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28 de outubro de 2009

Mundo Assassino



Postagem breve para divulgar meu novo blog, Mundo Assassino, para que não se deparem, aqui, com postagens sinistras que nem a do dia o5/08, rs. Bem é isso. Recomendo para quem gosta de um pouco de suspense ou desses thrillers virtuais.


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A criança-Sorte

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17 de outubro de 2009

Profs, essa é para vocês

Outubro, nunca tive um outubro como esse. As matrículas já estão abertas pra quem quiser estudar ano que vem. Eu quero estudar ano que vem, só não sei se eu quero que ano que vem seja o último. Não que eu ame a escola, mas na faculdade os professores parecem zumbis, entram e saem, se duvidar nem dizem bom dia ou boa noite, eles fazem o que querem, simplesmente, como se tivessem sozinhos no mundo, nem aí pra nada. Minha mãe disse que "é porque eles são adultos dando aulas para adultos, não para um bando de crianças".
Adultos. Incrível, professores são adultos, não robos que nasceram para dar aula. E tem uns que ainda gostam da profissão, vê se pode. Eu tenho vagas lembranças das "tias" da creche, quando eu era tão minúscula que eu nem conseguia subir uma escada, minhas pernas eram muito curtas. Essas sim deviam gostar da profissão, cuidar de um bando de criancinhas cabeça de vento como eu, que volta e meia caiam e se sujavam, se perdiam, brincavam e misturavam os piolhos, que ficavam berrando na porta pra voltar para casa. Mas logo quando eu já conseguia subir uma escada, eu fui para uma escola de verdade. Não mudou muito, lá tinha tias, hino nacional, outros bebezinhos e lanche. Isso era a escola para mim. Eu lembro o primeiro dia, minha mãe foi comigo, mas no segundo ela só foi até o portão. Eu implorava para voltar pra casa, tentava fugir da escola, corria e corria.
Mas aí lá vem o primário. As então professoras quase morreram para me ensinar as letras e os números que eu sempre esquecia. Eu corria, era maior que as outras crianças e levava vantagem, mas sempre levando sermão. Infância é a melhor fase, você corre, brinca de coisas toscas, leva picada de abelha, se queima no sol, se perde, mata as professoras e monitores de preocupação e não ta nem aí. Mas isso se supera, se eles gostarem de você, como provavelmente gostaram de mim, me fazendo re-escrever palavras explicando gentilmente o erro, ensinando brincadeiras legais nas quais nós não nos machucaríamos, ensinando coisas como amarrar o cadarço e não se cortar com a tesoura, cantando e ensinando músicas, dando prémios, passeando connosco e etc. A vida foi boa até os dez anos. Mas aí veio uma outra questão: o ensino fundamental. Sinceramente, não via graça nenhuma nos adolescentes, eles eram feios, problemáticos, rebeldes e roqueiros. E eu nem queria crescer...
Mas crescer é inevitável. Quinta série e os professores nos tratavam como "gente". Eles ficavam falando que não tiveram a oportunidade que estávamos desperdiçando, que com a nossa idade eles já trabalhavam e blá blá blá. Eu por minha vez achava que eles só estavam fazendo o trabalho deles, não gostava de nenhum e também não respeitava. O secundário foi o oposto do primário, a diferença é que eu ainda não gostava de escola. Quem me conhece hoje não acreditaria, mas eu travei uma guerra contra os professores que me tiravam da sala por mau comportamento, recolhiam de mim celulares, MP3, livros e outras coisas mais, também me faziam limpar carteiras que eu rabisquei, pedir desculpas a colegas que eu ofendi (outra guerra que eu tinha), e reclamavam dos meus atrasos, indisciplina e notas ruins. Veja só, eu me tornei tudo o que eu temia: Com a puberdade não tinha mais o rosto liso, criava problemas, também não aceitava as coisas na boa, e com um desenvolvi um gosto musical não muito aceitável. Preciso dizer mais?
Calma, as coisas mudam. Uma hora eu troquei meu egoísmo por cordialidade, meus Harry Potteres por clássicos e best sellers, arrogância por simpatia, fones de ouvidos por conselhos. Ensino médio. Agora perecia que os meus professores sabiam meu nome. Eles conversam comigo, me emprestam ou recomendam livros, alguns até lêem meus blogs. Ei, profs, essa postagem é pra vocês. Longa jornada escolar essa, para mim falta pouco para terminar, e uma vez na vida eu não quero fugir da escola. Eu ainda me pergunto como vocês podem gostar da profissão, lidando com aborrescentes filhos dos outros. Mas pensando bem, o que teria sido de nós sem vocês? Ei, profs, parabéns, feliz dia dos profs (atrasado), e pensando bem, todo dia, é o seu dia.

