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24 de janeiro de 2010

O Cupido do Mal

Não é a típica história de colégio o que vou escrever aqui. Aliás, nem sei se eu seria capaz de escrever uma bela história, dessas de amor, depois de tanto sangue... Toda vez que eu me lembro eu tremo como se a morte estivesse passando por perto; tenho calafrios, minha garganta dói, meus olhos lacrimejam. Talvez você seja incapaz de compreender, mas eu pude ver até onde as pessoas vão. Digo-lhe que a história em questão se passou numa escola comum, começando na pré-escola e envolvendo um garotinho e uma garotinha - mas não continue a ler caso esteja procurando amor ou amizade.
Era o primeiro dia de aula, o primeiro de minha vida, e o primeiro da vida deles também. Daniel, criança estourada, usava óculos desde cedo e tinha um instinto autoritário. E Giulianna, guria curiosa, sagaz e antipática. Eu fui testemunha do primeiro encontro dos dois: começaram disputando uma cadeirinha, até gritarem um com o outro e logo rolaram no chão trocando murros. A professora separou os dois, deixando-lhes de castigo. Ela o encarou zangada e ele a encarou de volta. Foi a única maneira que se encararam durante toda suas amargas trajetórias. A partir daquele dia, eles declararam abertamente guerra. Tentavam prejudicar um ao outro, destruindo amizades e paixonites infantis, e até mesmo trocando ofensas e agressões de vez em quando. Aos dez anos eles costumavam sempre ter cicatrizes e marcas de agressões recentes.
Quando chegou a quinta série, as coisas mudaram um pouco de rumo. Há, não pense você que o ódio fora deixado de lado, não. Confesso que no ano seguinte eles demonstraram uma capacidade intelectual muito acima da média, superando todas as expectativas. Eles também demonstraram muita maturidade, ao não ser quando estavam próximos. Lembro-me que eles passavam horas avaliando o desempenho do adversário para tentar superá-lo. Eles costumavam competir nas notas, nos esportes, até mesmo nas amizades, que não eram muitas, considerando que eles davam mais atenção um ao outro que aos demais. Na oitava série Daniel seria capaz de empurrar um avião, ao passo que Giulianna era a mais veloz das meninas. E isso, sem mencionar os incontáveis livros que eles leram e inúmeros assuntos nos quais já eram leigos.
No ensino médio, o relacionamento só piorou. Muitas vezes eu tive a impressão que eles rosnavam um para o outro quando estavam próximos. Eles sentiam tanta aversão que seus olhos brilhavam, e até mesmo os professores começaram a ter medo dos dois. Nós, os colegas, os evitávamos a todo custo, a não ser quando estávamos certos de que os dois não estavam próximos. Mas a essa altura, meu caro leitor, nós estamos próximos do fim. Um dia, no terceiro ano, quando eu acreditava que finalmente eles se esqueceriam, foi o fim, mas não do jeito que eu imaginara. O diretor, com a melhor das intenções, assinou esse fim: Impôs que os dois fizessem um trabalho juntos. No dia da apresentação, eles começaram a discutir acaloradamente, até que por fim Daniel perdeu a paciência e deu-lhe um tapa na cara, fazendo-a cair no chão. Os colegas riram, e Giulianna, corada pela humilhação, saiu correndo assim que o sinal bateu. No dia seguinte... No dia seguinte, na penúltima aula, ela se plantou na porta, gritando por Daniel. Ele se levantou, insultando-a para logo empalidecer ao ver que ela sacara uma arma. Meus colegas gritaram, o professor quase desmaiara, mas eles continuaram em pé, imóveis, de olhos arregalados, arfando. Por fim, Giulianna puxou o gatilho. Foram três tiros, dois para Daniel e um para ela mesma. Lembrado disso, eu me pergunto quão longe eles iriam se todo aquele ódio fosse transformado em amor. Talvez o cúpido estivesse revoltado com Deus quando acertou aqueles dois. Eles caíram no chão, tendo suas últimas convulsões e empossando-se de sangue. Ah, aquele sangue... Posso dizer que literalmente era um poço de ódio. A última coisa que eu me lembro era que, mesmo depois de mortos, os dois, eles mantiveram o olhar, o mesmo olhar do dia que eles se conheceram, estampados em seus semblantes.

11 de janeiro de 2010

Dois mil e dez... Já?

