva é perda de tempo ou babaquice, você não sabe o que é bom e provavelmente não teve infância. E a Vivi, imagine se ela estivesse lá! Viviane é uma outra amiga minha, que tem 19 anos e segue um estilo de vida louca-consciente - não que ela seja irresponsável, ela somente age fora do comum. E se ela estivesse lá, ela teria, sei lá, rolado no chão, tirado a roupa, mal posso imaginar.
Bem, ela não estava nem perto, mas também nem imagina o que perdeu. Mas como tudo que é bom não dura para sempre, a chuva só durou umas duas horas. E foi o suficiente, não foi?, para salvar o dia e nós mesmas do velho hábito. Ao contrario de um dia de sol, que depois de aproveitado geralmente traz uma desidratação, queimaduras, insolação ou coisas do género, a minha tarde quebra-rotina não trouxe mals resultados. (Pelo menos não até agora, e tomara que não venha uma leptospirose). E eu também não levei nenhum sermão - a não ser uma bronca por ter sujeitado o bebesinho inocente e puro que era a afiliada da minha mãe a pegar leptospirose, pneumonia, dengue ou qualquer outra coisa. Mas nossa, eu no lugar dela iria preferir mil vezes correr esse "risco" de vida do que passar mais um dia em frente a tevê assistindo a sessão da tarde.

13 de janeiro de 2009

Sonhos

Eu estava lá no fundo da minha antiga casa, na área de serviço. Pelo telhado do vizinho e pelos muros passavam vários gatos. Bem, na verdade o lugar estava infestado de gatos. Eu tinha que matar todos os gatos que tivessem olhos azuis para levar para um vampiro instalado na rodoviária, caso contrário ele ameaçava congelar toda a cidade... Calma, eu não estou "viajando", isso foi só um sonho. O vampiro era personagem de um livro que eu estava lendo na época do sonho, chamado "Os Sete". Parecia até sacanagem; nos agradecimentos do autor no segundo volume, ele dizia algo como: Agradeço a todos os leitores e fãs que telefonaram, mandaram e-mails, tiveram pesadelos...
Bem, o meu sonho não foi exatamente um pesadelo. É o que nos acontece quando nós ocupamos a cabeça demasiadamente com algo; a gente acaba sonhando com esse algo. Você já deve ter reparado, os nossos sonhos geralmente não tem uma visão nítida, sempre tem algo que nos envolve, algo que está na nossa mente. Dizem que os sonhos são apenas uma maneira que o nosso organismo tem de organizar os nossos pensamentos (predominantes ou não) para nos manter saudáveis. Será mesmo?
Um grande estudioso, Carl Jung, discordava. Ele acreditava que os sonhos são uma maneira que o organismo tem de buscar equilíbrio, que o subconsciente tem de expressar a realidade. Segundo ele, tudo nos nossos sonhos tem um significado, como uma linguagem própria dos sonhos, basta saber interpreta-la.
Isso quer dizer que no meu sonho tudo teria um significado, e não apenas o vampiro; a minha antiga casa, os gatos, a rodoviária... Provavelmente os sonhos são uma mensagem do subconsciente para o consciente, em busca de equilíbrio mental, na linguagem simbólica. O que me chama a atenção é que até mesmo os bebes durante a gestação têm sonhos. Mas o que será que ocupa a mente ainda não formada dos que ainda não viram a luz do mundo? É uma boa pergunta. Se eles ainda não têm consciência...
Se alguém lembrar, por favor, me conte. Enquanto isso o ideal é ficar com os nossos sonhos atuais... O que significavam os gatos? Bem, bem, sonhem com os anjinhos.


12 de janeiro de 2009

Voo

As pessoas não são como os aparelhos eletronicos
que quando incomodam
você pode simplesmente desligar e guardar.
Quando você conquista alguém,
esse alguém pode ficar na tua cola para sempre
ainda que você não goste dele.
Então é melhor você ouvir,antes que seja tarde de mais:
Acabou. Já deu, se é que era pra dar.
Então, por favor, me esqueça
Esqueça tudo.
Que tal me deixar em paz?
É o cúmulo eu ter que me esconder pra te evitar
Ou você acha que eu mereço isso?
Pense o que quiser, eu não ligo
Só quero você fora do meu caminho
Peque um voo só de ida pra fora da minha vida
me de a honra de te ver partir.
E antes que você diga qualquer coisa
Eu não te odeio, apenas não te suporto mais.
Odeio ter você por perto.
E pensar que eu já gostei de ti...
Mas tudo bem, desencantei.
Ou melhor, abri os olhos.
Você também deveria perceber
que o convívio já não é mais o mesmo,
que quanto mais longe você estiver, melhor.
Se não quiser ir, tudo bem.
Então fique longe.
Se algum dia eu for, não atraz
e nem espere que eu mude de ideia.
É melhor assim.


(Sim, fui eu que escrevi essa baboseira hihi)

8 de janeiro de 2009

3.600 segundos.