24 de setembro de 2009

O Mapa Dos Ossos

Para aqueles que admiram J. K. Rowling, Stephen King ou Isaac Assimov, a realidade concreta não faz parte. Comédia é rotina, e rotina não seria bem o caso. Histórinhas melosas de amor também não é o vosso forte. O que, então? Fantasia? Terror? Ficção Cientifica, Sensacionalismo?... Eu disse sensacionalismo?


O Mapa dos Ossos, é um romance policial publicado em 2006 - também recomendado para quem aprecia drama ou contos ao estilo Sidney Sheldon - escrito por James Rollins, médico legista, mergulhador profissional e espeleologista (preciso dizer que é romancista também?)
O livro é o primeiro de uma série fictícia cujo personagem principal, Grayson Pierce, se torna encarregado de comandar uma missão, do serviço especializado, SIGMA, a fim de impedir uma misteriosa seita pagã, a Corte do Dragão, a cometer atrocidades e roubos contra a Igreja Católica. Ele conta com seus hábeis colegas de trabalho, entre eles seu amigo Monk, e, inesperadamente, com um padre, a serviço do Vaticano, e sua sobrinha especialista em roubos de obras de arte, Rachel Verona. Do lado inimigo se encontram Seichan, agente inimiga da SIGMA, e Raoul, nobre herdeiro que cobiça o poder total. A Sigma e a Corte se cruzam diversas vezes na corrida para a descoberta do poder, percorrendo a Europa em busca de enigmas, baseados no mistério que cerca a ossada dos três Reis magos. Porém os adversários acabam se unindo quando, em Alexandria... Vou parar por aqui, é melhor que você leia o livro.

Comparação:
Código da Vinci X Mapa dos Ossos
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Os livros tem uma enorme semelhança, você nota se ler. Segundo eu soube, a obra também tem uma boa conformidade com "Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada", mas não cabe a mim comparar. O Código Da Vinci, é a versão pagã, mostra a Igreja como manipularia, machista, ignorante e medieval, ao passo que OMDO é o oposto, mostra os pagãos como presunçosos, maquiavélicos e machistas. Também é preciso ressaltar que ambos os romances entram em harmonia em certos pontos, como teorias sobre a origem da sexta feira 13 e como algumas semelhanças no enredo.
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Outros da série:
  • Segredos Da Sigma
  • A Ordem Negra
  • A Traição de Judas
  • O Último Oráculo
  • "The Doomsday Key"

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Site oficial do autor:

http://www.jamesrollins.com/

16 de setembro de 2009

Famosos Desconhecidos.