Nossa... 2010! Esse ano vai dar o que falar. Claro que todo ano o dá, com aquelas merdinhas típicas da TV como o Carnaval e Big Merda Brasil, e todas aquelas datas comemorativas que não deixamos passar. Mas esse ano tem mais. Esse ano será um daqueles anos que põe a auto estima do brasileiro em alta - Copa do Mundo (Vai lá Brasil! Hexa, hexa!) - ao mesmo tempo que será um daqueles anos que põe a auto estima do brasileiro em baixa - eleições. Aliás, essa parte vai ser significativa, já que vão ser os meus primeiros votos. Quer dizer, se fizer diferença, ou faz? Não sei, pelo que eu observo, todo e qualquer candidato é nada mais do que uma marionete de Brasília. Mas tudo bem, vamos lá. E o que mais há para esse ano? Ah, sim, esse ano eu me formo... Faço questão de comemorar o fim do pesadelo académico (não vou comemorar tanto, porque logo em seguida vem a faculdade que eu não duvido que seja ainda pior... ) E ainda tem a excursão do colégio. Se deus quiser - não, se os meus colegas quiserem, e talvez, nesse caso, meu voto faça diferença - a gente vá para Bariloche, na Argentina. Você não quer que eu vá para a praia na cidade-nada-maravilhosa ou lá em cima no nordeste? Qual é, praia é sinonimo de desconforto e povão. Só espero que, se a gente for, não haja mais uma epidemia de gripe suína nem circule aquela famosa xenofobia de copa (que vem junto com o "nacionalismo"). E esse ano eu... Eu completo 17! Essa ideia me assusta. Nunca me imaginei com essa idade... Eu nunca quis crescer, a verdade é essa. (Síndrome de Peter Pan rocks) E falando nisso, 2010, como todo ano que foi e que virá, será um ano de morte de celebridades bisaras. Quem será que bate as botas no ano atual? Tio Michael e o Clô já foram ano passado. Que tal a Xuxa? Bom ela já ta rodada e não é tão querida... Sei lá. É melhor eu não brincar com isso, porque, caso resolvam mesmo dar adeus a esse mundinho medíocre, já viu... E no mais, não é só gente fútil que se vai. Líderes políticos e mais pessoas sérias se vão. Ah, e também catástrofes estão por acontecer. Que tal mais catástrofes ambientais, enchentes, desabamentos e etc.? Não, já ta muito batido. Então, que tal uma guerrinha aqui na Brazil?... É melhor deixar de ser pessimista. o Brasil, e nós, brasileiros, temos um grande ano pela frente. Feliz 2010!