No colégio, eu tinha tanta coisa pra fazer que as vezes me dava um desespero. E, putz, eu tão acostumada com o desespero, que agora nas férias o desespero é não sentir desespero; parece até estranho você fazer o que bem quiser quando se está acostumado a ter uma rotina e inúmeras obrigações. Agora, bem, não tenho muitas obrigações e cada dia tem algo diferente do outro, então não tem rotina (quero só ver quando as aulas voltarem)
Então eu penso: No período letivo eu nunca tenho tempo pra nada, e na época das férias eu tenho tempo até pra ficar a toa, se eu quiser. Como isso é possível, se cada dia eu recebo os mesmos 3.600 segundos de sempre?
É aquela velha teoria de que o tempo é relativo. "A gente não passa pelo tempo, o tempo é que passa por nós." E aí o tempo passa (ou nós passamos por ele) mais rápido ou mais de vagar conforme a forma com que é empregado.
E ainda tem gente que acha que o último dia do ano é um dia especial. Porque seria, se tem os mesmos 3.600 segundos, o sol nasce, o sol se põe, o mundo gira, e etc? Talvez seja uma desculpa para os adeptos da filosofia "beber, cair, levantar", porque pra mim foi quase um dia comum e quente do verão.
Pra que pensar somente nesse dia em ter vibrações positivas durante o ano? Pra ter um ano melhor? Bem, nesse caso o ideal seria tentar fazer o hoje melhor que o ontem, e o amanhã melhor que o hoje, e seguir a filosofia "Positive Vibrations Always".

7 de janeiro de 2009

Desventuras em série

Desventuras em série é uma colecção de treze livros que narra a desafortunada jornada de trêz irmãos, que ao perder os pais, passam a viver na beira do perigo. Escrita por Daniel Handler, sob pseudônimo de Lemony Snicket, o primeiro livro foi lançado em 1999.
Violet, Klaus e Sunny Baudelaire, os três irmãos recém-órfãos, vivem literalmente uma série de desventuras, vivendo em lugares diferentes, com pessoas diferentes e até mesmo sozinhos. Para fugir do conde Olaf, o terrível vilão que quer por as mãos em sua fortuna, tendo apenas um ao outro, os irmãos descobrem amigos, inimigos, amores, mistérios, segredos e bibliotecas por onde passam, e cada um com sua habilidade e muitas vezes com a ajuda dos livros, conseguem escapar das armadilhas planeadas por conde Olaf.
É indicada para todas as idades, crianças, jovem, adultos. Por ter os três personagens principais crianças, a série é mais procurada por crianças e adolescentes. Sem a magia e ficção encontrada em Harry Potter, a série mostra como o mundo pode ser vil e perigoso (e bom também) sem apelar para a vulgaridade.
A série se tornou um filme, estreado em Dezembro de 2004, com Jim Carrey (como conde Olaf), retratando os eventos dos três primeiros livros.

5 de janeiro de 2009

A história do xadrez

O Xadrez é um dos mais famosos jogos no mundo, sendo considerado um esporte, existem até mesmo competições oficiais de xadrez. Por ser matemático e bom para o desenvolvimento do raciocínio, atualmente muitas instituições de ensino o adotam para melhorar o rendimento académico de seus estudantes.
Não se pode dizer exatamente qual a sua origem, existem vários mitos que dizem a respeito, a mais famosa é a contada em 'O Homem que Calculava'.
A história diz que em uma determinada província indiana, um poderoso líder, entrou em profunda depressão ao perder um filho numa batalha. Certo dia, esse líder foi visitado por Lahur Sessa, um jovem indiano, que apresentou a ele um tabuleiro com 64 casas brancas e negras com diversas peças que representava a infantaria, a cavalaria, os carros de combate, os condutores de elefantes, o principal vizir e o próprio rei. Sessa explicou que a prática do jogo daria conforto espiritual ao rei, que finalmente encontraria a cura para a sua depressão, o que de fato aconteceu.
O líder, agradecido, insistiu para que Sessa aceitasse uma recompensa por sua invenção e o jovem pediu simplesmente um grão de trigo para a primeira casa do tabuleiro, dois para a segunda, quatro para a terceira, oito para a quarta e assim sucessivamente até a última casa. Espantado com a modéstia do pedido, o rei ordenou que fosse pago imediatamente a quantia em grãos que fora solicitada.
Depois que foram feitos os cálculos, os sábios do rei ficaram atônitos com o resultado que a quantidade grãos havia atingido, pois, segundo eles, toda a safra do reino durante 2.000 anos não seriam suficientes para cobri-la. O jovem Sessa poderia ter perdido a vida por tamanha ousadia, mas preferiu tentar ensinar o seu líder a não prometer o que não pode cumprir, e este, impressionado com sua inteligência, o convidou para ser o principal vizir do reino, sendo perdoado a divida de trigo.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...