Você ta lá na prova, não sabe nada, aí você pede ao seu colega a resposta da 5, digo, a borracha, e quando você pega a borracha, em vez de você se concentrar na maldita resposta da 5, você repara pela primeira vez na vida no homenzinho estampado na borracha. E aí você começa a pensar em pessoas como o homenzinho: O véio da caixa de aveia, a moça do leite moça, a rapariga dos palitos. Afinal, quem é esse pessoal que não nos deixa comer em paz? Eles existem mesmo?
O jeito é perguntar pro tio Google. Tio, quem é o cara da borracha?
Eu cheguei a achar que era uma representação de Alexandre, o Grande, mas na verdade é uma representação do deus Mercúrio, o mensageiro dos deuses (daí o nome da marca Mercur). Cheguei até perto da resposta, já que o conquistador era filho de Zeus. Quanto aos outros?
O idoso Quaker parece não ser ninguém em especifico, uma representação dos Quaker, que são um grupo religioso criado na Europa, que buscavam a paz e o bem estar e trouxeram ao Brasil e ao mundo a marca da aveia.
E eu achei interessante a história da rapariga dos palitos. Era uma modelo disputada, chamada Zofia Burk, brasileira apesar do nome, que representou a Gina por quase trinta anos. Ela ainda está viva, você pode até encontrá-la no Yorkut. E a respeito da outra rapariga em questão... Já ouviu falar que se não tem no Google, não existe? Pois é, mas eu não acho que de fato não exista; deve ser uma representação da moça doce e meiga do campo que está ficando cada vez mais rara.
Bem, depois dessa viagem toda, você pode voltar (ou no mínimo, tentar) a se concentrar na sua prova. Que o deus Mercúrio te abençoe e... Ei, quem eram as pessoas na página inicial do Orkut a um tempo atrás?

13 de setembro de 2009

ESPECIAL





9 de setembro de 2009

Ei Michael, eu NÃO te amo!

Foi só o Rei do Pop bater as botas que o número de seus fãs praticamente triplicou; as comunidades do Orkut lotaram e um pessoal de uns 11 aninhos de repente virou fã-natico pelo astro, sendo que mal haviam nascido durante último sucesso do astro. Eu, particularmente, conheci umas ou outras músicas do cara, acompanhei algumas polémicas e já vi filmes - como no caso de muitos outros artistas, sem me tornar fã, no mínimo admirando, e sem duvida respeitando - tudo isso quando ele ainda estava vivo, e, não seria agora que eu mudaria só para dar um adeus falso.
Mas não seria Michael Jackson o primeiro a morrer para ser lembrado. Muitas pessoas hoje em dia esperam familiares morrerem para perceberem seu valor e só então sentirem sua falta. Já vi casos de pessoas que pelo resto da vida ficam dizendo: "Eu tinha pai... eu tinha mãe... e não dei valor...". Eu me pergunto se essas pessoas realmente se lamentam pelo parente falecido ou pela parte deles que foi junto, eu digo, em muitos casos a morte também leva embora a mordomia.
E pior ainda são aqueles que tiram proveito de um falecimento de alguém, mesmo que não seja parente, para tirar vantagem ou simplesmente fazer drama tentando chamar atenção das pessoas ao redor. Em outras palavras; existem aqueles que esperam o primo de quarto grau morrer para tirar um mês de luto e também há aqueles que esperam a empregada da vizinha do tio do amigo morrer para fazer aquele tremendo drama, oh, como a vida é injusta, oh, que tristeza, blá blá blá.
E enfim eu vou terminar a lista de hipocrisia social, não porque ela acaba aqui, mas porque eu não quero escrever um livro e eu odeio hipocrisia. Quanto ao Michael Jackson, bem, eu faria um tributo melhor a ele se eu fosse fã, ou se eu fosse jornalista ou operadora de marketing e quisesse lucrar em cima; aliás eu não duvidaria de jeito nenhum que essa morte foi tudo uma armação da midia para multiplicar a fortuna do cantor que ainda possivelmente (ou não) esteja vivo. Não duvido de mais nada.