17 de outubro de 2009

Profs, essa é para vocês

Outubro, nunca tive um outubro como esse. As matrículas já estão abertas pra quem quiser estudar ano que vem. Eu quero estudar ano que vem, só não sei se eu quero que ano que vem seja o último. Não que eu ame a escola, mas na faculdade os professores parecem zumbis, entram e saem, se duvidar nem dizem bom dia ou boa noite, eles fazem o que querem, simplesmente, como se tivessem sozinhos no mundo, nem aí pra nada. Minha mãe disse que "é porque eles são adultos dando aulas para adultos, não para um bando de crianças".
Adultos. Incrível, professores são adultos, não robos que nasceram para dar aula. E tem uns que ainda gostam da profissão, vê se pode. Eu tenho vagas lembranças das "tias" da creche, quando eu era tão minúscula que eu nem conseguia subir uma escada, minhas pernas eram muito curtas. Essas sim deviam gostar da profissão, cuidar de um bando de criancinhas cabeça de vento como eu, que volta e meia caiam e se sujavam, se perdiam, brincavam e misturavam os piolhos, que ficavam berrando na porta pra voltar para casa. Mas logo quando eu já conseguia subir uma escada, eu fui para uma escola de verdade. Não mudou muito, lá tinha tias, hino nacional, outros bebezinhos e lanche. Isso era a escola para mim. Eu lembro o primeiro dia, minha mãe foi comigo, mas no segundo ela só foi até o portão. Eu implorava para voltar pra casa, tentava fugir da escola, corria e corria.
Mas aí lá vem o primário. As então professoras quase morreram para me ensinar as letras e os números que eu sempre esquecia. Eu corria, era maior que as outras crianças e levava vantagem, mas sempre levando sermão. Infância é a melhor fase, você corre, brinca de coisas toscas, leva picada de abelha, se queima no sol, se perde, mata as professoras e monitores de preocupação e não ta nem aí. Mas isso se supera, se eles gostarem de você, como provavelmente gostaram de mim, me fazendo re-escrever palavras explicando gentilmente o erro, ensinando brincadeiras legais nas quais nós não nos machucaríamos, ensinando coisas como amarrar o cadarço e não se cortar com a tesoura, cantando e ensinando músicas, dando prémios, passeando connosco e etc. A vida foi boa até os dez anos. Mas aí veio uma outra questão: o ensino fundamental. Sinceramente, não via graça nenhuma nos adolescentes, eles eram feios, problemáticos, rebeldes e roqueiros. E eu nem queria crescer...
Mas crescer é inevitável. Quinta série e os professores nos tratavam como "gente". Eles ficavam falando que não tiveram a oportunidade que estávamos desperdiçando, que com a nossa idade eles já trabalhavam e blá blá blá. Eu por minha vez achava que eles só estavam fazendo o trabalho deles, não gostava de nenhum e também não respeitava. O secundário foi o oposto do primário, a diferença é que eu ainda não gostava de escola. Quem me conhece hoje não acreditaria, mas eu travei uma guerra contra os professores que me tiravam da sala por mau comportamento, recolhiam de mim celulares, MP3, livros e outras coisas mais, também me faziam limpar carteiras que eu rabisquei, pedir desculpas a colegas que eu ofendi (outra guerra que eu tinha), e reclamavam dos meus atrasos, indisciplina e notas ruins. Veja só, eu me tornei tudo o que eu temia: Com a puberdade não tinha mais o rosto liso, criava problemas, também não aceitava as coisas na boa, e com um desenvolvi um gosto musical não muito aceitável. Preciso dizer mais?
Calma, as coisas mudam. Uma hora eu troquei meu egoísmo por cordialidade, meus Harry Potteres por clássicos e best sellers, arrogância por simpatia, fones de ouvidos por conselhos. Ensino médio. Agora perecia que os meus professores sabiam meu nome. Eles conversam comigo, me emprestam ou recomendam livros, alguns até lêem meus blogs. Ei, profs, essa postagem é pra vocês. Longa jornada escolar essa, para mim falta pouco para terminar, e uma vez na vida eu não quero fugir da escola. Eu ainda me pergunto como vocês podem gostar da profissão, lidando com aborrescentes filhos dos outros. Mas pensando bem, o que teria sido de nós sem vocês? Ei, profs, parabéns, feliz dia dos profs (atrasado), e pensando bem, todo dia, é o seu dia.

24 de setembro de 2009

O Mapa Dos Ossos

Para aqueles que admiram J. K. Rowling, Stephen King ou Isaac Assimov, a realidade concreta não faz parte. Comédia é rotina, e rotina não seria bem o caso. Histórinhas melosas de amor também não é o vosso forte. O que, então? Fantasia? Terror? Ficção Cientifica, Sensacionalismo?... Eu disse sensacionalismo?


O Mapa dos Ossos, é um romance policial publicado em 2006 - também recomendado para quem aprecia drama ou contos ao estilo Sidney Sheldon - escrito por James Rollins, médico legista, mergulhador profissional e espeleologista (preciso dizer que é romancista também?)
O livro é o primeiro de uma série fictícia cujo personagem principal, Grayson Pierce, se torna encarregado de comandar uma missão, do serviço especializado, SIGMA, a fim de impedir uma misteriosa seita pagã, a Corte do Dragão, a cometer atrocidades e roubos contra a Igreja Católica. Ele conta com seus hábeis colegas de trabalho, entre eles seu amigo Monk, e, inesperadamente, com um padre, a serviço do Vaticano, e sua sobrinha especialista em roubos de obras de arte, Rachel Verona. Do lado inimigo se encontram Seichan, agente inimiga da SIGMA, e Raoul, nobre herdeiro que cobiça o poder total. A Sigma e a Corte se cruzam diversas vezes na corrida para a descoberta do poder, percorrendo a Europa em busca de enigmas, baseados no mistério que cerca a ossada dos três Reis magos. Porém os adversários acabam se unindo quando, em Alexandria... Vou parar por aqui, é melhor que você leia o livro.

Comparação:
Código da Vinci X Mapa dos Ossos
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Os livros tem uma enorme semelhança, você nota se ler. Segundo eu soube, a obra também tem uma boa conformidade com "Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada", mas não cabe a mim comparar. O Código Da Vinci, é a versão pagã, mostra a Igreja como manipularia, machista, ignorante e medieval, ao passo que OMDO é o oposto, mostra os pagãos como presunçosos, maquiavélicos e machistas. Também é preciso ressaltar que ambos os romances entram em harmonia em certos pontos, como teorias sobre a origem da sexta feira 13 e como algumas semelhanças no enredo.
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Outros da série:
  • Segredos Da Sigma
  • A Ordem Negra
  • A Traição de Judas
  • O Último Oráculo
  • "The Doomsday Key"

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Site oficial do autor:

http://www.jamesrollins.com/

16 de setembro de 2009

Famosos Desconhecidos.

Você ta lá na prova, não sabe nada, aí você pede ao seu colega a resposta da 5, digo, a borracha, e quando você pega a borracha, em vez de você se concentrar na maldita resposta da 5, você repara pela primeira vez na vida no homenzinho estampado na borracha. E aí você começa a pensar em pessoas como o homenzinho: O véio da caixa de aveia, a moça do leite moça, a rapariga dos palitos. Afinal, quem é esse pessoal que não nos deixa comer em paz? Eles existem mesmo?
O jeito é perguntar pro tio Google. Tio, quem é o cara da borracha?
Eu cheguei a achar que era uma representação de Alexandre, o Grande, mas na verdade é uma representação do deus Mercúrio, o mensageiro dos deuses (daí o nome da marca Mercur). Cheguei até perto da resposta, já que o conquistador era filho de Zeus. Quanto aos outros?
O idoso Quaker parece não ser ninguém em especifico, uma representação dos Quaker, que são um grupo religioso criado na Europa, que buscavam a paz e o bem estar e trouxeram ao Brasil e ao mundo a marca da aveia.
E eu achei interessante a história da rapariga dos palitos. Era uma modelo disputada, chamada Zofia Burk, brasileira apesar do nome, que representou a Gina por quase trinta anos. Ela ainda está viva, você pode até encontrá-la no Yorkut. E a respeito da outra rapariga em questão... Já ouviu falar que se não tem no Google, não existe? Pois é, mas eu não acho que de fato não exista; deve ser uma representação da moça doce e meiga do campo que está ficando cada vez mais rara.
Bem, depois dessa viagem toda, você pode voltar (ou no mínimo, tentar) a se concentrar na sua prova. Que o deus Mercúrio te abençoe e... Ei, quem eram as pessoas na página inicial do Orkut a um tempo atrás?

13 de setembro de 2009

ESPECIAL





9 de setembro de 2009

Ei Michael, eu NÃO te amo!

Foi só o Rei do Pop bater as botas que o número de seus fãs praticamente triplicou; as comunidades do Orkut lotaram e um pessoal de uns 11 aninhos de repente virou fã-natico pelo astro, sendo que mal haviam nascido durante último sucesso do astro. Eu, particularmente, conheci umas ou outras músicas do cara, acompanhei algumas polémicas e já vi filmes - como no caso de muitos outros artistas, sem me tornar fã, no mínimo admirando, e sem duvida respeitando - tudo isso quando ele ainda estava vivo, e, não seria agora que eu mudaria só para dar um adeus falso.
Mas não seria Michael Jackson o primeiro a morrer para ser lembrado. Muitas pessoas hoje em dia esperam familiares morrerem para perceberem seu valor e só então sentirem sua falta. Já vi casos de pessoas que pelo resto da vida ficam dizendo: "Eu tinha pai... eu tinha mãe... e não dei valor...". Eu me pergunto se essas pessoas realmente se lamentam pelo parente falecido ou pela parte deles que foi junto, eu digo, em muitos casos a morte também leva embora a mordomia.
E pior ainda são aqueles que tiram proveito de um falecimento de alguém, mesmo que não seja parente, para tirar vantagem ou simplesmente fazer drama tentando chamar atenção das pessoas ao redor. Em outras palavras; existem aqueles que esperam o primo de quarto grau morrer para tirar um mês de luto e também há aqueles que esperam a empregada da vizinha do tio do amigo morrer para fazer aquele tremendo drama, oh, como a vida é injusta, oh, que tristeza, blá blá blá.
E enfim eu vou terminar a lista de hipocrisia social, não porque ela acaba aqui, mas porque eu não quero escrever um livro e eu odeio hipocrisia. Quanto ao Michael Jackson, bem, eu faria um tributo melhor a ele se eu fosse fã, ou se eu fosse jornalista ou operadora de marketing e quisesse lucrar em cima; aliás eu não duvidaria de jeito nenhum que essa morte foi tudo uma armação da midia para multiplicar a fortuna do cantor que ainda possivelmente (ou não) esteja vivo. Não duvido de mais nada.