5 de agosto de 2009

Respiração

Era noite, ainda faltando muito para o dia seguinte, as nuvens encobriam as estrelas, a luz da lua era fraca, mas eu ainda podia ver a luz de seus olhos perdendo o brilho. Aqueles olhos castanhos tão profundos... Agora com o olhar vago, inconsciente. Não me restava mais nada a fazer, estava ficando cada vez mais frio e eu não queria juntar-me a ele que tão logo se esvanescia. Era melhor eu agir rápido.
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Ele fora tudo para mim. "Feitos um para o outro" não seria melhor empregado para nenhum outro casal a não ser a nós; gostávamos das mesmas coisas, tínhamos os mesmos costumes, as mesmas crenças. Havíamos nos conhecido na faculdade, pois cursávamos o mesmo período, e até fisicamente nos parecíamos um pouco: cabelos e olhos castanhos, baixinhos e atarracados. Nossas famílias aprovaram nosso romance, todos nossos amigos se conheciam e nós não ficávamos muito tempo separados, onde um estava, o outro estava por perto. Ele era tudo para mim, e aqueles olhos castanhos que para mim eram únicos me diziam o mesmo.
Mas brigas acontecem. Éramos os últimos a sair naquela noite fria, apagávamos as luzes daquele lugar isolado. E antes de descermos para fechar as últimas portas no andar de baixo, tivemos uma séria discussão, próximo a escada. Eu odiava brigar com o meu amor, mas não teve outro jeito senão retrucar. E a briga acabou indo para uma série de ofensas em voz alta, quase gritada, numa disputa para ver quem agredia mais moralmente ao outro. Me dói lembrar, mas em um momento eu passei dos limites, e a reação dele foi me dar uma bofetada no rosto. Eu, irada como estava, segurei seu braço antes que me tocasse, investindo meu peso contra seu corpo, que se desequilibrou no topo da escada, e antes que eu pudesse ao menos perceber, ele rolou escada a baixo...
Se as paredes pudessem falar, elas comprovariam que não era de minha intenção essa queda. Mas aconteceu. Eu desci, a luz estava apagada e eu não tive coragem de acender. Não tive coragem nem ao menos de olhar-lhe de soslaio, e saí correndo feito uma louca, o vento gelado me congelando em movimento. Mas de repente eu parei para recuperar o fôlego, pensei melhor, ou em outras palavras, pensei um pouco (pois até então eu havia agido sem refletir) e decidi voltar. Perguntariam por ele depois!
Eu liguei a luz. Céus, ele estava todo torto, sangrando bastante, mas ainda vivo. Provavelmente havia quebrado alguma coisa. Respirava pesadamente e gemia. Sua respiração agoniada parecia fumaça, mas não fumaça comum, uma fumaça sinistra que ia levando aos poucos sua alma. Eu entrei em desespero. O que eu poderia fazer? Havia mais um lance de escadas, e eu não era forte o suficiente para carregá-lo. Eu tive que fazê-lo rolar mais uma vez.
E já no térreo eu não liguei nenhuma luz. Eu não queria ver aquele respirar doentio outra vez, e só de sentir o cheiro de sangue e de ouvir seus murmúrios eu me atormentava. Então, no escuro, só me restou arrastá-lo. A questão era: O que fazer agora? Ele não veria o sol nascer novamente, disso eu tinha certeza. Então pra que compartilhar o sofrimento com outras pessoas, pra que leva-lo de volta a sua família? Seu corpo perdia o calor, e a morte vinha sorrateira para nos separar. Triste fim, meu querido.
Estávamos, ou melhor, eu estava perto de um rio. Porque não joga-lo n'agua? Ele se afogaria, em sua última agonia a agua entraria em seus pulmões deixando seu corpo mais pesado, mais denso que a agua, fazendo com que ele fosse para o fundo, ou então, com a correnteza forte, ele viraria comida de peixes e pássaros em alto mar. Mas esse não era um fim digno do meu amor.
O carro da empresa que ele jamais ousaria pegar, foi um dos meios para carregá-lo mais facilmente que usei. Havia um cemitério ali perto, com algumas covas recem abertas. Uma definitivamente simples, que não passava de um buraco foi a que eu escolhi. Coloquei-o ao lado do buraco para me despedir. Por um instante as nuvens abriram e a luz lunar mostrou-me mais uma vez seu olhar perdido e uma última espiral de ar saindo de suas vias respiratórias. Estremeci e fechei seus olhos. Ele ficava belo como morto.